segunda-feira, 16 de março de 2009

A zona ainda corre solta no meio financeiro. Recursos públicos viram bônus aos "quebradores" de seguradora estadunidense.


Um bilhão e duzentos milhões de dólares serão distribuídos entre os membros da equipe financeira da seguradora estadunidense A.I.G. A empresa, recentemente, foi alvo de dois "pacotes de ajuda", eufemismo para apropriação de recursos públicos, do governo dos Estados Unidos. Foram 100 bilhões doados pelo governo Bush, e 30 bilhões pelo governo Obama.

Esse "team" que está sendo recompensado, é o mesmo que pôs a maior seguradora do mundo, na bancarrota.

O "gado" (pagadores de impostos) estadunidenses assistem pacificamente a transformação dos recursos que transferiram aos cofres públicos, sendo utilizado em programas de recompensa, da empresa.

Onde ficam os critérios para a distribuição de benesses públicas a empresas que chegam a situação falimentar, por incompetência de seus administradores, ávidos por "lucro fácil", adestrados as leis da putaria financeira internacinal, que hoje, lança o mundo na maior crise econômica da História?

O comentário a seguir, foi extraído do blog, que tem o sugestivo nome de "Abunda Canalha", bem como a fotomontagem que ilustra esse post:

"O capitalismo é divertidíssimo para as grandes corporações. Se você for um grande executivo, faça qualquer coisa, leve a empresa à lona, mesmo assim vai ser premiado. Fique tranqüilo que vão tirar o dinheiro de algum mané para te salvar. Tal como a Miriam Leitão sempre defendeu. Estado é para salvar os ricos. Os pobres pagam a conta."

Diário Gauche: A má-fé de um jornal que advoga a causa de um bandido.

O objetivo é aliviar o lado criminoso de Daniel Dantas

Está em curso no Brasil uma campanha maciça e forte contra o delegado Protógenes Queiroz. O objetivo é aliviar o lado do bandido banqueiro Daniel Dantas, fazendo-o passar por vítima de um “endoidecido” (segundo a expressão do ex-presidente FHC), ou seja, de um endemoniado, um possesso, alguém que deveria arder no fogo do inferno, para todo o sempre.

É assim mesmo, quando a razão sai por uma porta, entra pela janela o Sobrenatural de Almeida – como diria Nelson Rodrigues. Se pela razão e pelo Direito não se pode salvar a pele de Dantas, pela desqualificação e a desconstituição pública através do apelo a imagens terríveis e supranaturais talvez se possa pelo menos anular o seu denunciador mais destemido.

O jornal Zero Hora, mostrando a má-fé de uma manchete (acima), se filia aos partidários de Torquemada e associados do bandido-banqueiro. O plural do vocábulo “fazenda” passa a idéia de que Protógenes é mesmo um incendiário enlouquecido, quando o próprio corpo do texto, informa que não, que o correto delegado está incentivando a ocupação de terras do mais novo latifundiário brasileiro, o indizível Daniel Dantas, e apenas deste.

Aliás, os crimes que imputam a Protógenes – investigação ilegal, escutas não-autorizadas, arapongagem criminosa, etc. – são os mesmos que o ex-ouvidor da Secretaria de Segurança da governadora Yeda denuncia como prática corriqueira no setor público estadual. Ainda não escutei nenhuma vestal da direita guasca condenar os excessos cometidos pela arapongagem de bombachas.

Acaso estarei eu, ficando surdo? Ou os que guardam o fogo sagrado da moral e da ética maragata estão - por ora - de férias?

sábado, 14 de março de 2009

Justiça decide: xixi só quando o patrão deixar.

O incrível texto abaixo, foi extraído do blog do Sakamoto, e reproduz uma tremenda sacanagem com uma classe de trabalhadores:

Por Leonardo Sakamoto.
Um rapaz que trabalhava em uma empresa de call center em Goiânia pediu danos morais na Justiça do Trabalho por ter que solicitar autorização para o chefe toda vez que queria ir ao banheiro. Segundo ele, quando havia uma demanda grande de ligações, os trabalhadores eram impedidos de ir ao toalete sem uma justificativa.

O caso chegou até o Tribunal Superior do Trabalho (TST). A 7a turma da corte decidiu esta semana que – no caso das operadoras de telemarketing - um chefe que limita a ida de um empregado ao banheiro solicitando explicações não comete dano moral contra a imagem ou intimidade da pessoa.

Ou seja, alguém ter que se sujeitar a dizer “Chefe, vou ter que ir ao banheiro para fazer cocô por conta de uma feijuca que comi ontem e não me caiu bem. E olha… talvez não será a única vez” está dentro dos padrões de normalidade.

Ao avaliarem que não era caso para dano moral, os ministros confirmaram a decisão de instâncias anteriores. O ministro Guilherme Caputo Bastos ressaltou a necessidade do controle do uso do toalete. Segundo ele, do contrário, haveria desorganização no local de trabalho. Ah, sim! Afinal de contas, todos sabemos que o banheiro é o point social das empresas.

Qual dos operadores apertados atende melhor: o que está prestar a fazer um “número 1” ou o que está no limite de um “numero 2”? É claro que há situações em que ocorrem abusos por parte de empregados que querem simplesmente trabalhar menos que o combinado em contrato. Mas me pergunto se não existem outras formas de coibir isso do que coagir alguém a ter que dar a razão por estar indo ao banheiro.

A cereja do bolo foi a declaração do ministro Ives Gandra Martins Filho, relator do caso: “Pelo tipo de trabalho há uma necessidade de rapidez no atendimento, hoje há uma multa para a empresa que demora mais de 30 segundos para atender, então é necessário que haja um controle”.

Ou seja, como a empresa é pressionada por lei a atender o público com um mínimo de qualidade, o trabalhador deve arregaçar a camisa (e manter a calça ou saia no lugar) para tornar isso possível. Contratar mais gente, nem pensar.

Nota do blogueiro:
Sacos de urina utilizado pelos servos da Quest
Apresento a solução perfeita aos Calls Centers, às linhas de produção automatizadas, e a todas as empresas que dependem da agilidade e disposição total de seus poucos trabalhadores, para potencializar seu já "potente" lucro, sem gastar dinheiro à toa com mais servos:

Ponham um "urinol", "penico", ou "comadre" como se diz no pampa, ao lado do local de trabalho de cada empregado. Na hora que a coisa apertar, ele "arria" por ali mesmo. Claro, um empregado terá de ficar o dia todo recolhendo a merda dos demais, mas o motivo é nobre, seu patrão ficará ainda mais rico.

Antes que eu esqueça, a idéia não é original, foi copiada de uma empresa de comunicação dos Estados Unidos, chamada Qwest que obrigou seus trabalhadores a utilizar sacos de urina enquanto estivessem trabalhando. A idéia veio mais para o sul e na Colômbia, empresas que beneficiam flores, puseram saquinhos, pendurados nas máquinas, onde os funcionarios podem se "aliviar" sem deixar o posto de trabalho. Tomara que, ao reproduzir a idéia estadunidense eu não tenha de pagar pelos direitos autorais.

Não é uma prática nova. Muitas fábricas, especialmente no interior, onde os "poderes" são mais omissos, os sindicatos (pelêgos) amaciados pelo poder local, e a fiscalização leva anos para descobrir que a cidade existe.

E assim nossas elites continuam recebendo subsídios governamentais para não fechar as portas, demitem boa parte dos seus quadros, e os demais, são submetidos a todo o tipo de privação, até mesmo a esses absurdos, para manter a produção, e é claro, os lucros. E todo o sistema corrobora com essas sacanagens.

Rio Grande do Sul:Sucessão de escândalos no governo do Estado.

Quem pensava que a corrupção do Governo Yeda seria "freada" depois das Operações Rodin e Solidária, da PF, da CPI do Detran e das denúncias do PSOL, agora temos o caso abaixo, extraído do Blog RS URGENTE, com mais um caso, dessa vez de "arapongagem", tráfico de influência, chantagem, de um "ajuntamento de anti-petistas" (o governo), que finalmente está mostrando à que veio.

Detalhe interessante: A "Adoçada" que o Diário-Quase-Oficial (Zero Hora) deu no caso:

Chefe de gabinete de Yeda foi grampado fazendo tráfico de influência.

Matéria de Gracialiano Rocha, correspondente da Folha de São Paulo, em Porto Alegre, diz que um dos nomes envolvidos na arapongagem tucana é o do chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Luís Lied:

Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani -que é filiado ao PSDB- disse que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral. O CD, de acordo com Paiani, contém as gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro.

A Folha apurou que o assessor grampeado ilegalmente é o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied. Os telefonemas grampeados foram trocados entre Lied e seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (RS) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos. Numa conversa, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, após a eleição, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade, em suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou. "Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino", disse Paiani, sem relevar os nomes dos grampeados.

Leandro Fontoura, em Zero Hora, traz a mesma informação:

"Com cerca de 30 minutos, as gravações revelariam diálogos de Lied com o primo Márcio Klaus (PSDB), ex-presidente da Câmara de Lajeado, em setembro. Ambos estariam conversando sobre a transferência do Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Vale do Taquari, tenente-coronel Antônio Scussel. Ele foi mantido no cargo por uma decisão judicial. Klaus foi detido pela Brigada Militar durante a campanha eleitoral, quando buscava a reeleição. Segundo Paiani, o assessor grampeado teria sido vítima de um crime de escuta ilícita e, pelas ligações, autor de um crime de tráfico de influência".
Por Marco Aurélio Weissheimer.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Do blog do Kayser

" A capa da Veja da próxima semana certamente será assim. Afinal, há graves denúncias de espionagem ilegal e de seu uso para a prática de chantagens. A Veja, coerente, imparcial e sempre preocupada com o Estado Policialesco e com a Grampolândia, não deixará por menos. No mínimo, fará uma capa igual à dedicada ao Protógenes e sua tenebrosa máquina de espionagem. Aguardemos. Devidamente sentados, é claro."

Kayser

quinta-feira, 12 de março de 2009

The Economist reconhece que as privatizações da era FHC‏ foram um equívoco.

Transcrevo abaixo, o e-mail que recebi de Flávio José Pastoriz, membro da Comissão Executiva da Federação dos Bancários do Rio Grande do
Sul.

10/03/09 - 15:26

Matéria da revista inglesa The Economist publicada na semana passada reconhece o equívoco de um dos principais pilares do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB): a venda indiscriminada de empresas e bancos estatais. No texto, a publicação afirma que até há pouco tempo no Brasil, acreditava-se que um fatores prejudiciais à economia brasileira seria a influência estatal no setor financeiro. Segundo a revista, entretanto, esse controle estatal é o que dá hoje ao País uma situação favorável perante os demais países e, diante da crise mundial, confere uma “situação favorável incomum ao Brasil".

A matéria se refere à manutenção da gestão estatal, por parte do governo Luiz Inácio Lula da Silva, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituições financeiras líderes de empréstimos para empresas e que FHC tentou, sem sucesso, privatizar.

"Outros países estão tentando descobrir como alavancar bancos e direcionar o crédito para as necessidades identificadas. Isso é algo que o Brasil faz, inclusive quando não era 'moda'. Nos bancos privados, as exigências de depósitos e garantias para financiamentos os impediram de correr os riscos financeiros que acabaram por derrubar bancos na Europa e nos Estados Unidos. Até agora, o crédito do Brasil foi 'mordiscado', mas não 'triturado', destacou o texto.

A matéria também sustenta que, na comparação com seu passado recente e na comparação com outros países, a economia do Brasil está em boa forma. "O FMI prevê que somente os países em desenvolvimento na Ásia, África e Oriente Médio terão melhores resultados em 2009. Em comparação com o contexto anterior, no qual o Brasil sofria uma parada cardíaca a cada estresse de outras economias, isso é impressionante", diz o texto.

O texto aponta ainda que as razões para a melhoria do crescimento do País estão fortemente atreladas à melhoria do nível da dívida do setor público, que foi um ponto fraco e agora se mantém abaixo dos 40% do PIB, e a outros fatores. "Os empréstimos em moeda estrangeira foram trocados principalmente por títulos em reais. Além disso, o País acumulou US$ 200 milhões em reservas internacionais para defender o real; seu déficit em conta corrente é pequeno e, o mais importante, a crise não está aumentando a inflação. Isso permite que o Banco Central reduza a taxa básica de juros da economia, permitindo um custo mais barato para a dívida pública. É a primeira vez que o Brasil adota uma política monetária anticíclica", afirma o texto.

Nota do blogueiro: Os privatecas do governo anterior só não venderam a mãe, porque não era patrimônio público. O objetivo era "exugar a máquina pública, acabar com a capacidade de investimento do Estado, deixando toda a iniciativa, o controle do sistema produtivo, nas mãos dos mesmos que quebraram a economia mundial, e que, agora, pedem "arrego" para o mesmo Estado que sonhavam destruir.

"Çabios çeres pençantes."

quarta-feira, 11 de março de 2009

Gilmar Mendes quer controlar a Polícia Federal


O Supremo Presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar-Veja-Como-Se-Liberta-Banqueiro-Corrupto-Mendes, quer controlar a Polícia Federal, instituindo uma espécie de corregedoria, que ficaria sob o controle do judiciário (poder do qual é o "manda-chuva").

O sítio "BemParaná", destaca trechos do discurso de Veja-Mendes: 'O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, chegou hoje (11) de viagem oficial ao Egito e se disse "em parte surpreso" com a divulgação, pela revista Veja, de supostas irregularidades cometidas pelo delegado federal Protógenes Queiróz na Operação Satiagraha, investigação contra Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Mendes defendeu a criação de uma corregedoria judicial de polícia.'

"Em parte, a reportagem também confirma minhas suspeitas de que estava havendo abuso", declarou "Talvez precisássemos pensar num controle externo efetivo da polícia, que é necessário, e até numa corregedoria judicial de polícia, de modo que o Judiciário pudesse controlar esses eventuais abusos."

Imagino o quanto ele tenha ficado surpreso com a matéria do panfleto, mas o caso é bem complicado. Imaginem o Supremo-Presidente, segurando as rédeas da PF? Provavelmente só a veríamos atrás de banqueiros corruptos, amigos do "Supremo", se estivessem fazendo a sua segurança pessoal.

Controles sociais, todos os órgãos e instituições deveriam ter, mas sem a efetiva participação da população, da sociedade civil organizada, e deixando o controle nas mãos dos que já controlam, a tendência é de maior desproporção nas ações desses órgãos.

No caso da PF, provavelmente estaria autorizada a utilizar de toda a sua estrutura para prender "perigosos" ladrões de supermercado, "encoleirada" pelo representante dos "colarinhos-brancos.

Movimento estudantil gaúcho cria blog.

Impulsionados pelas últimas denúncias de corrupção, e pela péssima gestão, realizada pelo Governo do Estado, estudantes de diversos "pagos", escolas, universidades, centros acadêmicos e entidades estudantis, lançaram um novo blog: o "Caras Pintadas do Rio Grande do Sul".

Vale a pena conferir. Abaixo reproduzo o "manifesto de lançamento do blog":

Estamos em um momento crítico em nosso Estado. Perplexidade e indignação marcam o sentimento dos gaúchos a cada novo fato que tem como protagonista o Palácio Piratini. O povo do Rio Grande não suporta a corrupção, o descaso e a arrogância características marcantes da gestão Yeda Crusius.

O tarifaço, a enturmação, o caso da mansão, o fechamento de escolas, o sucateamento da UERGS, o não pagamento do piso nacional ao magistério estadual, a insegurança pública, a repressão aos movimentos sociais, o aumento do próprio salário em 143%, o arrocho ao funcionalismo público, a tentativa de prorrogação dos pedágios, a corrupção no DETRAN tem nas novas denúncias a gota d’água de um governo que desestabilizou politicamente o Rio Grande do Sul, com recordes índices de rejeição. O ideário neoliberal que embasa estas medidas e no alardeado “déficit zero”, que precariza as condições de vida da população, se mostram esgotadas em tempos de crise econômica mundial e indicam que este governo está na contramão da história.

Marcaremos a semana de morte do estudante Edson Luiz, assassinado em 28 de março de 1968 pela ditadura militar, ao melhor estilo do movimento estudantil. A partir do dia 23 uma jornada estadual de mobilização em várias cidades, sendo dia 26 realizado um grande ato em Porto Alegre.

Em diversos momentos, o povo gaúcho marcou a história do Brasil. Não negaremos a nossa história e não renunciamos aos desafios da nossa geração.

Conclamamos a sociedade gaúcha – e os estudantes em especial – no espírito da Campanha da Legalidade, das Diretas Já e do Fora Collor - a exercer nas ruas a soberania do povo frente a um governo desastroso e corrupto. Hoje, estes momentos históricos citados são sintetizados em apenas duas palavras: Fora Yeda!

Os “Caras-Pintada” estão de volta!Ella não pode continuar

Assinam o manifesto as seguintes entidades e lideranças estudantis:

DCE UFRGS
DCE UFSM
DCE UFPel
DCE UCS
DCE FAPA
DCE UNISC
DCE UNICRUZ
CAED (Direito)/Unisinos
Diretório Acadêmico de Ciências Sociais/Unisinos
União Leopoldense de Estudantes
União de Estudantes de Sapiranga
Grêmio CEFET/Pelotas
Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física
Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social
Federação de Estudantes de Agronomia do Brasil – Coordenação RS
Bruno Elias, 1º Vice-Presidente da UNE
Camila Marcarini, Diretora de Comunicação da UNE
Juliano Medeiros, Diretor de Movimentos Sociais da UNE
Daniel Damiani, Diretor de Assistência Estudantil da UNE
Guilherme Ortiz, 1º Diretor de Cultura da UNE
Rafael Lemes, Diretor de Extensão da Federação Nacional dos Estudantes de Direito
Tábata Silveira, Secretária Nacional da Pastoral da Juventude Estudantil

segunda-feira, 9 de março de 2009

Enquanto a zona corre solta em pindorama

A mídia amiga dos banqueiros bandidos deu uma mãozinha aos defensores da putaria financeira nacional. O panfleto tucano VEJA, publicou uma pseudo-reportagem afirmando que "paira no ar uma rede, estilo big brother" (o do livro 1984, de George Orwell, não o beiteirol global). Uma cruel máquina de espionagem, montada por "seres torpes, bisbilhotando a vida de gente de bem", como Daniel Dantas e seu fiel escudeiro Gilmar Mendes.

O panfleto envolve vários nomes do cenário político nacional em seu discurso travestido de reportagem. Perdi as contas de quantas vezes o termo "estado policialesco" foi utilizado. É estranho, mas esse termo só é utilizado pela mídia corporativa, quando o atacado faz parte de seus quadros sociais ou é parte de seu sustentáculo financeiro. Quando são movimentos sociais, pessoas protestando contra um governo corrupto, que reage soltando seus "cães", esses veículos de comunicação falam em manutenção da ordem.

Dois pesos e umas trinta medidas diferentes, para qualificar e desqualificar, taxar, rotular e jogar por terra esforços de homens que ousam enfrentar a orgia-público-privado que essa "imprensa" ajuda a sustentar:

Abaixo a resposta da vítima da semana, do panfleto político travestido de revista, chamado Veja:

Veja a mentira

O blog do Protógenes Queiroz

Ao povo brasileiro e aos internautas a revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009, anuncia em sua capa com título ” Exclusivo - A tenebrosa máquina de Espionagem do Dr. Protógenes; Veja teve acesso ao conteúdo do computador apreendido pela Polícia Federal na casa do Delegado do famoso caso Satiagraha; Protógenes bisbilhotou clandestinamente Senadores, José Dirceu, Mangabeira Unger, FHC, José Serra, o Presidente do Supremo-até a vida amorosa da Ministra Dilma Rousseff. “ No seu conteúdo as fls. 84/91 as informações mentirosas produzidas e assinadas pelos jornalistas Expedito Filho, Alexandre Oltramari e Diego Escosteguy, que quanto ao papel da liberdade de imprensa geral e irrestrita sou plenamente favorável, desde que se apure os excessos que por ventura venham atingir a honra das pessoas e fatos ali não verdadeiramente relacionados, sobretudo quando fabricam escândalos envolvendo altas autoridades e instituições ou Poderes da República.

Não é a primeira vez que estamos diante de fatos semelhantes publicados de forma bandida e irresponsável envolvendo situação anterior que provocou o desmantelamento do Sistema Brasileiro de Inteligência - SISBIN ( Gabinete de Segurança Institucional, Agência Brasileira de Inteligência; Inteligência das três forças militares - Marinha-Exército-Aeronáutica; Inteligência da Polícia Federal, e outros ). E aqui fica uma pergunta: A quem interessou tal fato ? Hoje vivemos num clima mercantilista corrupto em que a credibiliade de um órgão de imprensa que no passado teve sua importãncia histórica, hoje lamentávelmente constitui parte dessa engenharia política e comercial sórdida disponíveis a serviço de um poder até então não identificado, mas que possivelmente ultrapassam as nossas fronteiras.

Outro fato importante e criminoso é a divulgação ( fls. 85 da revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 ) de documento sigiloso de uma investigação presidida pelo Delegado de Polícia Federal Amaro Vieira Ferreira IPL 2-4447/2008 - DELEFAZ/SR/DPF/SP, além de levar ao conhecimento público do documento, revela a identidade nominal de dois oficiais de inteligência da ABIN, o que é gravissímo, não merece ser desprezado tal fato, pois a banalização fragilizam as Instituições no tocante a segurança externa do Brasil.

É oportuno registrar que nesse mencionado Inquérito Policial sou também investigado, mas em nenhum momento fui se quer ouvido ou exibido documentos e materiais apreendidos relacionados nos autos de busca e apreensão encontrados em minha residência, a fim de dirimir qualquer dúvida a respeito.

Com esse preâmbulo reflexivo passamos agora contrapor as mentiras ali lançadas na matéria acima indicada:

” Na semana passada Veja teve acesso a integra desse material. O conteúdo é estarrecedor e prova que o delegado centralizava o trabalho de uma imensa rede de espionagem que bisbilhotou secretamente desde a vida amorosa da ministra Dilma Rouseff até a antessala do presidente Lula, no Palácio do Planalto - passando pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador José Serra, além de senadores e advogados. Nos documentos encontrados na residência do delegado há relatórios que levantavam suspeitas graves sobre as atividades de ministros do governo, fotos comprometedoras que foram usadas para intimidar autoridades e gravações ilegais de conversas de jornalistas - tudo produzido e guardado à margem da lei. O material clandestino - 63 fotografias, 932 arquivos de áudio, 26 arquivos de vídeo e 439 documentos em texto - foi apreendido em novembro do ano passado pela Polícia Federal e estava armazenado em um computador portátil e em um pen drive guardado no apartamento do delegado no rio de Janeiro.” ( fls. 85/86 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 ).

É importante afirmar que em minha residência no Rio de Janeiro não foi apreendido nenhum documento ou material, nem tampouco computador contendo dados da operação Satiagraha, conforme se comprova no auto de busca e apreensão na ocasião da diligência.

As diligências de busca e apreensão na minha residência em Brasília e no Hotel onde me encontrava naquela ocasião resultaram na apreensão de documentos pessoais, poucos documentos e materiais referentes a atividade de inteligência vinculados a operação Satiagraha, pois ali estavam em razão de prestar esclarecimentos pós-operação policial as autoridades competentes vinculadas ao caso ( Ministério Público Federal e a Justiça Federal ). Outro ponto relevante e significativo é que todos os documentos encontrados foram coletados no estrito cumprimento da lei e da Constituição da República.

Os dados cobertos pelo sigilo coletados com autorização judicial e de conhecimento do Ministério Público Federal, em nenhum momento incluiu ou revelou a participação da Exma. Ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, do ex-ministro José Dirceu, do Chefe de gabinete da Presidência da República Gilberto Carvalho, do Senador Heráclito Fortes, do Senador ACM Jr., do Ministro Roberto Mangabeira Unger na investigação da Satiagraha.

“… Os policiais buscavam provas de ações ilegais da equipe de Protógenes, entre as quais o áudio da interceptação cladenstina de uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres. A existência do grampo foi revelada a VEJA em agosto do ano passado por um agente da Abin que participou da Operação Satiagraha como encarregado da transcrição de centenas de outras conversas captadas ilegalmente. O resultado final da investigação deve ser anunciado até maio, mas, pelo que já se encontrou nos arquivos pessoais de Protógenes, não resta sombra de dúvida sobre a extensão de suas ações ilícitas, cuja ousadia sem limite chegou á antesala do presidente Lula e a seu filho Fábio Luís.( fl. 86 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 )

Quanto a essa falsa afirmação se resume na resposta oficial da decisão da Dra. Maria de Fátima de Paula Pessoa Costa ao exarar no IPL n. 2008.3400031634-9 da 10 ª Vara Federal Seção Judiciária do Distrito Federal dando conta de que o Delegado Protógenes não é investigado específico naqueles autos de investigação que apura o possível ”grampo cladestino que envolveu os nomes do Presidente do STF Gilmar Mendes e o Senador Demosténes Torres”, publicada de forma criminosa pela Revista Veja.

Os possíveis documentos - fs. 86, 88, 89 e 90 revista Veja, edição 2103, ano 42, nº 10, datada de 11 de março de 2009 - origináriamente advindos de investigações sigilosas da Polícia Federal, não merecem o mínimo de credibilidade, tendo em vista o teor mentiroso das informações ali lançadas de formato mentecapto.

Curiosamente na mesma edição criminosa da revista VEJA fl. 22 traz um excelente texto da festejada escritora Lya Luft com o título: ” NO PARAÍSO DA TRANSGRESSÃO “. Tal matéria traduz melhor o nosso sentimento em relação as notícias falaciosas.

“… Políticos sendo acusados de corrupção é tão trivial que as exceções se vão tornando ícones, ralas esperanças nossas. Onde estão os homens honrados, os cidadãos ilustres e respeitados, que buscam o bem da pátria e do povo, independentemente de cargos, poder e vantagens ? … Nessa nossa terra, muitos cidadãos destacados, líderes, , são conhecidos como canalhas e desonestos, mas, ainda que réus confessos ou comprovados, inevitavelmente se safam. Continuam recebendo polpudos dinheiros. Depois de algum tempo na sombra, feito eminências pardas, voltam a ocupar importantes cargos de onde nos comandam… Se invadir a casa de meu vizinho, fizer seus empregados de reféns, der pauladas na sua mulher ou na sua velha mãe e escrever nas paredes com excremento humano frases ameaçadoras, imagino que eu vá para cadeia. Os bandos de pseudoagricultores ( a maioria não sabe lidar na terra ) fazem tudo isso e muito mais, e nada lhes acontece: no seu caso, bizarramente, não se aplica a lei… Eis o paraíso dos transgressores: a lei é da selva, a honradez foi para o brejo, a decência te de ser procurada como fez há séculos um filósofo grego: ao lhe indagarem por que andava pela cidade com uma lanterna acesa em dia claro declarou: ” Procuro um homem honesto “. O que devemos dizer nós ? Temos pouca liderança positiva, raríssimo abrigo e norte, referências pífias, pobre conforto e estímulo zero, quase nenhuma orientação. A juventude é quem mais sofre, pois não sabe em que direção olhar, em que empreitadas empregar sua força e sua esperança, em quem acreditar nesse tumultuo de ideais desencontradas. Vivemos feito bandos de ratos aflitos, recorrendo à droga, à bebida, ao delírio, a alienação e à indiferença, para aguentar uma realidade cada dia mais confusa: de um lado, os sensatos recomendando prudência e cautela; de outro, os irresponsáveis garantindo que não há nada de mais com a gigantesca crise atual, que não tem raízes financeiras, mas morais: a ganância, a mentira, a roubalheira, a omissão e a falta de vergonha. E a tudo isso, abafando nossa indignação, prestamos a homenagem do nosso desinteresse e fazemos a continência da nossa resignação. Meus pêsames, senhores. Espero que na hora de fechar a porta haja um homem honrado, para que se apague a luz de verdade, não com grandes palavras e reles mentiras.

sábado, 7 de março de 2009

Ato contra o editorial "DITABRANDA", da Bolha de São Paulo.





Abaixo manifesto do Movimento dos Sem Mídia, lido no local pelos manifestantes:
Movimento dos Sem Mídia
Pela Justiça e pela Paz no Brasil
A Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia – MSM, entidade de direito privado constituída juridicamente em 13 de outubro de 2007, exorta a sociedade brasileira a repudiar a perniciosa e ameaçadora revisão histórica perpetrada recentemente por editorial do jornal Folha de São Paulo, texto que relativizou a gravidade de crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos de 1964 e 1985, período durante o qual a Nação brasileira sofreu usurpação de um golpe militar ilegal e inconstitucional que, por seu turno, gerou aos brasileiros conseqüências nefandas tais como censura à liberdade de pensamento e de expressão, prisões arbitrárias e crimes de tortura, de estupro e de morte, atos de terror que destruíram as vidas de milhões de brasileiros, muitos dos quais sobreviveram àquele terror e, assim, carregam até hoje seqüelas daquele período de trevas.
No âmbito desse repúdio, cumpre à nossa entidade tornar públicos os pontos daquele texto jornalístico que julgamos perniciosos e ofensivos às vítimas que tombaram e às que sobreviveram àquele regime de força, que suprimiu os princípios e mecanismos do Estado Democrático de Direito e as garantias, liberdades e direitos individuais e coletivos, somente restituídos ao povo brasileiro com a edição da vigente Constituição Federal de outubro de 1988.
O editorial do jornal Folha de São Paulo intitulado “Limites a Chávez” foi publicado em 17 de fevereiro deste ano. O veículo de comunicação exerceu um direito óbvio e que não se questiona, o direito de opinar. Criticar o resultado do plebiscito recente na Venezuela ou emitir qualquer outra opinião, portanto, jamais estimularia nossa Organização a protestar de forma tão solene e veemente se não fosse a tentativa de revisão histórica que afirmou que o regime dos generais-presidentes teria sido “brando”, pois tal afirmativa constituiu-se em dolorosa bofetada nos rostos dos que sobreviveram, em verdadeiro deboche dessas vítimas expresso por meio do termo jocoso “ditabranda”, corruptela do único termo possível para identificar aquele regime, o termo ditadura.
Em poucas palavras, o editorial da Folha de São Paulo criou teorias novas, como se verá em trecho a seguir. Disse a Folha de São Paulo: “As chamadas "ditabrandas" – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.
O perigo e a afronta residem no eufemismo. Com efeito, o diabo está nos detalhes. Diga-se essa barbaridade de “acesso controlado à Justiça” aos que ficaram pelo caminho da máquina opressora do Estado brasileiro de então, aos que sofreram tudo que foi acima enumerado. Diga-se a eles que tiveram acesso “controlado” para buscarem reparação pelas violências que sofreram. Achem um só que tenha encontrado guarida e reparação na Justiça, à época, pelas violências que sofreu. E mais: diga-se isso aos que não sobreviveram às ações arbitrárias daquele Estado ditatorial e aos seus famliares.
No conceito de nossa Organização, conceito este amparado no melhor Direito Universal, o que fez o jornal em questão foi dizer “brandos” aqueles crimes, abrindo espaço para a proliferação de mentalidades que ainda defendem publicamente métodos excepcionais de “controle” da Cidadania e das próprias vidas dos cidadãos.
Dizem os defensores da usurpação do Estado Democrático de Direito que ocorreu naquele período obscuro de nossa história que havia então uma “guerra” no Brasil. Uma guerra em que tantos jovens idealistas, muitas vezes pouco mais do que imberbes, sucumbiram defendendo a Constituição, por sua vez violentada pelos desejos de poucos, que estupraram o desejo da maioria que delegou o Poder a um governo constitucional que a ditadura derrubou por meio de golpe de Estado.
O Brasil daquele 1964 tinha um governo eleito pelo voto. Não foi destituído por um processo democrático que se valeu dos mecanismos constitucionais que existiam e que poderiam ser usados se os que se opunham àquele governo acreditassem que tinham representatividade popular para fazer tais mecanismos prevalecerem. Não. Por não estarem amparados pela maioria dos brasileiros, os usurpadores do Poder de Estado legalmente constituído em eleições livres e democráticas trataram de usar a violência, a sedição e a ilegalidade para fazerem prevalecer suas visões, desejos e interesses minoritários, impondo-os sobre uma maioria que mais tarde seria amordaçada e ameaçada, de forma que não pudesse contestar a ruptura do Estado de Direito.
Equiparar o Estado àqueles que os defensores do regime de exceção diziam ser “terroristas”, era, é e sempre será uma aberração jurídica, para economizar palavras. Não cabe no conceito de democracia, de Estado de Direito, a hipótese de agentes do Estado imporem suplícios físicos desumanos e criminosos àqueles dos quais desconfiavam de que não compartilhavam suas idéias totalitárias.
O que torna mais dramática essa revisão afrontosa daquele período da história é que o jornal Folha de São Paulo não se contentou só com ela. Diante dos protestos de dois dos expoentes mais respeitados da intelectualidade brasileira tanto no Brasil quanto no exterior, a professora Maria Victória Benevides e o professor Fábio Konder Comparato, o jornal tratou de insultá-los de forma virulenta, qualificando-os como “cínicos e mentirosos”, claramente tripudiando da indignação dos justos ante absurdo tão rematado quanto o acima descrito.
Nem as poucas opiniões contrárias que o jornal permitiu que fossem vistas em suas páginas opinativas, sempre de forma tão “controlada” quanto afirmou antes que fazia a sua “ditabranda”, puderam minorar a dor dos sobreviventes dos Anos de Chumbo, e tampouco fizeram a justiça necessária à memória das vítimas fatais da ditadura cruel que vigeu naquele período triste da história deste País.
Tanta injustiça, desrespeito, deboche talvez encontre “explicação” quando se analisa o papel exercido pelo jornal contra o qual protestamos durante boa parte do tempo em que a ditadura militar oprimiu esta Nação.
Em obra literária de autoria de um colaborador desse meio de comunicação, do jornalista Elio Gaspari, intitulada “A Ditadura Escancarada”, figura acusação ao jornal Folha de São Paulo que este jamais rebateu de forma adequada e pública, a acusação de que cedeu veículos à sua “ditabranda” para o transporte de presos políticos.
Mas é em editorial desse grupo empresarial publicado em 22 de setembro de 1971, no auge da ditadura, que transparecem as relações de então entre a mídia e o regime. Diz aquele editorial pretérito tão nefasto quanto o editorial mais recente, sendo ambos do grupo empresarial de comunicação da família Frias:
“Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, enfim, de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22 de setembro de 1971”.
Apesar desse documento histórico com dia, mês e ano, e que pode ser encontrado nos arquivos desse grupo empresarial de comunicação, apesar desse documento que mostra faceta do jornal Folha de São Paulo que ele teima em não reconhecer e que certamente não quer ver conhecido por seu público atual talvez por ter vergonha de seu passado, sua alegação contemporânea é a de que “combateu” a ditadura que aquele editorial, assinado por seu proprietário de então, qualificava como “séria, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular”.
Não se consegue entender como a Folha de São Paulo, então, media o “apoio popular” à ditadura, pois não havia eleições livres ou mesmo pesquisas sobre a popularidade dos ditadores. Era, pois, uma invenção a tese de que a ditadura estaria “levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social”, porque, à luz do conhecimento histórico daquele período, o que se sabe é que o que gerou foi concentração de renda, ou seja, empobrecimento dos mais pobres e enriquecimento dos mais ricos.
No dia em que o editorial profano mais recente foi lido pelos Sem Mídia, o que nos veio às mentes foram as palavras imortais do ativista negro norte-americano doutor Martin Luther King que pregaram, há tantas décadas, a conduta dos democratas diante dos violadores da democracia: “O que preocupa não são os gritos dos maus, mas o silêncio dos bons”. E é por isso que estamos aqui hoje, porque a sociedade civil não aceita e não ficará inerte assistindo a defesa velada de uma ditadura e a tentativa de vender a tese de que ela foi menos do que ilegal, imoral e terrivelmente dura, tendo sido tudo, menos “branda”.
São Paulo, 7 de março de 2009
Eduardo Guimarães
Presidente
Cobertura completa do ato no Blog Dialógico.