quarta-feira, 10 de março de 2010

Inauguração de maquete?

Playmobil foi inaugurado hoje, pelo presidenciável José Serra.

Tá valendo qualquer coisa. Inaugurar um "playmobil" (tudo bem, é velho, mas tem gente que ainda lembra), em frente às "isentas" câmeras do PIG.

Claro, o ponto mais esperado pela tucanalha paulista, ilustrado na foto acima, era a escolha do ponto do pedágio.

Até o Presidente Lula teve de rir.

Na próxima ele disputa o Miss Brasil.

Bateu o desespero.

Nem o PIG salva...

Bye-Bye Serra 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Vice de Serra?

Vote num paulista e leve dois?
Quem sabe Serra adota o "novo jeito de governar".
Tentou compor com o moderno e eficiente (segundo o panfleto-revista Veja) da foto abaixo , mas a vaca foi pro brejo:


Troque o "moderno pelo novo", afinal, essa conseguiu barrar as investigações, com sua poderosa base aliada, e continua em liberdade. Não foi caçada (o pedido de impedimento foi arquivado por tucanos).

Ainda é um bom quadro, para Demos e Tucanos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Charge do Bessinha

Millenium?

A queda, nas vendas

É a quinta ou sexta "edição" da mesma cena do filme A Queda, mas essa merece post:

"The Board" da revista Veja reunida:

Dois símbolos da liberdade de imprensa do "Milenium".

Do RS URGENTE:

Marcelo Rech e o “símbolo da luta pela liberdade de imprensa”



A cultura a e tradição gaúcha, como diria a secretária Mônica Leal, estiveram representadas no seminário promovido pelo Instituto Millenium em São Paulo, que denunciou a iminência de um “regime stalinista” no Brasil caso Dilma Rousseff vença as eleições presidenciais. Assistir ao festival de delírios que misturou empregados de grandes empresas de comunicação, dirigentes da Opus Dei e intelectuais orgânicos da extrema-direita custou 500 reais. O Rio Grande do Sul esteve representado pela dupla Denis Rosenfield e Marcelo Rech. O diretor da RBS saudou o empresário venezuelano Marcel Granier, presidente da RCTV, como uma espécie de símbolo da luta pela liberdade de imprensa.

Como Marcelo Rech acha que todo mundo é idiota, cabe lembrar quem é o seu campeão de liberdade. Granier foi um dos articuladores do golpe de Estado contra o presidente Hugo Chávez em 2002. O vídeo acima mostra Granier sendo desmascarado durante uma entrevista coletiva, onde uma jornalista pergunta a ele o que estava fazendo no Palácio de Miraflores no dia do golpe abraçando alegremente os golpistas. O “símbolo da luta pela liberdade de imprensa” repreende a jornalista dizendo que ela não devia falar coisas que não conhecia. Ah? E eis que as imagens do golpe mostram o alegre Granier, defensor da liberdade, comemorando, em Miraflores, a derrubada de um presidente constitucional. Mas é claro, ele não estava lá…

Seguindo a tradição da empresa da qual virou executivo, Marcelo Rech passa a tratar golpe militar e liberdade como sinônimos.

Nota do blogueiro: Essa é a democracia defendida pela "turma do Bial". Se te agradas, afagas, se te contraria, fuzila, não serve, não presta, não é democrático.
O texto abaixo mostra o que entendem por "Liberdade de Imprensa", e porque se levantam de forma tão raivosa quando alguém sugere controles sociais do conteúdo exibido:

Band e Boris Casoy vencem ação judicial após comentário sobre garis

Do Terra:

"A Justiça concedeu vitória à Band e Boris Casoy na ação indenizatória aberta contra a emissora e o jornalista. A disputa judicial foi iniciada após o jornalista esbravejar contra os limpadores de ruas. "Que m... Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros! O mais baixo da escala do trabalho", disse o apresentador do Jornal da Band no dia 31 de dezembro. As informações são da coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo.

O áudio foi ao ar devido à uma falha técnica da equipe de sonoplastia. Enquanto a vinheta do noticiário rodava, anunciando o intervalo comercial, as falas de Casoy vazaram ao vivo, gerando o constrangimento."

Abaixo, o vídeo onde a Liberdade de Imprensa é democraticamente exercida por Boris CCCCasoy:


terça-feira, 2 de março de 2010

A mídia evidencia seu golpismo.

Diariamente vemos deformações de fatos tornando-se realidade através dos olhos eletrônicos globais, repetidos pelos panfletos semanais, que alguns ainda chamam revistas, e esculpidos nos nos blocos dos diários.
Esses fatos deformados, mostrados por uma única lógica (aquela que transforma liberdade em mercado e democracia em liberalismo), ou até mesmo inventados nas mentes dos mordomos (diretores) das 12 famílias, geralmente eram mascarados, expostos como "a verdade", fruto de um país que possui imprensa livre (para faze o quê?), como a expressão da vontade ou do pensamento "nacional" e dos interesses do povo.
Nunca como sendo a vontade, o pensamento e a defesa dos interesses econômicos e políticos do próprio "patriarca", da família, da empresa.
Até hoje.
Abaixo o post do Cloaca News, sobre a má notícia, que a RBS noticiou, e mais abaixo, matéria da Agência Carta Maior, falando sobre a escolha da "mídiarquia" brasileira:


Destacado para o sistema de rádio-escuta deste Cloaca News, nosso estimado leitor Cláudio E. nos envia seu relatório das emissões de ontem, segunda-feira..Eu juro que ouvi. Eram aproximadamente 8:15h (01/03), no programa Gáucha Atualidade, com o "anchorman" André Machado, juntamente com as inolvidáveis Abelhinha e a futura senadora do PP, Ana Amélia. Eis senão quando, André abre o programa assim:
Bom dia, etc. (…) Começamos o programa com uma série de más notícias: assassinato do Eliseu, terremoto no Chile e PESQUISA DO DATAFOLHA…

Grande mídia organiza campanha contra candidatura de Dilma

Em seminário promovido pelo Instituto Millenium em SP, representantes dos principais veículos de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia. Eles acreditam que se Dilma for eleita o stalinismo será implantado no Brasil. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, sentenciou Arnaldo Jabor.
Bia Barbosa para a agência Carta Maior.

Se algum estudante ou profissional de comunicação desavisado pagou os R$ 500,00 que custavam a inscrição do 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, acreditando que os debates no evento girariam em torno das reais ameaças a esses direitos fundamentais, pode ter se surpreendido com a verdadeira aula sobre como organizar uma campanha política que foi dada pelos representantes dos grandes veículos de comunicação nesta segunda-feira, em São Paulo.

Promovido por um instituto defensor de valores como a economia de mercado e o direito à propriedade, e que tem entre seus conselheiros nomes como João Roberto Marinho, Roberto Civita, Eurípedes Alcântara e Pedro Bial, o fórum contou com o apoio de entidades como a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), ANER (Associação Nacional de Editores de Revista), ANJ (Associação Nacional de Jornais) e Abap (Associação Brasileira de Agências de Publicidade). E dedicou boa parte das suas discussões ao que os palestrantes consideram um risco para a democracia brasileira: a eleição de Dilma Rousseff.

A explicação foi inicialmente dada pelo sociólogo Demétrio Magnoli, que passou os últimos anos combatendo, nos noticiários e páginas dos grandes veículos, políticas de ação afirmativa como as cotas para negros nas universidades. Segundo ele, no início de sua história, o PT abrangia em sua composição uma diversidade maior de correntes, incluindo a presença de lideranças social-democratas. Hoje, para Magnoli, o partido é um aparato controlado por sindicalistas e castristas, que têm respondido a suas bases pela retomada e restauração de um programa político reminiscente dos antigos partidos comunistas.

“Ao longo das quatro candidaturas de Lula, o PT realizou uma mudança muito importante em relação à economia. Mas ao mesmo tempo em que o governo adota um programa econômico ortodoxo e princípios da economia de mercado, o PT dá marcha ré em todos os assuntos que se referem à democracia. Como contraponto à adesão à economia de mercado, retoma as antigas idéias de partido dirigente e de democracia burguesa, cruciais num ideário anti-democrático, e consolida um aparato partidário muito forte que reduz brutalmente a diversidade política no PT. E este movimento é reforçado hoje pelo cenário de emergência do chavismo e pela aliança entre Venezuela e Cuba”, acredita. “O PT se tornou o maior partido do Brasil como fruto da democracia, mas é ambivalente em relação a esta democracia. Ele celebra a Venezuela de Chávez, aplaude o regime castrista em seus documentos oficiais e congressos, e solta uma nota oficial em apoio ao fechamento da RCTV”, diz.

A RCTV é a emissora de TV venezuelana que não teve sua concessão em canal aberto renovada por descumprir as leis do país e articular o golpe de 2000 contra o presidente Hugo Chávez, cujo presidente foi convidado de honra do evento do Instituto Millenium. Hoje, a RCTV opera apenas no cabo e segue enfrentando o governo por se recusar a cumprir a legislação nacional. Por esta atitude, Marcel Granier é considerado pelos organizadores do Fórum um símbolo mundial da luta pela liberdade de expressão – um direito a que, acreditam, o PT também é contra.

“O PT é um partido contra a liberdade de expressão. Não há dúvidas em relação a isso. Mas no Brasil vivemos um debate democrático e o PT, por intermédio do cerceamento da liberdade de imprensa, propõe subverter a democracia pelos processos democráticos”, declarou o filósofo Denis Rosenfield. “A idéia de controle social da mídia é oficial nos programas do PT. O partido poderia ter se tornado social-democrata, mas decidiu que seu caminho seria de restauração stalinista. E não por acaso o centro desta restauração stalinista é o ataque verbal à liberdade de imprensa e expressão”, completou Magnoli.

O tal ataque

Para os pensadores da mídia de direita, o cerco à liberdade de expressão não é novidade no Brasil. E tal cerceamento não nasce da brutal concentração da propriedade dos meios de comunicação característica do Brasil, mas vem se manifestando há anos em iniciativas do governo Lula, em projetos com o da Ancinav, que pretendia criar uma agência de regulação do setor audiovisual, considerado “autoritário, burocratizante, concentracionista e estatizante” pelos palestrantes do Fórum, e do Conselho Federal de Jornalistas, que tinha como prerrogativa fiscalizar o exercício da profissão no país.

“Se o CFJ tivesse vingado, o governo deteria o controle absoluto de uma atividade cuja liberdade está garantida na Constituição Federal. O veneno antidemocrático era forte demais. Mas o governo não desiste. Tanto que em novembro, o Diretório Nacional do PT aprovou propostas para a Conferência Nacional de Comunicação defendendo mecanismos de controle público e sanções à imprensa”, avalia o articulista do Estadão e conhecido membro da Opus Dei, Carlos Alberto Di Franco.

“Tínhamos um partido que passou 20 anos fazendo guerra de valores, sabotando tentativas, atrapalhadas ou não, de estabilização, e que chegou em 2002 com chances de vencer as eleições. E todos os setores acreditaram que eles não queriam fazer o socialismo. Eles nos ofereceram estabilidade e por isso aceitamos tudo”, lamenta Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, que faz questão de assumir que Fernando Henrique Cardoso está à sua esquerda e para quem o DEM não defende os verdadeiros valores de direita. “A guerra da democracia do lado de cá esta sendo perdida”, disse, num momento de desespero.

O deputado petista Antonio Palocci, convidado do evento, até tentou tranqüilizar os participantes, dizendo que não vê no horizonte nenhum risco à liberdade de expressão no Brasil e que o Presidente Lula respeita e defende a liberdade de imprensa. O ministro Hélio Costa, velho amigo e conhecido dos donos da mídia, também. “Durante os procedimentos que levaram à Conferência de Comunicação, o governo foi unânime ao dizer que em hipótese alguma aceitaria uma discussão sobre o controle social da mídia. Isso não será permitido discutir, do ponto de vista governamental, porque consideramos absolutamente intocável”, garantiu.

Mas não adiantou. Nesta análise criteriosa sobre o Partido dos Trabalhadores, houve quem teorizasse até sobre os malefícios da militância partidária. Roberto Romano, convidado para falar em uma mesa sobre Estado Democrático de Direito, foi categórico ao atacar a prática política e apresentar elementos para a teoria da conspiração que ali se construía, defendendo a necessidade de surgimento de um partido de direita no país para quebrar o monopólio progressivo da esquerda.

“O partido de militantes é um partido de corrosão de caráter. Você não tem mais, por exemplo, juiz ou jornalista; tem um militante que responde ao seu dirigente partidário (...) Há uma cultura da militância por baixo, que faz com que essas pessoas militem nos órgãos públicos. E a escolha do militante vai até a morte. (...) Você tem grupos políticos nas redações que se dão ao direito de fazer censura. Não é por acaso que o PT tem uma massa de pessoas que considera toda a imprensa burguesa como criminosa e mentirosa”, explica.

O “risco Dilma”

Convictos da imposição pelo presente governo de uma visão de mundo hegemônica e de um único conjunto de valores, que estaria lentamente sedimentando-se no país pelas ações do Presidente Lula, os debatedores do Fórum Democracia e Liberdade de Expressão apresentaram aos cerca de 180 presentes e aos internautas que acompanharam o evento pela rede mundial de computadores os riscos de uma eventual eleição de Dilma Rousseff. A análise é simples: ao contrário de Lula, que possui uma “autonomia bonapartista” em relação ao PT, a sustentação de Dilma depende fundamentalmente do Partido dos Trabalhadores. E isso, por si só, já representa um perigo para a democracia e a liberdade de expressão no Brasil.

“O que está na cabeça de quem pode assumir em definitivo o poder no país é um patrimonialismo de Estado. Lula, com seu temperamento conciliador, teve o mérito real de manter os bolcheviques e jacobinos fora do poder. Mas conheço a cabeça de comunistas, fui do PC, e isso não muda, é feito pedra. O perigo é que a cabeça deste novo patrimonialismo de estado acha que a sociedade não merece confiança. Se sentem realmente superiores a nós, donos de uma linha justa, com direito de dominar e corrigir a sociedade segundo seus direitos ideológicos”, afirma o cineasta e comentarista da Rede Globo, Arnaldo Jabor. “Minha preocupação é que se o próximo governo for da Dilma, será uma infiltração infinitas de formigas neste país. Quem vai mandar no país é o Zé Dirceu e o Vaccarezza. A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo”, alerta Jabor.

Para Denis Rosenfield, ao contrário de Lula, que ganhou as eleições fazendo um movimento para o centro do espectro político, Dilma e o PT radicalizaram o discurso por intermédio do debate de idéias em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos 3, lançado pelo governo no final do ano passado. “Observamos no Brasil tendências cada vez maiores de cerceamento da liberdade de expressão. Além do CFJ e da Ancinav, tem a Conferência Nacional de Comunicação, o PNDH-3 e a Conferência de Cultura. Então o projeto é claro. Só não vê coerência quem não quer”, afirma. “Se muitas das intenções do PT não foram realizadas não foi por ausência de vontades, mas por ausência de condições, sobretudo porque a mídia é atuante”, admite.

Hora de reagir

E foi essa atuação consistente que o Instituto Millenium cobrou da imprensa brasileira. Sair da abstração literária e partir para o ataque. “Se o Serra ganhasse, faríamos uma festa em termos das liberdades. Seria ruim para os fumantes, mas mudaria muito em relação à liberdade de expressão. Mas a perspectiva é que a Dilma vença”, alertou Demétrio Magnoli.

“Então o perigo maior que nos ronda é ficar abstratos enquanto os outros são objetivos e obstinados, furando nossa resistência. A classe, o grupo e as pessoas ligadas à imprensa têm que ter uma atitude ofensiva e não defensiva. Temos que combater os indícios, que estão todos aí. O mundo hoje é de muita liberdade de expressão, inclusive tecnológica, e isso provoca revolta nos velhos esquerdistas. Por isso tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução. Senão isso se esvai. Nossa atitude tem que ser agressiva”, disse Jabor, convocando os presentes para a guerra ideológica.

“Na hora em que a imprensa decidir e passar a defender os valores que são da democracia, da economia de mercado e do individualismo, e que não se vai dar trela para quem quer a solapar, começaremos a mudar uma certa cultura”, prevê Reinaldo Azevedo.

Um último conselho foi dado aos veículos de imprensa: assumam publicamente a candidatura que vão apoiar. Espera-se que ao menos esta recomendação seja seguida, para que a posição da grande mídia não seja conhecida apenas por aqueles que puderam pagar R$ 500,00 pela oficina de campanha eleitoral dada nesta segunda-feira.

Nota do blogueiro: Vale a pena ressaltar o caráter da frase proferida pelo "Eu sou a verdadeira esquerda", Arnaldo Jabor: "A questão é como impedir politicamente o pensamento de uma velha esquerda que não deveria mais existir no mundo."
Já tentaram por fim à essas idéias antes, camarada Jabor. Muita gente foi presa, torturada, assassinada e "desaparecida", por seres e entidades, que como tu, queriam fazer o mesmo: Varrer essa raça da face do plantea, encontrar uma "Solução Final" para o Comunismo/Socialismo.
Não será apenas uma "eleição peblicitária", como afirmam alguns setores, mas sim uma disputa entre o campo dos que podem pagar R$ 500,00 para ouvir alguém dizer que democracia é liberalismo, e os que não podem, porque essa é a "paga do mês".
Os donos do país estão tremendo, e apelando.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Democracia = Economica de Mercado?

A cena da foto de Kevin Carter(acima) é aceitvel para os liberais, questionar o direito à propriedade não.

Só há uma forma de não ser taxado de autoritário, ditador ou qualquer coisa assim, nos dias de hoje: Defender a propriedade privada como pilar básico de qualquer sociedade. á economia de mercado como, simplesmente economia, a meritocracia e as liberdades individuais.

Democracia é votar em algum direitoso, jogado às câmeras das entidades midiáticas pelas entidades classistas a que representam. Assim temos latifundiários, com plataformas de manutenção do status de sua classe, sendo eleitos por quem tem um casebre, à beira de um barranco, provavelmente expulso do campo, pelos homens que querem esse representante eleito. Exercido seu direito democrático, volta ao barraco e fica quatro anos olhando novelas (seu segundo direito democrático).

A liberdades individuais suplantam todas as liberdades coletivas, o direito à informação fica na limitação do que a imprensa, comprometida com o modelo social vigente, quer que seja visto, lido ou ouvido. Qualquer questionamento à esse modelo de mídia é taxado, de imediato, de "chavismo", que hoje é sinônimo de ditatorial.

A propriedade privada é condição pétrea para se ter liberdade, claro, para quem a tem, os demais, entregam sua liberdade ao relógio ponto do proprietário, mas, claro, questionar isso é "chavismo".

Democracia tornou-se sinônimo de propriedade privada, de economia de mercado, de globalização. Qualquer ajuste que possa se fazer, ou pretender fazer à democracia representativa, como aprofundamento dessa, através da participação popular, é visto como um movimento "Soviético".

Nem mesmo a propriedade dos modernos escravocratas pode ser questionada, é uma afronta ao Estado Democrático de Direito, mas não uma afronta ao direto dos "neo-cativos". Não é a toa que o PFL hoje se denomina Democratas.

Qualquer discurso que fuja a essas linhas, de imediato é rotulado de ditatorial, "cubano", chavista, terrorista... Nada pode suplantar o Fim da História, declarado por Fukuyama, perpetrado pelos defensores da liberdade, da democracia, da propriedade privada, do mercado, de Gotham City e do Castelo de Greyskull...Desculpem-me, exagerei na fantasia, embora não tanto quanto as figuras comentadas o texto abaixo:


O novo Cansei: um instituto que oferece
a democracia que o dinheiro pode comprar

O Conversa Afiada publica e-mail enviada pelo amigo navegante Stanley Burburinho (quem será esse paladino da luta contra a corrupção ?):
Todos os negritos são meus – Stanley:
“DEBATE ABERTO
Instituto Millenium: toda a democracia que o dinheiro pode comprar!
Seminário sobre liberdade de expressão reunirá em São Paulo a nata da plutocracia. O interessante é que o Instituto que o promove tem o mesmo nome de uma conceituada casa de prazeres
Gilberto Maringoni
Acabou o carnaval, mas a festa continua. Vem aí, gente, o Fórum Democracia e liberdade de expressão, promovido pelo Instituto Millenium . O acontecimento será no dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista. A inscrição é uma pechincha: R$ 500 por cabeça.
A lista de palestrantes é de primeira. Lá estarão o dr. Roberto Civita (Abril), o ministro Hélio Costa (Globo), Marcel Granier (dono da RCTV, famosa por tramar e propagar o golpe de 2002 na Venezuela), Demétrio Magnoli (venerando Libelu de direita, que está decidindo se o melhor é ser contra a política de cotas ou contra a política de quotas), Denis Rosenfield (entidade do folclore gaúcho que ainda não tomou conhecimento do fim da Guerra Fria), Arnaldo Jabor (o espirituoso), Carlos Alberto Di Franco (dirigente da organização democrática Opus Dei), Marcelo Madureira (humorista neocon), Reinaldo Azevedo (claro!), Roberto Romano (ético ao quadrado) e os modernos deputados Fernando Gabeira e Miro Teixeira.Intelectuais de programaO Instituto Millenium veio para ficar. Foi fundado em 2005, no Rio de Janeiro. Não se sabe se tem algo a ver com o conceituado Café Millenium, estabelecimento classe A, onde gente de primeira ia buscar diversões, digamos, adultas até ju lho de 2007, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O Café Millenium não escondia seu negócio. O slogan era “Sua noite de primeiro mundo”. Com belíssimas garotas a excitar a imaginação e a ação de senhores de fino trato, vendia o que anunciava. Deve-se à fúria moralizante do prefeito Gilberto Kassab – um “Jânio sem alcool”, na genial definição de Xico Sá – o fechamento desta e de outras instituições semelhantes, nos tempos em que as enchentes não eram preocupação de um alcaide movido a reeleição.
No site do Instituto Millenium não há nenhuma informação sobre o paradeiro do Café. Os proprietários devem ter feito alguns arranjos aqui e ali, para não dar muito na vista e resolveram tocar o pau. Para manter o embalo dia e noite, aparentemente já contrataram alguns intelectuais de programa, vários articulistas que não estão no mapa, inúmeros jornalistas de vida fácil e go-go-oldies. Discrição total. O distinto senhor ou senhora comprometida pode ir sem medo, que é todo mundo limpinho, o ambiente está aparelhado para experiências das mais exóticas. Há estacionamento e os acompanhantes falam inglês e são educados.
O tal do fórum, máximo do prazer será a atração deste início de março, o Fórum Democracia e liberdade de expressão. Entre os apoiadores do evento, sempre segundo o site do Millenium, estão a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), entidades que envolvem a Globo, o SBT, a Record, a Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo, a RBS e outras empresas que decidiram boicotar a I Conferência Nacional de Comunicação, numa demonstração de forte apreço pela democracia. Figura lá, além do Instituto Liberal, um sensacional Movimento Endireita Brasil (MEB), cujo nome diz tudo.
A Carta de Princípios do Café, digo Instituto, é das mais edulcoradas. Entre tantos pontos, está lá: “promover a democracia, a economia de mercado, o estado de direito e a liberdade”. Assim, o mercado, quase como sinônimo de democracia. Mais adiante são enunciados seus valores e princípios: “o direito de propriedade, as liberdades individuais, a livre iniciativa, a afirmação do individualismo, a meritocracia, a transparência, a eficiência, a democracia representativa e a igualdade perante a lei”. Jóia! Vamos todos aderir!Entre os conselheiros “de governança” e mantenedores está a fina flor da sociedade brasileira. Entre outros, figuram João Roberto Marinho (vice-presidente das Organizações Globo), Jorge Gerdau Johannpeter, Roberto Civita (Abril) e Washington Olivetto (presidente da W/Brasil). Já no Conselho Editorial está o sempre alerta Eurípedes Alcântara (diretor da redação de Veja) e no Conselho de Fundadores e de Curadores está ninguém menos que Pedro Bial, o grande com andante do programa cultural Big Brother Brasil, um modelo do que se pode fazer com a liberdade de expressão às mancheias. Coroando tudo está o Gestor do Fundo Patrimonial, Dr. Armínio Fraga, que dispensa maiores apresentações.
Com o empenho do Café, digo do Instituto Millenium, a democracia e a liberdade de expressão passam a ser mais valorizadas no Brasil. Por baixo, por baixo, a valorização deve ser de 500% em fundos off shore.
Todos dia 1º. de março ao Millenium, gente. A sua noite – ou dia – de primeiro mundo!
Em tempo: Não se sabe ainda se os antigos proprietários do Café Millenium entrarão na Justiça contra os mantenedores do Instituto Millenium. A ação se daria não apenas por plágio, mas por comprometer o bom nome do Café em uma possível volta ao mercado.
Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4546&alterarHomeAtual=1

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Do Conversa Afiada



Por Paulo Henrique Amorim

Da Folha de São Paulo

Em SP, aluno sai da rede pública 3 anos defasado

Dados são do Saresp, prova de português e matemática aplicada nas escolas estaduais paulistas; aluno de 3º ano tem nível baixo até para 8ª série
Das três séries que fizeram os exames, a 4ª do ensino fundamental foi a que mais melhorou; avanço foi tímido na 8ª e inexistente no 3º ano
O desempenho dos alunos das escolas estaduais de São Paulo melhorou sutilmente no último ano, mas continua com grandes defasagens. O do 3º ano do ensino médio, por exemplo, não chega nem ao esperado para a 8ª série. As informações, divulgadas ontem pela gestão José Serra (PSDB), estão presentes na análise do Saresp, prova de português e matemática aplicada pelo governo estadual. Os resultados visam bonificar as escolas que melhoraram e identificar as dificuldades do sistema.
Leia aqui a matéria completa

(*) Chuíça é como o PiG (**) de São Paulo quer que o resto do Brasil pense que São Paulo é: uma combinação do dinamismo econômico da China com o IDH da Suíça.
(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Dilma acelera,.. Serra em marcha ré...

Dias atrás, quando postei o resultado da pesquisa do CNT-Sensus, um leitor anônimo teceu o seguinte comentário:

"...petralhas que inverteram no nome do José Serra no disco de consulta. José Serra foi grafado numa forma tipicamente petralha da seguinte forma "arreS ésoJ" e borrado. A XOV digo VOX diz que foi erro de um tal de FDP digo PDF. Entendeu ou quer que eu desenhe. Desta forma a amliD digo Dilma vai acabar se elegendo com 110% antes do primeiro turno. Tudo ao estilo petralha de trapacear."

Gostaria de questionar o incauto leitor, se acredita que o Data-da-Folha, instituto de pesquisa da Serrista Folha de São Paulo, foi comprada pelo Governo Lula? Dessa vez, o que fizeram com o Nome de josé Serra? Escreveram em inglês (José Saw)?

O texto abaixo foi extraído do Sítio Vermelho:

Datafolha: Diferença entre Dilma e Serra é de apenas 4 pontos
Pesquisa Datafolha publicada na edição de domingo do jornal Folha de S.Paulo, mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%.

No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%. Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.

De acordo com a nova sondagem do Datafolha, o deputado federal Ciro Gomes, pré-candidato do PSB, tem 12% das intenções de voto; e a pré-candidata do PV, senadora Marina Silva, tem 8%. Na pesquisa anterior, Ciro aparecia com 13% e Marina já possuía 8%.

A margem de erro da pesquisa divulgada neste sábado (27) é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Ela foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com idades maiores de 16 anos. Destas, 9% disseram que vão votar branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 10% informaram que estão indecisos.

A sondagem confirma resultados de pesquisas de outros institutos, que já refletiam uma tendência de crescimento rápido da candidatura Dilma Rousseff e uma estagnação - e até mesmo queda - do pré-candidato José Serra.

Cenários

A pesquisa também apresentou um cenário sem a presença de Ciro Gomes. Nessa simulação, as intenções de voto em Serra ficam em 38% (ante 40% na pesquisa realizada entre 14 e 18 de dezembro); Dilma atinge 31% (ante 26% da pesquisa anterior); e Marina Silva fica com 10% (11% no levantamento de dezembro).

No cenário de um segundo turno, numa eventual disputa entre Serra e Dilma, o tucano aparece com 45% das intenções de voto e a petista com 41%. Ou seja, também em um eventual segunda etapa do pleito, Dilma encosta no tucano, apresentando uma diferença de apenas quatro pontos novamente. O levantamento realizado em dezembro apontava que, nessa situação, Serra teria 49% das intenções de voto e Dilma, 34%. Em outro cenário de segundo turno, Dilma vence com 48%, contra 26% de Aécio.

Rejeição de Serra e aprovação recorde de Lula

De acordo com o Datafolha, o pré-candidato Serra registra o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis, com 25%; seguido de Dilma com 23%; Ciro, com 21%; Aécio, com 20%; e Marina, com 19%.

A pesquisa avaliou também o índice de aprovação do presidente Lula. Na mostra, a aprovação ficou em 73% (de ótimo e bom). Na pesquisa de dezembro, este índice foi de 72%, o mais alto patamar de popularidade apurado pelo Datafolha.

Gangues do RS

Primeiro esse fato:


Depois como afirma a própria Zero Hora:

ZH — Que tipo de ameaça o secretário vinha recebendo?

Ranolfo — Vamos apurar agora ao longo da investigação. Vamos checar a veracidade destas ameaças.

Próximo passo, evidenciado pelo O Globo:

"Na quinta-feira passada, Eliseu Santos esteve na Superintendência Regional da Polícia Federal e pediu orientações ao delegado sobre o porte de armas de fogo."

Finalmente, extraído do RS Urgente:

O ex-vice-prefeito e secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos (PTB), morto a tiros na noite desta sexta-feira, estava muito tenso nos últimos dias, relataram amigos e companheiros de partido. O crime aconteceu um dia depois de Eliseu Santos depor na Polícia Federal que investiga o desvio de recursos do Programa Saúde da Família em Porto Alegre (Operação Pathos). Em maio de 2009, Santos esteve envolvido em outra polêmica envolvendo sua gestão na Secretaria da Saúde de Porto Alegre. Ele teria recebido ameaças de morte neste período.

Resposta da Governadora tucana Yeda Crussius:

Nota oficial divulgada no site do governo do Estado diz que Yeda lamentou profundamente a morte do secretário. Ela afirmou que "o Rio Grande do Sul perde, além de um grande médico e defensor de causas sociais, um político que sempre teve ética e lutou pelos direitos do povo".
Infelizmente ele foi vítima da violência, que o Governo do Estado vem combatendo. Neste verão, já alcançamos a diminuição dos índices de crimes, mas vamos continuar trabalhando, cada vez mais, para reduzir esses números no Rio Grande do Sul, disse Yeda.
A governadora informou que a Secretaria de Segurança está incumbida de resolver o caso o mais rapidamente possível. "Nós perdemos um homem de valor", disse.

Ela faz propaganda. enfrentamento da criminalidade? O Ex- ouvidor da Secretaria de Segurança da administração tucana do RS, o advogado Adão Paiani tem uma visão, um pouquinho diferente:

Chicago RS

Por Adão Painai

Longe do Rio Grande, a notícia da execução do Secretário de Saúde de Porto Alegre, ex-Vice Prefeito da capital dos gaúchos, Eliseu Santos, choca, mas não surpreende. É somente mais um episódio de uma saga que vem assolando o Estado de forma avassaladora; em especial nos últimos quatro anos. Um desdobramento natural de tudo aquilo que temos presenciado e que muitos têm procurado alertar às cabeças ainda pensantes dessa terra, sem grande sucesso. Pelo menos por enquanto.

Uma coisa é certa: nunca, em momento algum da nossa história, os gaúchos puderam presenciar situações tão desavergonhadamente explícitas de banditismo político como as que vemos agora. Sejamos francos; ninguém, em sã consciência, pode ter a pretensão de encontrar, para o mais recente assassinato, outro motivo que não seja um acerto de contas típico de quadrilhas mafiosas; como as que assolavam Chicago, nos anos 30 do século passado. E a analogia não se resume a isso.

Vivemos um processo acelerado de degradação político-institucional que atacou as estruturas do Estado, através de uma quadrilha especializada e constituída empresarialmente para saquear os cofres públicos e que, consciente da impunidade, garantida pela extensa rede de relacionamento de seus agentes; hoje dá as cartas no Rio Grande. E não se preocupa mais em blefar.

Essa quadrilha, da qual fazem parte elementos facilmente identificados; onipresentes nas diferentes esferas de poder e em todos os episódios de sangria dos cofres públicos, denunciados nos últimos anos, têm a seu favor uma bem calculada morosidade na ação daqueles a quem caberia coibir esse tipo de prática.

Contam também com a apatia de parcela significativa da população, anestesiada por uma mídia cúmplice, que comprova seu grau de infiltração tentacular e invasiva. Uma verdadeira cleptocracia; com a qual poucos segmentos da sociedade rio-grandense não estão comprometidos. Essa é a realidade, a qual somente poderá ser superada na medida em que compreendermos seus mecanismos e, a partir daí, a combatermos.

As balas que vararam o corpo do Secretário da Saúde de Porto Alegre, na saída de uma Igreja, na frente de sua mulher e filha, são a versão cruenta de outras que tem atravessado, impunemente, o que resta da consciência cívica de um povo. Seja sob a forma de uma CPI da Corrupção, impedida de apurar denúncias graves de desvios de dinheiro público; na manutenção e prestigiamento, dentro da administração pública, de agentes notoriamente envolvidos com irregularidades e na impunidade generalizada observada em todas essas situações

O crime da Rua Hoffmann somente se concebe num ambiente em que todos os limites foram ultrapassados. Onde se presencia a lentidão de uma Justiça em julgar e responsabilizar as aves de rapina do erário, que mesmo denunciados, continuam a flanar, solenes, tanto em cerimônias públicas quanto nas colunas sociais

Onde dirigente de instituição financeira pública, apontado por irregularidades, aguarda o salvo conduto de uma indicação a vaga de Magistrado. Onde as estruturas da segurança pública são utilizadas com finalidades políticas, monitorando, perseguindo e coagindo tanto aliados de ocasião como adversários políticos. Onde as ações legislativas são pautadas pela cumplicidade com aqueles a quem deveria fiscalizar; e por uma covardia explícita, somente justificada pelo medo dos próprios pecados praticados

Onde o dirigente máximo de Tribunal responsável por fiscalizar as contas do Estado, flagrado em conversas indecentemente comprometedoras, sai ileso para a aposentadoria. Onde membro do Legislativo, indicado ao mesmo Tribunal; mesmo tendo demonstrado tanto absoluta incapacidade técnica quanto falta de condições morais para tal, assume vaga de Consiglieri da mesma corte. Tutti in Famiglia.

Somente em um canto de mundo onde coisas assim sejam possíveis é que se admite o assassinato, em via pública de grande movimento, mesmo naquele horário, de uma autoridade. Somente a certeza absoluta de impunidade é capaz de justificar ato tão audacioso.

Às vésperas de um processo eleitoral, o que se espera, mais do que promessas vãs, típicas da politicagem tradicional, é quem vai ter a coragem suficiente de enfrentar e derrotar esse establishment criminoso e resgatar ao menos o pouco da vergonha que ainda nos resta. Sem o que, vamos continuar com a notória fanfarronice gaudéria, decantando nossas duvidosas virtudes, vestindo nossas pilchas esfarrapadas

Ou encontramos alguém com coragem suficiente de ser nosso Eliot Ness, ou é melhor nos acostumarmos com execuções em via pública, restaurantes, barbearias. Como na Chicago de Al Capone