sábado, 17 de janeiro de 2009

“Israel está criando homens-bomba”

(...)Ben Mocha não é militante pacifista nem é anti-Israel. Cresceu em família de judeus ortodoxos, frequentou escola religiosa e prestou serviço militar pleno numa unidade de paraquedistas de combate, considerada da elite do exército israelense.

Disse que se alistou pensando em combater "organizações terroristas". De repente, "estava matando palestinos que lutavam por independência e autodeterminação, ou espancando agricultores em protesto contra o roubo de suas terras." Também viu abusos, como soldados israelenses que mandavam mulheres e crianças entrar em casas abandonadas, para "verificar" se não estariam minadas. "Isso é usar escudos humanos" - disse.

"Não sou pacifista. Reconheço que é importante para Israel ter um exército eficiente de defesa, mas não quero mais participar de uma operação de ocupação que já tem 40 anos. Comuniquei ao exército que me apresentarei para treinamento, de modo que sempre estarei preparado para defender Israel. Mas atacar Gaza e perpetuar a ocupação não é defender Israel.(...)"

Texto na íntegra pode ser lido aqui.

O caso Cesare Battisti

Diário Gauche:

Fascistas querem comer o fígado do militante italiano

Está absolutamente certo o ministro Tarso Genro quanto ao tratamento dado ao italiano Cesare Battisti. Ele está sendo considerado um refugiado político, no Brasil. Não deverá ser extraditado, porque caso fosse, seria vítima de perseguição política por parte do governo protofascista da Itália atual, liderado pelo indizível Silvio Berlusconi e seu arranjo de direitistas ressentidos e mafiosos dissimulados.

Dois dos crimes do qual Battisti é acusado aconteceram quase na mesma hora em cidades distantes mais de 500 quilômetros. Ele foi julgado à revelia e, portanto, não teve o amplo e constitucional direito de defesa. Tudo isso tipifica perseguição ideológica, pura e simples.

Vive-se hoje em quase todos os lugares do mundo, mas especialmente na Itália, um acirramento ideológico acentuado. O fascismo adquiriu feições diversas e modernosas, seus porta-vozes buscam cobrir a provecta face assassina com máscaras adaptadas aos novos tempos. Berlusconi (foto) é um velho lobo fascista vestindo pele de manso cordeiro.

Entregar Battisti aos fascistas e aos mafiosos seria um erro imperdoável do lulismo de resultados. Ponto para Tarso Genro.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Conservadores alemães defendem menção de origem étnica nas estatísticas policiais

"Conservadores bávaros querem incluir não apenas a nacionalidade, mas também a origem étnica dos criminosos nas estatísticas policiais. A proposta é rejeitada por muitos como populista e manipuladora."

Racismo, xenofobia e discriminação tem agora outro nome: "Menção étnica". Não seria mais descente utilizar o termo rotular para essa prática?

O povo alemão não pode ser taxado como criminoso, quando quem vai até a Alemanha cometer crimes são os negros, eslavos, poloneses e alguns "subtipos da América Latina". Essa proposta poderia partir de qualquer grupo neo-nazista de "skinheads" ou outro tipo de bando, mas não do parlamento de um país de"1º mundo", que tanto sofreu sob o estigma do ódio racial.

As estatísicas que serão divulgadas são bem conhecidas de todos. Um percetual que beira os 70% dos crimes relacionados, seria cometido por seres de etnias não-brancas, pertencentes a camadas não-possuidoras, da população alemã.

Medidas como essa, tem finalidades nada agradáveis: tipificar os criminosos, preservar parte da população (etnia da qual provém a maior parte da elite e do próprio parlamento), estereotipar etnias, promover a xenofobia e o racismo, de forma a tornar viável a aprovação de quaisquer leis anti-imigração.

Na prática, o resultado da medida para fins de combate a criminalidade é quase nulo, a menos é claro, que venha acompanhada por alguma teoria mirabolante sobre a correlação entre o crime, e algumas "raças" mais propensas a ele, ao melhor estilo Heinrich Himmler.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

PT do Rio Grande do Sul repudia a escolha de Busatto para o secretariado de Canoas


O PT do RS divulgou nota, repudiando a escolha do ex-chefe da casa civil de Yeda Crussius para uma secretaria da Prefeitura de Canoas, administrada pelo petista Jairo Jorge. A escolha do ex- secretário de Antonio Britto para a maior cidade administrada pelo PT no Estado, causou reações fortes de membros históricos do partido, como o Deputado Estadual Raul Pont.

Abaixo a nota do Partido, publicada na tarde de hoje:

“Diante do anúncio do Sr. Cezar Busatto ao posto de Secretário Especial de Estratégia e Inovação na Administração Municipal em Canoas, o Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul manifesta que:

Historicamente nos opomos e combatemos a lógica privatista e neoliberal que interrompemos no país com a eleição do companheiro presidente Lula.

A trajetória do Sr. Cezar Busatto no governo que antecedeu ao da Frente Popular no RS, no parlamento, na prefeitura de Porto Alegre e no atual governo estadual foi notoriamente privatista e neoliberal, não tendo, portanto, sintonia com o projeto do Partido dos Trabalhadores.

Fica manifesta a contrariedade da Executiva Estadual do PT/RS à referida decisão”.

Nota do blogueiro: Esqueceram de comentar o envolvimento de Busatto nos últimos escândalos de corrupção vistos no RS, sua tentativa de cooptar o vice-governador do estado a fazer parte dos "esquemas", motivo de sua "queda do ninho tucano".

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A retórica do idiota.


Quanto menos se sabe, mais se escreve, e mais seguidores se ganha. Na coluna de hoje do torcedor Paulo Santana, no panfleto político de direita chamado ZERO HORA, o bufão publicou um nada-sei, no qual afirma não ter condições de comentar o "conflito árabe-israelense", MAS COMENTA.

Na primeira frase do seu texto, o torcedor afirma de forma muito conclusiva que é "Impossível opinar sobre quem tem razão no conflito em Gaza, que domina o noticiário há quase 20 dias." Na sequencia, fala que "Num esforço de retórica ainda me atreveria a dizer que quem provocou a guerra foi o Hamas ao lançar mísseis sobre Israel e quem agrava a guerra é Israel ao usar de meios desproporcionais para reprimir o Hamas."

Admite não conhecer o assunto, não saber nada sobre a história da região, mas aos moldes de seus patrões, sabe tomar e defender uma posição, mesmo admitindo não entender o que se passa por lá. Lançou as razões do massacre, promovido pelos israelenses, ao Hamas, que talvez devesse deixar de ser o governo eleito da Faixa de Gaza, para enfrentar em campo aberto (com estilingues) o exército de invasão e ocupação mais mortífero do planeta.

Seu comentário, opinativo e político, é reforçado por "verdades incontestes" do senso comum, pela "sabedoria futebolística" expressa pelo bufão, ao afirmar que as manifestações anti-israel só acontecem porque "nós sempre torcemos pelos mais fracos", no mais perfeito amálgama política-futebol, como adoram fazer os "grandes colunistas" dos panfletos jornalisticos brasileiros.

O torcedor afirma não ter intenção de defender nenhum dos lados, nem de tomar partido por medo de estar "defendendo o lado errado", mas defende de forma categórica a desproporcionalidade dos ataques israelenses, frente a parca capacidade de resposta palestina "o que me falta saber é o seguinte: o que vêm a ser 'meios desproporcionais'?Para não ser desproporcional, Israel teria de, a cada foguete que atingisse seu território, enviar um foguete apenas contra a Faixa de Gaza?E Israel teria ainda de ter cuidado de, ao lançar seu míssil-resposta, que ele não fosse mais potente em suas carga destrutiva do que o míssil jogado pelo Hamas em seu território?"

Resumindo a frase pouco conexa do torcedor, pode ser sintetizada da seguinte forma: israel quer vencer, então tem que usar o que tem de mais mortífero mesmo, tem de matar mais.

Por sorte o torcedor não quis tomar posição. Senão afirmaria que alguas armas nucleares acabariam com esse conflito, de forma definitiva. E isso obviamente, "sem me posicionar" a favor de ninguém.

Leia na íntegra o texto do torcedor Paulo Santana aqui.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Os doze pontos.

Abaixo segue uma lista, dos doze pontos que a imprensa mundial segue ao noticiar o massacre palestino, executado pelo Estado de Israel:

1) No Oriente Médio são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Essa defesa chama-se represália.

2) Os árabes, palestinos ou libaneses não têm o direito de matar civis. Isso se chama ''terrorismo''.

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama ''legítima defesa''.

4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama ''Reação da Comunidade Internacional''.

5) Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama ''Seqüestro de pessoas indefesas.''

6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de dez mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isso se chama ''Prisão de terroristas''.

7) Quando se menciona a palavra ''Hezbollah'', é obrigatória a mesma frase conter a expressão ''apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã''.

8) Quando se menciona ''Israel'', é proibida qualquer menção à expressão ''apoiada e financiada pelos EUA''. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões ''Territórios ocupados'', ''Resoluções da ONU'', ''Violações dos Direitos Humanos'' ou ''Convenção de Genebra''.

10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre ''covardes'', que se escondem entre a população civil, que ''não os quer''. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de ''Covardia''. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão''.

11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama ''Neutralidade jornalística''.

12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são ''Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade''. *

Assim, é vendida a idéia de que trata-se de um país de bem, defendendo-se de um "país" (como se os palestinos tivessem um) de fanáticos que se explodem em praça pública sem ter razão alguma.

*Do blog Somos Todos Palestinos.

Quais produtos?

Um dos meus quatro leitores, pergunto-me quais os produtos deveria evitar, para não financiar os bombardeios israelenses aos palestinos. Uma lista bem completa de produtos de fabricação israelense, ou de seus apoiadores diretos, pode ser vista aqui.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Ainda há humanidade em Israel.

A estratégia de extermínio de palestinos está sendo levada a cabo de forma sistemática, com amplas manobras midiáticas que tentam convencer o mundo de que se trata de uma "ação defensiva". Jornalistas de Israel pregam a intensificação dos bombardeios e a ampliação da "ajuda humanitária" israelense aos palestinos.
Algo tão impensável, que poderia ser exposto da seguinte forma, se fosse um diálogo entre dois homens, uma proposta de um israelense à um palestino:

_"Negócio é o seguinte: destruo tua cidade, tua casa, mato tua mulher, teus filhos, teus vizinhos, mas te levo ao hospital se fores ferido. Assim tu não tem do que reclamar e eu durmo tranquilo, sabendo que fiz algo bom."

O jornalista israelense Gideon Levy, do jornal Haaretz, é quem evidencia esse comportamento absurdo da imprensa israelense, e mundial.

Texto extraído do blog RS URGENTE:

Essa guerra, talvez mais que as anteriores, está expondo as veias profundas da sociedade de Israel. Racismo e ódio erguem a cabeça, o vingancismo e a sede de sangue. A "tendência do comando" no exército de Israel hoje é matar, "matar o mais possível", nas palavras dos porta-vozes militares, na televisão. E ainda que falassem dos combatentes do Hamas, ainda assim essa disposição seria sempre horrenda.

A fúria sem rédeas, a brutalidade é chamada de "exercitar a cautela": o apavorante balanço do sangue derramado – 100 palestinos mortos a cada israelense morto – não levanta questões, como se Israel tivesse decidido que o sangue dos palestinos vale 100 vezes menos que o sangue dos israelenses, o que manifesta o inerente racismo da sociedade de Israel. Direitistas, nacionalistas, chauvinistas e militaristas são o bom-tom da hora. Ninguém fale de humanidade e compaixão. Só na periferia ouvem-se vozes de protesto – desautorizadas, descartadas, em ostracismo e ignoradas pela imprensa –, vozes de um pequeno e bravo grupo de judeus e árabes.

Além disso tudo, soa também outra voz, a pior de todas. A voz dos cínicos e dos hipócritas. Meu colega Ari Shavit parece ser o seu mais eloquente porta-voz. Essa semana, Shavit escreveu nesse jornal ("Israel deve dobrar, triplicar, quadruplicar a assistência médica em Gaza", Haaretz, 7/1): "A ofensiva israelense em Gaza é justa (...). Só uma iniciativa imeditata e generosa de socorro humanitário provará que, apesar da guerra brutal que nos foi imposta, nos lembramos de que há seres humanos do outro lado."

Para Shavit, que defendeu a justeza dessa guerra e insistiu que Israel não poderia deixar-se derrotar, o custo moral não conta, como não conta o fato de que não há vitória possível em guerras injustas como essa. E, na mesma frase, atreve-se a falar dos "seres humanos do outro lado". Shavit pretende que Israel mate e mate e, depois, construa hospitais de campanha e mande remédios para os feridos? Ele sabe que uma guerra contra civis desarmados, talvez os seres mais desamparados do mundo, que não têm para onde fugir, é e sempre será vergonhosa.

Mas essa gente sempre quer aparecer bem. Israel bombardeará prédios residenciais e depois tratará os feridos e mutilados em Ichilov; Israel meterá uns poucos refugiados nas escolas da ONU e depois tratará os aleijados em Beit Lewinstein. Israel assassinará e depois chorará no funeral. Israel cortará ao meio mulheres e crianças, como máquinas automáticas de matar e, ao mesmo tempo falará de dignidade. O problema é que nada disso jamais dará certo. Tudo isso é hipocrisia ultrajante, vergonhoso cinismo.

Os que convocam em tom inflamado para mais e mais violência, sem considerar as consequências, são, de fato, os que mais se autoenganam e os que mais traem Israel. Não se pode ser bom e mau, ao mesmo tempo. A única "pureza" de que cogitam é "matar terroristas para purificar Israel", o que significa, apenas, semear tragédias cada vez maiores. O que está sendo feito em Gaza não é desastre natural, terremoto, inundação, calamidades em que Israel teria o dever e o direito de estender a mão aos flagelados, mandar equipes de resgate, como tanto gostamos de fazer. Toda a desgraça, todo o horror que há hoje em Gaza foi feito por mãos humanas – as mãos de Israel. Quem tenha mãos sujas de sangue não pode oferecer ajuda.

Nenhuma compaixão nasce da brutalidade. Pois ainda há quem pretenda enganar todos todo o tempo. Matar e destruir indiscriminadamente e, ao mesmo tempo, fazer-se de bom, de justo, de homem de consciência limpa. Prosseguir na prática de crimes de guerra, sem a culpa que os acompanha sempre. É preciso ter sangue frio. Quem justifica essa guerra justifica todos os crimes.

Quem prega mais guerra e crê que haja justiça em assassinatos em massa perde o direito de falar de moralidade e humanidade. Não existe qualquer possibilidade de, ao mesmo tempo, assassinar e reabilitar aleijados. Esse tipo de atitude é perfeita representação das duas caras de Israel, sempre alertas, ao mesmo tempo: praticar qualquer crime, mas, ao mesmo tempo, auto-absolver-se, sentir-se imaculado aos próprios olhos. Matar, demolir, espalhar fome e sangue, aprisionar, humilhar – e sentir-se bom, sentir-se justo (sem falar em não se sentir cínico). Dessa vez, os senhores-da-guerra não conseguirão dar-se esses luxos.

Quem justifica essa guerra justifica todos os crimes. Quem diga que se trata de guerra de defesa prepare-se para suportar toda a responsabilidade moral pelas consequências do que faz e diz. Quem empurra os políticos e os militares para ainda mais guerra, saiba que carregará a marca de Caim estampada na testa, para sempre. Os que apóiam essa guerra, apoiam o horror".

Tradução: Caia Fitipaldi

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Boicote a produção israelense.


Durante a longa e heróica resistência ao apartheid, os lutadores anti-racistas da África do Sul contaram com uma inestimável solidariedade internacionalista. Além dos crescentes e massivos protestos de rua, um movimento mundial de boicote às multinacionais daquele país, que sempre lucraram com o segregacionismo, contribuiu decisivamente para isolar os racistas. Agora, diante da barbárie promovida por Israel na Faixa de Gaza, um apelo internacionalista semelhante ganha corpo. A idéia é não comprar produtos fabricados pelos sionistas, que hoje escondem o “made in Israel” para driblar a repulsa mundial, mas tem o código de barras iniciado com o número 0729.

Este movimento de solidariedade, que adquiriu velocidade pela rede da internet nos últimos dias, teve início nos meios universitários da Europa e dos EUA. Uma das promotoras deste boicote é Olícia Zemor, uma judia indignada com as políticas genocidas de Israel – o que confirma que o movimento não tem qualquer marca anti-semita e nem é contra o povo israelense, mas sim contra a política terrorista e expansionista do Estado e das classes dominantes daquele país. Segundo ela explicou, em Paris, “o boicote se tornará ainda mais abrangente e eficaz quando os consumidores memorizarem o código de identificação internacional dos produtos israelenses, o 0729”.

O restante do artigo de Altamiro Borges pode ser lido aqui

Israel já matou 257 crianças em Gaza.

Do blog RS URGENTE, de Marco Aurélio Weissheimer.
CRIMES DE GUERRA (I) - A Organização das Nações Unidas divulgou relatório ontem informando que 257 crianças palestinas morreram e 1.080 ficaram feridas durante os 14 dias dos ataques israelenses em Gaza. Mais de 760 palestinos já morreram. Do lado de Israel, a contabilidade macabra aponta dez soldados mortos. As crianças representam mais de metade da população de cerca de 1,5 milhão de palestinos na faixa de Gaza e mais de um terço das vítimas do exército israelense.
CRIMES DE GUERRA (II) - Trinta palestinos foram mortos nesta semana, segundo a Organização das Nações Unidas, depois de serem abrigados pelo Exército israelense em uma casa posteriormente atacada com um tanque, afirma matéria da Agência Reuters. O texto diz:

Um relatório do Escritório do Coordenador de Assuntos Humanitários da ONU disse que, no dia 4 de janeiro, soldados israelenses levaram 110 palestinos para uma casa na área de Zeitoun, no centro de Gaza, dizendo a eles para não saírem dali. Citando testemunhas, o relatório disse que, depois, a casa foi atingida por bombas, que mataram 30 pessoas. O Exército israelense disse que está investigando o “incidente”.

Médicos palestinos disseram que, no dia 5 de janeiro, receberam 12 corpos de uma mesma família numa casa atingida pela artilharia israelense. Segundo eles, o número total de mortos subiu para 30, já que mais corpos foram retirados dos escombros. Eles identificaram a maioria dos mortos como membros de uma família de sobrenome Samouni. A ONU disse que, entre os mortos, há três crianças feridas que não resistiram.