quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Os ticos e os tecos da mídia.

O texto abaixo, foi extraído do blog "Abundacanalha", e não foi alterado e não vai ser comentado, já diz tudo:
A Folha de S.Paulo pode em editorial pedir o fechamento da TV Brasil, o restante da mídia silencia ou aplaude. Os golpistas de Honduras podem fechar a Rádio Globo, uma das poucas vozes resistentes à quartelada, nossa mídia não se manifesta. Mas, bastou Chávez fazer cumprir a lei vigente em seu país para o céu cair sobre sua cabeça. Lembro: em 2004 o Congresso Venezuelano votou e aprovou a Lei de Responsabilidade Social em Rádio e Televisão. Foi duramente atacado pelas oligarquias e seus negócios comunicativos. É lei. Ela faz valer o interesse social sobre o que pertence ao estado e seu povo. É o fim da liberdade de expressão, como diz a SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa)? Perguntem quantas manifestações a SIP fez sobre o amordaçamento da mídia hondurenha? Nenhuma. O que falaram do assassinato de Gabriel Fino Noriega, jornalista da Rádio Estelar? Rigorosamente nada. Mas a entidade é hoje lembrada pelo jornal O Globo, que aproveita para fazer intriga sobre o nosso governo, com a sensacionalista manchete: “Cerco à mídia na Venezuela é condenado, menos no Brasil”. Motivo? A declaração do assessor da presidência, Marco Aurélio Garcia, que esteve nos últimos dias na Venezuela. Diz ele, perguntado se Chávez acabou com a liberdade de expressão: “Se acabou, deve ter sido depois que eu saí.”

Essa é a mídia que cobre a visita do general americano Jim Jones burocraticamente, sem perguntas que juntem o tico com o teco. Diz o Estadão:

Brasília - O marco regulatório para a exploração de petróleo na camada do pré-sal será o principal alvo da atenção do general Jim Jones, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, que inicia hoje visita oficial ao Brasil. Jones se mostra especialmente interessado em dimensionar a possível participação de companhias americanas nesse projeto. Em conversa, hoje, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, Jones também pretende comparar dados divulgados pela imprensa sobre as reservas de petróleo do pré-sal com as estatísticas oficiais.

Como assim? O que faz um general de país estrangeiro se preocupar com o nosso petróleo? Que acordo é esse que coloca bases da maior nação militar do planeta ao lado da Amazônia, fonte permanente de cobiça mundial? Como assim combater as drogas na Colômbia, se o acordo é feito com um notório narcotraficante?

Nada. Essa é a mídia das nossas elites, baba-ovos de soldadinhos com bandeiras de listras e estrelas, que tenta um golpe por aqui, mas ainda sem sucesso. Agora imagine a do Chávez que já provou o gosto de um, falsificando informação para os golpistas?

Que papelão Cristóvão!!

"Sua credibilidade no país , senador Pedro Simon, é porque vossa excelência diz o que precisa ser dito."
Frase do Senador Cristóvão Buarque, em defesa do Senador "Dedo-Podre" Pedro Simon, no tão comentado bate-boca no Senado Federal.
Triste papel restou à esse Senador, que, após ser demitido do Ministério da Educação, passou a algoz ressentido do Governo Lula, independentemente do que possa estar ajudando a criar (um privatizante governo tucano por exemplo), aliando-se e defendendo com entusiasmo, uma das figuras mais controversas do cenário político nacional.
Pedro Simon, famoso por ter duas visões sobre o que é ético, e de condenar nos outros, os atos que seus aliados praticam, bem à vontade, no Estado que o elegeu.
Uma pequena amostra do que defende, tão efusivamente, o ressentido Senador, posto abaixo, copiado do blog de Marcelo Duarte, "La Vieja Bruja".
Em recente discussão no senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) teria questionado o bastião da ética política guasca sobre uma suposta importação de carne defeituosa durante o governo de José Sarney (1986-1989), quando Pedro Simon foi ministro da Agricultura. "V. Exª conhece a Por do Sol? V. Exª conhece a Por do Sol?", também teria questionado Calheiros.
Pois a "Por do Sol" vem a ser a Instituição Comunitária de Crédito Portosol, criada ainda na gestão petista na capital gaúcha, hoje ONG "qualificada como OSCIP pelo Ministério da Justiça e habilitada ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado desde 2005", segundo nos informa o Luis Nassif Online.
Tiago Simon, filho de Pedro Simon, teria presidido a instituição entre março de 2006 e novembro de 2008. Foi na condição de representante da Prefeitura Municipal de Porto Alegre que o filho do Senador Pedro Simon participou do Conselho da Portosol, e teria sido eleito seu presidente por escolha dos demais conselheiros, ainda segundo a coluna de Nassif.
Foi o Cloaca News quem divulgou, em primeira mão, a participação de Tiago Simon na instituição de microcrédito.
Assim como, também, sua participação no governo Yeda Crusius (PSDB-RS), na condição de Diretor de Desenvolvimento Empresarial da Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do RS (SEDAI-RS). Embora seu nome aparecesse ainda hoje pela manhã no sítio da SEDAI, sua exoneração teria sido assinada em 14 de julho e publicada no Diário Oficial no último dia 30, segundo se apressou em informar o Blog do André Machado, vinculado ao Grupo RBS.
Como bem lembrou César Schirmer em comentário ao Cloaca News, convém questionar de onde o jornalista André Machado teria tirado a notícia-resposta que publicou. "O filho do Simon deu uma coletiva? Mandou um email privado? Parece que sim, e talvez o André Machado tenha se apoiado nesse "press no-release" pra escrever sua postagem. Anyway, curioso ver a resposta vir via um órgão privado de imprensa, ao invés de publicamente", afirmou Schirmer
Noves fora mais esse episódio de terceirização de direito de resposta, modalidade jornalístico-jurídica criada pelos colunistas políticos de Zero Hora, convém não perdermos de vista as intenções do Cloaca News, se La Vieja as bem interpreta:
Não há nada de errado em se trabalhar como conselheiro da Portosol ou presidi-la, e tampouco em se dirigir um dos núcleos da SEDAI. O problema consiste em, simultaneamente, (i) criticar-se o presidente do senado pela facilitação da concessão de cargos públicos a parentes e, graças a contatos com aliados políticos, (ii) empregar seu próprio filho tanto no governo gaúcho quanto na prefeitura de Porto Alegre, governos sustentados politicamente pelo PMDB, partido de Pedro Simon.
É esse Pedro Simon, o que denuncia escândalos alheios e varre para baixo do tapete as sujeiras de seus aliados, que o Brasil precisa conhecer.
Será que o ex-presidenciável Cristóvão Buarque conhece o Rio Grande do Sul? Ou as extrepulias de seus "exemplos de ética"? Ou estabeleceu um módus-operandi no qual não interessa com quem se abraça, o que interessa é atingir ao governo? Sinceramente, esperava mais do "homem da educação".

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dilma que se prepare! Ali Kamel vem aí

Texto imperdível no Conversa Afiada.

Os interesses econômicos que sustentam o golpe em Honduras

Do site da agência Carta Maior.

Honduras tem muito petróleo, conforme mostraram as prospecções feitas por uma empresa norueguesa há um ano, a pedido do presidente Zelaya. O presidente deposto acionou judicialmente as empresas estadunidenses que vendiam petróleo caro a seu país e se juntou ao grupo Petrocaribe, criado pela Venezuela. O projeto de Zelaya para a nova Constituição previa que os recursos naturais de Honduras não poderiam ser entregues para outros países. O artigo é de Frida Modak, ex-secretária de imprensa do presidente Salvador Allende.

Frida Modak - ALAI-AmLatina

Completou-se um mês do golpe de Estado em Honduras e, como em toda a ditadura, se mantém o Estado de Sítio, as garantias individuais existem só no papel e os poderes Legislativo e Judiciário são um apêndice do regime de fato. Os hondurenhos, assim como a quase totalidade dos povos latinoamericanos, já viveram essa realidade antes e a rechaçam.
A comunidade internacional também rechaçou o golpe de 28 de junho e adotou acordos claros de condenação aos golpistas, demandando a restituição em seu cargo do presidente constitucional Manuel Zelaya. Mas as coisas já não são tão claras nem categóricas e os motivos são alheios aos interesses do povo hondurenho e dos latinoamericanos em geral. Da mesma maneira, as justificações dadas pelos golpistas não são verdadeiras porque o golpe serve aos interesses do grupo de poder encabeçado pelo ex-vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, cujos operadores há tempo pululam pela região e buscam infiltrar-se nos governos.
O grupo de Cheney, do qual são parte também os Bush, se interessa fundamentalmente no petróleo, por isso invadiram o Iraque e o Afeganistão, avançaram contra o Irã e tentam derrubar o presidente Hugo Chávez, fazem o mesmo com Evo Morales, atacam o presidente equatoriano Rafael Correa e desejam o petróleo cubano da zona do golfo do México.
Honduras tem muito petróleo, como disse Gerardo Yong no dia 19 de julho. As prospecções foram feitas por uma empresa norueguesa há um ano, convocada pelo presidente Zelaya que, como já foi informado, acionou judicialmente as empresas estadunidenses que vendiam petróleo caro a seu país e se juntou ao grupo Petrocaribe, criado pela Venezuela.
A empresa norueguesa que fez as prospecções e as financiou, entregou um relatório ao governo de Zelaya e ficou com uma cópia que pode negociar com empresas que estejam interessadas na informação sobre essas reservas. Para além disso, porém, e isso se sabia, se fosse aprovada a consulta destinada a determinar se deveria ser instalada a quarta urna nas eleições de novembro, na qual se votaria sim ou não à convocação de uma Assembléia Constituinte, o projeto de Zelaya na eventual nova Constituição era estabelecer que os recursos naturais do país não poderiam ser entregues para outros países.
Em conseqüência, o pretexto para o golpe de Estado foi a consulta sobre a quarta urna, mas o objetivo foi evitar que se pudesse ditar uma Constituição que impedisse apoderar-se do petróleo hondurenho. Nessa conspiração, estiveram Otto Reich e sua “fundação” Arcadia, e o embaixador estadunidense em Honduras, Hugo Llores, nomeado pelo governo de Bush e Cheney. Mas também participaram do complô os donos dos meios de comunicação, porque se estimava que a nova Constituição deveria promover uma distribuição igualitária do espectro radioelétrico, garantindo a participação dos grupos comunitários. Daí a desinformação que sai hoje de Tegucigalpa.

As mediações

Na reunião da Assembléia Geral da OEA, realizada em São Pedro Sula, Honduras, viu-se que a secretária de Estado dos EUA não gostou da intervenção do presidente Zelaya em defesa da revogação da expulsão de Cuba desse organismo. Dado o escasso conhecimento da sra. Clinton sobre a América Latina e estando ela rodeada de funcionários do “establhisment” e de outros mais perigosos, como John Negroponte, sua reação ao golpe hondurenho foi superficial, assim como foram vagos os comentários iniciais feitos pelo presidente Obama.
Quando toda a América Latina e o Caribe, a Assembléia Geral das Nações Unidas e a União Européia já tinham condenado categoricamente o golpe e pediam a restituição de Zelaya, os EUA modificaram seu discurso e o Departamento de Estado propôs a mediação do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, em um contexto que pedia, na verdade, o cumprimento dos acordos das entidades internacionais. Arias, que não foi “o” pacificador da América Central, porque foram muitos, e que recebeu um prêmio Nobel da Paz destinado originalmente a Costa Rica por ser um país sem exército, aceitou a mediação e entregou uma proposta que foi rechaçada pelos golpistas porque defendia a restituição de Zelaya na presidência. Então, elaborou outra fórmula, que satisfaz melhor os interesses estadunidenses, na medida em que converte Zelaya em uma figura decorativa e antecipa as eleições de novembro, com o que se passa um borrão, zera-se a conta, e o golpe de Estado desaparece em um passe de mágica.
Esta segunda proposta tropeça no mesmo obstáculo; o regime de fato sequer aceitou a restituição de Zelaya no cargo de presidente e deu início a uma farsa mediante a qual “consultarão” os outros poderes. O Legislativo se reuniu e tratou de vários pontos da proposta, menos o relativo à restituição do presidente. O poder Judiciário tampouco aceitou esse ponto, sobretudo pelo fato de que o presidente da Corte Suprema já reconheceu que ele também poderia ocupar a presidência de acordo com a “Constituição”, justificando o golpe como “um caso de necessidade”.
Neste contexto, o secretário geral da OEA buscou outros mediadores: os ex-presidentes Ricardo Lagos, do Chile, e Julio Maria Sanguinetti, do Uruguai, aos quais se somaria o peruano Rafael Pérez de Cuellar, ex-secretário geral da ONU. Ao escrever estas linhas ainda não havia sido formulada a idéia, mas outra equipe mediadora implica dar mais tempo ao regime de fato e, com isso, pode-se terminar avalizando a trapaça para chegar às eleições de novembro ou antecipá-las, deixando o golpe de Estado no limbo.

Os golpistas

Como se tornou visível, os golpistas vivem em um passado muito passado. Quando se reuniram no Congresso para “substituir constitucionalmente” a Zelaya, a sessão parecia com a de uma confraria de séculos atrás, com todo um cerimonial que já não é empregado em parte alguma. Seus chanceleres dão uma idéia do segmento social que representam. Ortez, o primeiro deles, retratou a todos quando disse a respeito de Barack Obama: “esse negrinho não sabe onde fica Tegucigalpa”. Mudaram-no de lugar, mas quando foi falar do secretário geral da ONU, repetiu a dose: “esse chinesinho que não me recordo como se chama”.
Ortez já está em sua casa, mas por ser imprudente e não porque suas palavras não representem o pensamento da soberba oligarquia hondurenha que tomou o poder, entre os quais há muitos com aparência de “negrinhos” e “chinesinhos” que não se vêm a sim mesmo como tais, mas sim ao povo que desprezam. Portanto, o desafio que representa a reação popular ao golpe é intolerável.
O grupo golpista é liderado por Roberto Micheletti, um empresário do setor de transporte que fez fortuna. Nunca conseguiu que seu partido, o Liberal, o nomeasse candidato à presidência; perdeu em todas as oportunidades que tentou e tem a fama de homem bruto. Na Secretaria de Defesa dos Direitos da Mulher há três denúncias contra ele, sendo que nenhuma delas foi levada adiante pelo órgão.
Um dos incidentes ocorreu na reunião de seu partido que definiu o candidato presidencial do Partido Liberal para as eleições de novembro. Micheletti não só perdeu, como foi vaiado pelos assistentes. Como prêmio de consolação, deram a ele a presidência do Congresso e quando ia subir no palanque do encontro, uma jovem do grupo de protocolo, chamada Suyapa, pediu que ele esperasse um momento porque não tinham terminado de colocar as cadeiras. Irritado pelas vaias que havia levado, Micheletti desferiu um tapa na cara de Suyapa, causando-lhe um corte na boca.

Um mês de protesto popular

Desde o momento em que os hondurenhos se inteiraram do golpe de Estado, é preciso recordar que os meios de comunicação foram censurados, e os protestos têm sido permanentes. Os manifestantes estão na rua todos os dias e não estão dispostos a ceder. A imprensa dos EUA reconheceu isso e realizou pesquisas rápidas junto aos manifestantes. Eles responderam que Zelaya foi o primeiro presidente que havia se preocupado com eles e que com quem podiam falar sem termos sobre seus problemas e aspirações. O resultado dessas pesquisas foi publicado pelo Washington Post.
Em Honduras, que tem um pouco mais de 7 milhões de habitantes, a maioria é pobre, mas há cerca de 1,5 milhão que são absolutamente pobres. O governo de Zelaya começou a se ocupar dessa parcela da população através do programa Rede Solidária, coordenado pela esposa do mandatário. Para determinar o grau de pobreza, tiveram que fazer uma medição baseada em averiguar se comiam. E se a resposta fosse afirmativa, perguntar o quê e quantas vezes ao dia.
Também foi preciso estabelecer onde e como viviam, se era em casas, se essas casas tinham portas e janelas, se tinham algum serviço, porque não tinham trabalho nem endereço fixo. Cerca de 200 mil famílias já tinha sido incorporadas ao programa e, desde o início do golpe, não recebem ajuda alguma. Inclusive é possível que não alguns nem saibam o que ocorreu; outros saberão por causa da repressão.
No entanto, apesar do Estado de Sítio e do toque de recolher, aumenta a cada dia o número dos que chegam a El Ocotal, na Nicarágua, para somar-se ao acampamento daqueles que apóiam o presidente Zelaya, que se encontra ali, depois de ter ingressado em território hondurenho (e retornado). O presidente solicitou às Nações Unidas o status de refugiado e a ajuda correspondente a todos os que estão ali para acompanhá-lo, porque se regressarem a Honduras estão ameaçados com uma condenação a seis anos de prisão por “traição à pátria”, a qual, pelo visto, só pertence aos golpistas.
Ao longo desta semana, estão convocadas greves e muitas outras manifestações de protesto. A pergunta que fica é até que aponto podem seguir sendo ignoradas e reprimidas em defesa de interesses alheios e de um governo ilegítimo. Ainda mais quando essa manipulação aponta também para toda a América Latina e para as instituições criadas recentemente: Unasul, Mercosul, Alba, Petrocaribe, Banco do Sul, Grupo do Rio e alguma outra que me escapa agora, na medida em que priorizam os interesses da região.

Frida Modak é jornalista, foi secretária de imprensa do presidente Salvador Allende, no Chile.

Tradução: Katarina Peixoto

Nota do blogueiro: Me conta algo de novo: Empresários insatisfeitos com o fim de benesses estatais aos seus "negócios" e com o gasto desnecessário de um governo com programas sociais, uma embaixada dos Estados Unidos muito atuante, acusações de "castrismo" e/ou "chavismo". Junte-se à riquezas naturais "mal exploradas" e o que temos: Um golpe de Estado, milicos marchando pelas ruas, toques de recolher, protestos rechaçados com violência extrema, prisões arbtrárias, torturas, assassinatos, terrorismo de Estado...

Já vi isso antes. "Só não lembro onde".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Yeda tenta "recomeçar de novo".

Charge do Bier.

"Tinha de ser o Chavez mesmo!"

ARMAS APREENDIDAS COM AS FARC SÃO ORIGINÁRIAS DE 27 PAÍSES. (mas a culpa é do Chavez)


BOGOTÁ, 2 AGO (ANSA) - Várias das armas apreendidas pelas autoridades colombianas em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nos últimos dez anos proveem de pelo menos 27 países, entre eles o Brasil, é o que revela uma investigação divulgada pela imprensa local. (mas a culpa é do Chavez)
De acordo com o jornal El Tiempo, entre os equipamentos confiscados na última década estão armas e explosivos de Bulgária, China, Coreia do Norte, Romênia, Rússia, Suécia, Europa central, Estados Unidos, Equador, Venezuela e Brasil. (mas a culpa é do Chavez)
Ainda segundo a publicação, em 2009 junto a Interpol, o governo da Colômbia enviou 209 comunicados a 27 países para que averigúem a origem das armas apreendidas nos acampamentos das Farc. (mas a culpa é do Chavez)
"Temos respostas de 177 requerimentos, mas há outros enviados a países que, de antemão, sabemos que não irão nos responder", declarou um dos funcionários encarregados da investigação. (mas a culpa é do Chavez)
Algumas das rotas de entrada das armas, segundo a publicação, são as fronteiras com Brasil, Panamá, Venezuela, assim como a Tríplice Fronteira, que liga Brasil, Argentina e Paraguai, e para onde vão aviões com drogas da Colômbia, retornando ao país com armas e munição. (mas a culpa é do Chavez)
O informe é divulgado no momento em que Colômbia e Venezuela enfrentam uma nova distensão, ocasionada pela denúncia de que armamentos adquiridos da Suécia pelo governo venezuelano foram parar nas mãos das Farc. (tinha de ser o Chavez mesmo)
Considerada uma acusação, parte de uma campanha "suja e vulgar", a denúncia fez o presidente venezuelano, Hugo Chávez, retirar seu embaixador Gustavo Márquez do país vizinho na última semana. (vai dizer que foi sem querer querendo)
As relações diplomáticas entre os dois países também foram congeladas. (ANSA)
02/08/2009 13:43

Nota do blogueiro: Texto extraído do Blog "O Incrível Exército Blogoleone".
Parênteses extraídos da mídia corporativa, o PIG (Partido da Imprensa Golpista).

domingo, 2 de agosto de 2009

A corporatocracia e a gripe suína.

Do blog Diário Gauche:

A conexão entre os laboratórios farmacêuticos e a gripe A + Donald Rumsfeld

Sabia que os laboratórios norte americanos foram os que alertaram para a eficácia do Tamiflu (anti-viral para humanos) como remédio preventivo para a gripe A?Sabia que o Tamiflu apenas alivia alguns sintomas da gripe comum?

Sabia que a sua eficácia perante a gripe comum é questionada por grande parte da comunidade científica?Sabia que perante um suposto vírus mutante como se pensou ser o H5N1 (gripe aviária) e agora o H1N1 o Tamiflu apenas alivia a enfermidade?

Sabe quem comercializa o Tamiflu? Os laboratórios Roche.Sabe de quem a Roceh comprou a patente do Tamiflu em 1996? Da Gilead Sciences Inc.

Sabe quem era o presidente da Gilead Sciences Inc. e ainda hoje o seu principal acionista? Donald Rumsfeld, ex-secretário de Estado da Defesa dos EUA.

Sabia que Rumsfeld enquanto fez parte da administração Bush foi quem conduziu (inventou) o processo das armas biológicas e do antrax relacionado com o “11 de setembro” e o pretexto das armas biológicas que “fundamentou” a invasão do Iraque?

Sabia que a base do Tamiflu é uma planta chamada “anis estrelado”?

Sabe quem tratou de adquirir cerca de 90 % da produção mundial desta planta? A farmacêutica Roche.Sabia qua as vendas de Tamiflu passaram de 254 milhões em 2004, para mais de um bilhão em 2005 quando se declarou a “gripe das aves”?

Calcula quanto milhões mais poderá ganhar a Roche nos próximos meses se este negócio do medo se mantiver?

O resumo do conto do vigário é o seguinte:

Os amigos de Bush decidem que um fármaco como o Tamiflu é a solução para uma pandemia que ainda não se tinha desenvolvido. Ora, este produto não cura nem a gripe comum. Rumsfeld vende a patente do Tamiflu à Roche e esta multinacional paga-lhe uma fortuna quando a enfermidade não era ainda conhecida.

A Roche adquire 90 % da produção mundial de “anis estrelado”, a base do antiviral que recentemente se preparou para ser produzido em massa quando ainda não se falava em “gripe dos porcos” H1N1 (embora houvesse a experiência da gripe das aves H5N1). Os governos de todo o mundo são ameaçados com a pandemia, fazem o jogo das multinacionais e compram quantidades industriais do produto. Os contribuintes acabam pagando o medicamento e Rumsfeld e os seus apaniguados politicos prosperam com o negócio.

Alguém lembra do livro do John Le Carré, O jardineiro fiel, depois transposto para o cinema? Aquela "ficção" (que não era ficção) foi um embrião africano do presente caso mundial da gripe A.

Vídeo-documentário de Julián Alterini.

Nota do blogueiro: Medo, pânico infundado, histeria coletiva, a mídia produz condições para vendas em massa de qualquer tipo de tranqueira. Máscaras anti-gas e leis anti-povo após o 11/09, os suscessivos alertas anti-terror e a piada do Antraz. Máscaras cirúrgicas, e medicamentos de eficácia duvidosa após o pâncio causado pela mídia sobre a gripe do frango.

Estamos vendo algo novo agora? No vídeo acima temos várias cifras, sobre o número de mortos pelas gripes aviária e suína, com mortes causadas por doenças controláveis e pelo simples descaso dos governos. Os números são impressionantes. Os montantes destinados à cada caso, também.

Vale a pena conferir.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Viva!!! A Governadora sumiu.

Só mesmo o diário quase oficial chamado Zero Hora para saber pra onde ela foi.
Eu ainda estava no Rio Grande do Sul, curtindo um friozinho, quando ocorreu algo preocupante: A Governadora Yeda Crussius simplesmente desaparecera. Ninguem sabia que fim tinha levado, na verdade, poucos notaram, ainda assim corriam os mais diversos boatos pela província:
- Ela fora presa.
- Yeda fora raptada pelos stalinistas que Carlos Crussius enxerga no armário.
- Foi levada para assumir o governo de Honduras.
- José Serra mandou dar um "sumiço nela".
Mas não foi nada disso, ela sumiu em um "retiro espiritual", foi encontrar seu "ela". Deve estar tramando alguma estratégia para destruir o plano de carreira dos professores que ousaram protestar em frente à sua mansão.
Felizmente não tenho mais butiás.
O texto abaixo foi extraído do blog Diário Gauche.



Mídia amiga diz que Yeda está em “período de reflexão”

Quero propor um tema para os estudantes que estão em vias de começar o trabalho de conclusão de suas graduações de terceiro grau. Sugiro o exame do tratamento que a mídia guasca dá ao grande imbróglio chamado governo-tucano-de-Yeda-Rorato-Crusius.

Tem uma vasta bibliografia de suporte para quem vai se debruçar sobre o palpitante e mucho loco tema. Pode começar com Roland Barthes, seguir com Bourdieu, Eco, Chomsky, Castells, e outros.

Trata-se da mais direta e franca expressão da categoria “elites irresponsáveis” analisada pelo sociólogo Francesco Alberoni. Criaram e cevaram essa coisa e agora não sabem como se ver livre da coisa, que já começa a prejudicar os negócios do tipo claro/escuro. Não sabendo como lidar com a coisa muito louca, tratam de colocar panos quentes no desarranjo, na forma de eufemismos ridículos e surreais, como dizer que a governadora está em “período de reflexão”, quando se sabe que há uma luta interna fenomenal para disputar espaços/vantagens na nau à deriva no qual está transformado o poder público do Estado do Rio Grande do Sul.

O formando que estudar esse tema – além de se divertir muito – estará contribuindo sobremaneira com o desvendamento de um esquema de poder fixado sobre bases subjetivas de ilegalidade, amadorismo, vulgaridade generalizada, ignorância e insanidade mental. As bases objetivas são as mesmas de qualquer governo orientado para o desrespeito sistemático às regras da democracia formal representativa.

Tava com saudade dos butiás, mas depois dessa, caíram todos do bolso, de novo.

Pedro Simon declara: "Estão fazendo horrores aqui, contra a Yeda."
É sério, ele disse isso mesmo, deu no "Globo", acreditem... Sei que parece coisa extraída do blog do professor Hariovaldo Almeida Prado, mas não é.
A culpa é do Tarso, e da Polícia Federal, que criou a péssima mania de investigar quem "não deve".
O "ético" poderia morrer sem dizer essa merda.
O texto abaixo foi extraído do blog RS URGENTE:
“Estão fazendo horrores aqui contra a Yeda”. A frase é do senador Pedro Simon (PMDB), publicada no jornal O Globo (29/07/2009). Na matéria, Simon repete a queixa da governadora tucana contra o trabalho da Polícia Federal e critica o ministro da Justiça, Tarso Genro, dizendo que ele “não se controla”. Para além do silêncio e da omissão diante das denúncias de corrupção envolvendo o governo Yeda Crusius, a posição do senador do PMDB evolui agora para a solidariedade explícita com a governadora, apontada como uma vítima de horrores. Simon não chegou ao ponto ainda de dizer que seu companheiro de partido, Eliseu Padilha, está também sendo vítima de horrores. Mas do jeito que vai, vai chegar lá rapidamente. Para guardar e ler em futuro próximo.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Fim das férias.


O frio dos pampas estava bom, mas, depois de 5.200 km de estradas (ida e volta), seis estados, mais de 60 municípios, dois pneus tortos, dois amortecedores e coxins destruídos, estou de volta ao quente e seco "inverno" do estado de Goiás. Deixamos os dois graus negativos do noroeste do RS e viemos para os 30º da região central goiana.
A umidade do ar aqui atinge baixíssimos índices, o que torna os dias quentes, ainda mais quentes e o ar quase irrespirável. Muito diferente do verão, onde o clima úmido, propicia temperaturas mais amenas que as do sul.
Enquanto estava em férias, aconteceram coisas que nunca imaginava ver no Rio Grande do Sul, no Brasil e no Mundo:

- A governadora do Rio Grande do Sul sumiu. Deve ter sido sequestrada por "terroristas do CPERS, ou por guerrilheiros do MST". Dizem que foi pro Nepal, meditar sobre os rumos de seu "Governo".


- O Senado imerso em denúncias de contratações da parentada dos Senadores, para cargos de confiança. Quando poderíamos imaginar algo assim? Tinha de ser coisa do Sarney, num governo do PT, que "trouxe a corrupção ao Brasil".


- Kassab proíbe a circulação de ônibus fretados em São Paulo, provavelmente para ajudar no combate à crise, aquecendo o mercado de automóveis, voltados ao fluente trânsito paulistano.


- Dizem que a embaixada dos Estados Unidos patrocinou o golpe de estado em Honduras, devem estar loucos, desde quando os EUA patrocinam golpes de estado na América Latina?


- Meu Grêmio venceu um grenal. É sério, aconteceu mesmo, e de virada. Com gol de centroavante.


- Puseram à culpa pelo golpe de estado em Honduras no Hugo Chavez, deve ter sido mesmo, com essa mania de incentivar plebicitos. Coisa feia, governar com o populacho, sem dar ouvidos às elites reacionárias que bordam as instituições latinoamericanas.


- Um jornal dos pampas afirmou que só caiu outro presidente do DETRAN guasca, porque a instituição é fraca. Claro, deve ser por isso que dizem as más línguas, que se rouba por lá.


- Dantas, o "banqueiro" preseguido pelo Estado policialesco e opressor, o "homem brilhante" de FHC, compra a editora da revista "Isto É" incrivel.


- Saí do Rio Grande do Sul, passei pela Argentina, por São Paulo. Se eu chego a espirrar por aqui, vocês não terão notícias minhas, mas saberão que sou mais um número no novo show do Jornal Nacional.


Uma boa noite aos meus quatro leitores.