sexta-feira, 16 de abril de 2010

Aeroporto é lugar para os "Cheirosos da Cantanhede".

Do site Conversa Afiada, de paulo Henrique Amorim:

Jabor não quer pobre em avião. Lugar de pobre é em pau de arara

O Conversa Afiada aceita sugestão de amigo navegante que viaja muito de avião e reproduz discurso em que a Câmara dos Deputados presta singela homenagem a Arnaldo Jabor, cineasta que faz as vezes de cérebro das Organizações (?) Globo:

O SR. FERNANDO MARRONI (PT-RS. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, todos os que nos assistem, quero fazer um pronunciamento que leva o seguinte título: A triste opinião dos pensadores virtuais.Ontem tive o desprazer de assistir e ouvir no Jornal Nacional, da TV Globo, ao jornalista Arnaldo Jabor, que, em seu editorial, deixou nítida e clara a estratégia, já falida, da oposição capitaneada pelo príncipe Fernando Henrique Cardoso para atacar o Presidente Lula.

Em sua crônica, o jornalista ataca ferozmente a INFRAERO. Diz que a classe média está andando de avião e que os aeroportos estão insuportáveis. Mas, ele, na verdade, se referia à classe média formada por brasileiros que ascenderam das camadas mais baixas da população. E que, de pobres, passaram a ter poder aquisitivo para andar de avião através do nosso querido Brasil. Jabor, do alto de sua intelectualidade esnobe, faz piadas irônicas com os brasileiros que a custo do trabalho duro conseguiram mudar de vida graças à estabilidade econômica do Governo do Presidente Lula. O cronista, do alto de seu palanque eletrônico, tripudia sobre esta população e a critica, porque a população acha chique, bom e barato poder circular pelo Brasil de avião. Ele tripudia dizendo que os nossos aeroportos são insuportáveis.

Filho da alta classe média carioca, Jabor talvez nunca tenha passado horas em uma rodoviária dessas de interior, suja, malcuidada, à espera de um ônibus que demora a chegar ou sair. Então, espanta-se de como a classe média de hoje não vê os problemas que ele enxerga nos aeroportos brasileiros.

Mas, a série de besteiras ditas pelo jornalista não terminam por aí.

Segundo ele, o serviço da INFRAERO é o fim do mundo, pois se trata de uma estatal. E, por isso, estaria mergulhada em corrupção. O cronista da Rede Globo não esconde sua revolta com o fato de a Ministra Dilma dizer que não privatizará a INFRAERO. E ainda pergunta se a Ministra está inspirada em Lênin, Trotsky ou Fidel.

Bem se percebe que esse cidadão, ex-cineasta e hoje cronista eletrônico, parou no tempo, que gravita em um mundo irreal de políticas governantais ultrapassados.

Em suas críticas ásperas e confusas, o advogado que virou jornalista volta às suas origens e faz uma defesa apaixonada do neoliberalismo e seu estado mínimo, incapaz de atender às necessidades mais básicas da população.

Até que beira as raias do absurdo — ou seria do desespero pré-eleitoral,frente ao crescimento impressionante da Ministra Dilma — , e declara, categórico, que o Governo Lula não passa de uma continuidade do Governo Fernando Henrique Cardoso.

Como diria o gaúcho velho, que a esta hora mateia na sombra ou sob o sol na campanha:

Que barbaridade!Para atingir o seu objetivo a qualquer custo, dar força ao projeto neoliberal com o qual Fernando Henrique e Serra irão disputar as eleições deste ano, o cronista apela para tons dramáticos em sua encenação televisiva, tenta fechar os olhos da população para os grandes investimentos e para os esforços feitos pelo Governo para acelerar o crescimento do Brasil e levar este País a ser a quinta maior economia do mundo.

Ao final de tudo, quando cai o pano e se estalam as moedas que anunciam os blocos comerciais, creio acreditar que tamanhas sandices foram ditas no horário nobre para milhões e milhões de pessoas. Talvez o pensador virtual global tenha sido influenciado — e mal influenciado, diga-se de passagem — por seu colega norte-americano James Cameron, que, depois de faturar muitos milhões de dólares com seu Avatar, veio de bem longe ao Brasil para dar palpite sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Metendo o bico onde não foi chamado!

Talvez, a convite de Cameron, Jabour tenha entrado em uma daquelas máquinas futuristas e mergulhado em um mundo de fantasia, distante da realidade nua e crua do Brasil. E, se fizeram isso, espero que fiquem por lá!
Muito obrigado, Sr. Presidente.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Do site Vi o Mundo


PT pede à Polícia Federal que investigue ataque ao site do partido

por Conceição Lemes

O portal do Partido dos Trabalhadores (PT) foi realmente invadido de domingo para segunda-feira. Mais precisamente às 3h05 do dia 12 de abril. Ele ficou indisponível por mais de 24h. Só voltou à normalidade no começo da noite dessa terça-feira.

“Nós descobrimos no decorrer da segunda-feira, quando usuários do portal começaram a receber a mensagem de que se tratava de um site perigoso e que poderia danificar o computador”, revela André Vargas, deputado federal (PR) e secretário nacional de Comunicação do PT. “Aí, para que não causasse danos aos computadores dos usuários, tiramos o portal do ar e uma equipe técnica começou a fazer uma varredura, para descobrir o que aconteceu.”

Análises realizadas pelo suporte técnico concluiu que o portal sofreu “uma inserção de iframes maliciosos em diversos arquivos com extensão .html e .php”. Um iframe é uma seção de uma página web que carrega o conteúdo de outra página página ou site.

Segundo os técnicos, os invasores “injetam iframes maliciosos em uma página web ou em outro arquivo do servidor HTTP. Na maioria dos casos, esses iframes são configurados para que não apareçam na página web quando alguém faz a visita, mas o conteúdo malicioso que está no iframe acaba sendo carregado.”

Leandro Guedes, desenvolvedor web da Café Azul Agência Digital, traduz:

1º Um código malicioso (um código do mal) é inserido em todas as páginas do site atacado, alterando os arquivos sem mudar o visual. O objetivo é prejudicar o acesso ao conteúdo.

2º Como visualmente não há alteração, quem acessa o site atacado pode ter o computador “infectado” sem perceber, caso a sua máquina não esteja suficientemente protegida.

3º Uma vez “infectado”, o computador passa a ter” sintomas”. Desde ficar lento, não conseguir acessar determinados endereços até ter dados roubados enquanto o usuário digita informações.

Todos os arquivos do site do PT já foram submetidos à “limpeza”. Não houve dano aos sistemas básicos dos servidores.

Leandro Guedes e os técnicos do PT recomendam a todos os usuários que acessaram portal do Partido dos Trabalhadores que façam uma varredura de suas máquinas com a utilização de softwares antivírus.

“O INCIDENTE PODE ESTAR LIGADO À GUERRA SUJA DEFLAGRADA NA INTERNET PELOS ALIADOS DE SERRA”
Não é a primeira vez que isso acontece. Há quatro anos, na eleição de 2006, o portal do PT sofreu ataque semelhante.

“Certamente é alguém que não gosta do PT. É possível que o ataque tenha sido desferido por algum desocupado. Mas não descartamos a hipótese de o incidente estar ligado à guerra suja que já começou na internet, deflagrada por aliados do tucano José Serra”, conjectura André Vargas. “É do conhecimento geral que eles estimulam o preconceito contra o PT, o governo, o presidente Lula, a Dilma e os movimentos sociais.”

– O senhor diria que esse ataque partiu do staff de campanha de Serra?

“Não dá para afirmar isso. Porém, o histórico de Serra se caracteriza pela desconstrução dos seus oponentes. Temos o caso da Roseana Sarney, do Geraldo Alckmin (as denúncias sobre as suas ligações com a Opus Dei) e do próprio Aécio Neves, que foi parar no noticiário por supostamente ter batido na namorada”, relembra André Vargas. “Mas sinceramente esperamos que a candidatura adversária não esteja estimulando esse tipo de comportamento. É péssimo para todos nós, principalmente para a democracia.”

A origem do ataque já está sendo apurada. Um relatório detalhado sobre o que ocorreu no site será apresentado nesta quarta-feira à Secretaria Nacional de Comunicação do PT. Já foi solicitada à Polícia Federal a investigação do caso.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Coragem para fazer.

Cristóvão Feil, sociólogo e editor do blog Diário Gauche, matou charada: Até agora, eu não tinha entendido, o porque de um governo que não fez nada, utilizava o slogan "Coragem para fazer":


Governadora tucana não inaugura maquetes, como José Serra, mas mente que obras federais são de sua administração
Leia o texto no Portal do Governo estadual e constate você mesmo que a notícia está incompleta, propositalmente não informa que 100% dos recursos do Pólo Naval de Rio Grande são bancados pelo Governo Federal e a Petrobras. Mas a governadora Yeda "esquece" deste detalhe tão insignificante. Como se chama uma pessoa que assim procede? Desonesta, ora. Desonesta e caradura.
O secretário estadual de Infraestrutura de Yeda chega ao cúmulo de creditar o feito (a suposta - fantasiosa e delirante - capacidade de investir 1,3 bilhão de dólares) "ao saneamento do déficit público que durava quase 40 anos".
Nota do blogueiro: Tem de ter muita coragem para fazer uma "cagalhada" dessas, e divulgar, mostrando para quem quiser ver, que esse "governo", sobrevive graças aos "tubos" fornecidos pela mídia amiga, como demonstra Feil em seu blog (texto pode ser lido aqui).
Coragem para fazer, dos feitos do PT, os "feitos dela"!
Imagina se pega cupim naquela "lata"?

Pesquisa Sensus

Contradizendo o "Data da Folha", mais um instituto de pesquisas aponta empate técnico entre Dilma Roussef e Zé Pedágio.
Mas só "eles estão certos".

Cenários da pesquisa Sensus, extraídos do Blog do jornalista Tucano Noblat:

Sensus dá empate entre Serra e Dilma

Serra 32,7% e Dilma 32,3%.
Ciro Gomes: 10,1%.
Marina Silva: 8,1%.
Brancos e nulos: 7,7%.
Não sabe: 9,1%.

Cenário sem Ciro:
Serra 36,8%;
Dilma 34,0%;
Marina, 10,6%.
Brancos e nulos: 9,1%.
Não sabe ou não respondeu: 9,5%.
Segundo turno:
Serra 41,7%;
Dilma, 39,7%.
Brancos e Nulos: 10,1%.
Não sabe e não respondeu: 8,5%.
Margem de erro da pesquisa: 2,2%

Foram 2 mil entrevistas feitas entre 5 e 9 de abril em 136 municípios de 24 Estados.
Esses são os resultados da pesquisa de intenção de votos para presidente da República aplicada pelo Instituto Sensus por encomenda do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Nós, os fedorentos...

Em uma aula de Psicologia da Educação, no 3º semestre do curso de História, a professora, provocou a turma, dizendo que, se quiséssemos realmente conhecer uma pessoa, bastava acompanhá-la a um estádio de futebol. O ambiente de arena, onde o socialmente tolerável já foram combates mortais e execuções, e hoje é palco de disputas, menos violentas, mas as reações dos expectadores são as mesmas. A excitação, a ebulição dos velhos instintos bestiais, faria com que víssemos de perto, a natureza selvagem, oculta sob a máscara dos ternos e gravatas. Veríamos, o verdadeiro homem.
Lembrei-me desse comentário, ao ver o vídeo abaixo, no qual uma repórter da Folha de São Paulo, Eliane Cantanhede, quase tem um orgasmo, enquanto fazia a cobertura do lançamento da campanha de Zé Pedágio, à presidência da República. Suas máscaras caíram, evidenciando o caráter não aceitável socialmente, dos discriminadores.
Emocionada e muito empolgada com o evento, como fica evidente ao transcorrer do vídeo, Eliane rasgou-se em elogios a "militância", levada a Brasília por "ônibus novinhos", e que de tantos que eram, parecia que não era o mesmo PSDB, parecia um "PSDB de massa".
Em meio ao furor do lançamento da candidatura de seu predileto, e do predileto de seu patrão, empolgada, excitada, como um torcedor fanático em um estádio de futebol, como se fora um Boris Casoy durante o intervalo de um telejornal desabafa: "de massa, Mas é de uma massa cheirosa".
"Uma massa cheirosa".
Nada de trabalhadores braçais, subalternos, suarentos, nordestinos, pobres, favelados, mas a "massa" cheirosa da elite do sudeste, da "locomotiva do país", e os cheirosos demo-tucanos de Brasília (ah, antes que esqueça, libertaram o "cheiroso" Arruda, ex-candidato a vice de Serra).
Aos "fedorentos", aos que pertencem aos "escalões mais baixos da escala do trabalho", aos que tem vergonha na cara, fica evidente a quem esses celerados referem-se quando exprimem seus "Brasis que podem mais": Voltar-se do Bolsa Família pro PROER, do Minha Casa, Minha Vida, pras desocupações à tiros, do Pro-Uni (fedorentos na universidade?), ao "Bolsa Daslu", de um Estado Desenvolvimentista a um Estado "desenvolvedor de fortunas/de cheirosos" (vide Daniel Dantas).
Esquece, a excitada e incoerente repórter, seus patrões e candidatos, que andam cheirando à "Daslu", porque apropriam-se de forma privada, do que nós, os fedorentos, criamos de forma coletiva.
Esquece que o arroxo de nossos salários, os bolsões de miséria criados pela meritocracia, nossas demissões, tornam-se perfumes nos "Closets" dos cheirosos.
"Fedorentos do Brasil, uni-vos!"

Abaixo o vídeo "o Orgasmo de Cantanhede", e texto do site Conversa Afiada (de novo, versátil e excelente visual), de Paulo Henrique Amorim:



O Conversa Afiada reproduz e-mail do amigo navegante Stanley Burburinho (quem será Stanley Burburinho ?).

A colonista (*) Eliane Cantanhêde da Folha (**) foi uma enviada especial à convenção da Ana Hickman que consagrou José Será como o segundo colocado nas eleições de 2010 (já no primeiro turno).

Clique aqui para ler “Serra é o fim do paulistismo da política brasileira”.

Não é de estranhar.

Cantanhêde sempre considerou Serra o candidato “mais consistente”.

Agora, percebe-se, deve ser o mais cheiroso.

O Brigadeiro Eduardo Gomes, que, como Serra, nunca passou dos 30%, chamou os adeptos da Dilma de “marmiteiros”.

Agora, eles são fedorentos.

Revista Veja partidariza as enchentes

Do Blog do Altamiro Borges:

O atento André Lux, do blog “Tudo em cima”, juntou as duas capas da Veja sobre as enchentes que vitimaram paulistas e cariocas. Na capa sobre o desastre em São Paulo, de fevereiro, a revista demotucana culpa exclusivamente a natureza – “uma rara combinação de fatores atmosféricos é a causa do dilúvio” –, limpando a barra do presidenciável José Serra.

Já na sua última edição, a capa da Veja afirma que “culpar a natureza é demagogia”. Ela responsabiliza os políticos – no caso, dois aliados do presidente Lula – que dão “barracos em troca de votos”. Como afirma o blogueiro Rodrigo Vianna, a Veja deixou de ser um veículo jornalístico. “Hoje, é um panfleto. Que usa morte e tragédias para fazer política – com p minúsculo”.


Nota do Blogueiro: Alô TSE! Olha a campanha antecipada do P.I.G. Infelizmente não se identificam como partido, embora os tenham, sigam e militam, como pode ser visto pelas capas acima (clique na imagem para ampliar).

domingo, 11 de abril de 2010

Emir Sader: Serra é o candidato da direita

Do Blog Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha:

Fracassado Collor – em cujo governo os tucanos se preparavam para entrar -, FHC assumiu a heranca do projeto neoliberal no Brasil. Norteou-se por seus mentores, Mitterrand e Felipe Gonzalez, e achou que se daria bem sendo seu continuador no Brasil, que era a a via que lhe restava para realizar seu sonho de ser presidente.
Assumiu com todo o ímpeto, achando que ia se consagrar. A ponto de ter proferido um conjunto de besteiras, como, entre outras, a de que ”A globalização é o novo Renascimento da humanidade”. E lá foi ser “droit” na vida.
Vestiu a carapuça que Roberto Marinho procurava. Se atribui a ele a frase, diante da queda tão chorada do Collor: “Foi o último presidente de direita que conseguimos eleger”. Se supunha que tinham de buscar em outras hostes o continuador de Collor. E acharam FHC.
Que teve a audácia de chamar o PFL, partido nascido da ditadura, com ACM, Marco Maciel, Jorge Bornhausen, como seus dirigentes pára- representativos, que tentavam se reciclar para a democracia, buscando apagar seu passado. Tucanos e pefelistas foram a base de sustentação firme do governo, que agregou o PMDB (governista, como sempre) e outros partidos menores.
Esse foi o eixo partidário do projeto neoliberal de FHC. Que pretendia ser para o Collor o que o Toni Blair foi para a Thatcher: deixar que Collor fizesse o trabalho mais sujo do neoliberalismo – privatizações, abertura da economia, enfraquecimento substancial do Estado, precarização das relações de trabalho -, para que ele aparecesse como a “terceira via”. Como Collor fracassou, FHC teve que vestir o tailler da Thatcher e implementar a ortodoxia neoliberal.
Serra nunca se deu bem com FHC – como, aliás, com ninguém, com seu gênio de turrão, de mal humorado, que nunca sorri, que atropela a tudo e a todos que vê como obstáculos. Serra sempre disputou com FHC dentro dos tucanos, era seu rival. Perdeu e teve que aceitar o Ministério do Planejamento do governo, sem poder algum, mas tendo que referendar o Plano Real. Depois foi para a Saúde, para tentar preparar sua candidatura à presidência. Tentou manter distância do governo de FHC, sabendo que quem se identificasse com o governo, perderia. Não consegui e foi derrotado fragorosamente no segundo turno.
Em 2006, temeu por uma nova e definitiva derrota, além do que, pessoa com péssimas relações com todo mundo, perdeu para Alckmin o foro interno dos tucanos e teve que se contentar com esperar. Volta agora como o candidato do bloco que passou a ocupar o espaço da direita no campo político brasileiro.
A oposição aceita Serra não de bom grado, em primeiro lugar porque ele tem relações ruins com todos. Em segundo, porque ele não quer assumir o figurino – vestido com desenvoltura por FHC, por Sergio Guerra, por todo o DEM – de bater duro no governo Lula, de assumir claramente o papel de oposição ao governo. Porque Serra sabe que o sucesso do governo Lula demonstra que esse é um caminho seguro de derrota.
É um casamento de conveniência, mas não havia outro lugar se Serra ainda tem alguma esperança de ser presidente. Às vezes, pela fisionomia e pelas palavras dá a impressão que ele sai candidato com resignação, consciente que é sua ultima oportunidade, mas que sabe que vai para o matadouro, para a derrota inevitável.
O campo político não é definido pela vontade das pessoas. Ele tem uma objetividade, resultado dos enfrentamentos e das construções de força e de aliança de cada bloco. A bipolaridade não é um desejo, é uma realidade. São dois grandes blocos que se enfrentam, com programas, forças sociais, quadros, objetivos e estratégias contrapostas.
Dilma representa o aprofundamento do projeto de 8 anos do governo Lula, ocupa o espaço da esquerda no campo político. Serra representa as mesmas forças que protagonizaram os 8 anos do governo FHC, que implementou o neoliberalismo no Brasil, governo de que o próprio Serra foi ministro todo o tempo. São dois projetos, dois países distintos, dois futuros diferenciados, para que o povo brasileiro os compare de decida.

Escondendo a sujeira?

No lançamento da candidatura de Zé pedágio a presidência da República, esse foi fotografado junto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Mas, como não faz bem pra ninguém, aparecer na mídia ao lado desse indivíduo, o Estadão deu um jeitinho...

O texto e fotos abaixo foram extraídos do blog Vi O Mundo:

Onde está FHC? Leitores acham o que o Estadão cortou

ATUALIZAÇÃO em 11 de abril às 2h14

Nesse sábado pela manhã, esta foto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com José Serra, o candidato do PSDB à presidência, estava na capa do Estadão Online. À tarde, FHC foi “cortado”. Ele virou a mãozinha (compare com a foto mais abaixo) que Serra segura com a mão direita. Curiosamente, até dos destaques de imagens do dia a foto inteira sumiu. Situação que se mantém neste momento. Por que hein?! A foto é de Wilson Pedrosa, da Agência Estado.



Bem, quanto ao nosso concurso, todos os leitores que descobriram onde estava o FHC ganharão um ano de acesso “de grátis” ao Viomundo. O prêmio começa a valer já.

Esse é o printscreen da foto da manchete do Estadão Online às 17h deste sábado.


À esquerda, a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), com trabalhadores. Ela se reuniu no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo com dirigentes das centrais sindicais brasileiras. Presidente Lula e dona Marisa compareceram, como mostram as fotos do próprio Estadão.
À direita, o ex-governador José Serra (PSDB), cuja candidatura foi lançada em Brasília. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve presente e discursou.
Ganha um ano de acesso “de grátis” ao Viomundo quem apontar o local exato onde o ex-presidente se encontra nessa foto do Estadão.

Nota do blogueiro: Porque os tucanos querem esconder seu último governo/governante?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Do blog Cloaca News

ZERO HORA DÁ FURO MAS ESCONDE O BURACO




Para proteger o candidato do PRBS ao governo estadual, tabloide transforma bomba em traque jornalístico
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A notícia explodiu, precisamente, às 13:26h de hoje, conforme a gabação do “Blog do Editor” , abrigado na edição digital da gazetinha. Tanto era tema relevante, que o simples fato de o veículo jactar-se por tal primazia já fornecia a verdadeira dimensão do fato novo.
Ao apresentar a denúncia contra oito pessoas suspeitas do assassinato do ex-secretário de Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, o Ministério Público gaúcho não usou meias-palavras: o crime foi encomendado, motivado por vingança, diferentemente do que concluiu a Delegacia de Homicídios e Desaparecidos da polícia tucana de Yeda, que encerrou o caso concluindo que o crime foi latrocínio, descartando, peremptoriamente, a hipótese de execução.
Por ocasião da morte do Secretário, o “jornalismo” do Grupo RBS não poupou energias para que o episódio não fosse caracterizado como “queima de arquivo”. Por aqueles dias, a melíflua colunista política de ZH, em instante de raro açodamento, chegou a escrever em sua Página 10: “Já sei que os adeptos da teoria da conspiração vão acusar a polícia de estar abafando o caso, mas os elementos levantados pela polícia indicam que Eliseu Santos foi apenas mais uma vítima da violência que grassa em Porto Alegre”.
Como se sabe, a administração do agora ex-prefeito José Fogaça esteve mergulhada em um verdadeiro festival de falcatruas e escândalos de corrupção, e o Secretário assassinado era o pivô de vários casos – em um deles, envolvendo um desvio de R$ 9,6 milhões, o próprio Fogaça é apontado como conivente pelo MPE. Por isso mesmo, uma verdadeira força-tarefa empenhou-se, com afinco, em mandar o “Caso Eliseu” para o limbo. De lembrar que este mesmo Cloaca News já havia demonstrado, de maneira cabal e irrefutável, que a ordem de Zero Hora é “aliviar Fogaça”.
Pois, hoje, ao anunciar canglorosamente a denúncia do Ministério Público, que apresenta uma reviravolta no episódio, o tabloide surtou. Veja, na imagem acima (clique para ampliá-la), que o furo jornalístico de ZH – ufania de todo profissional de imprensa – não mereceu a manchete principal na capa de sua edição eletrônica. A frase que poderia ser, em letras garrafais, “Secretário de Fogaça foi executado por vingança, diz Ministério Público”, ou “Assassinato de Eliseu foi encomendado, diz MP”, ficou reduzida a uma legendinha anódina, sem-vergonha mesmo.
Já podemos até imaginar a capa da edição impressa, que circulará na Sexta-Feira Santa, mas vamos nos resguardar. Porque o “jornalismo” de Zero Hora é sempre uma caixinha de surpresas em que o buraco é, invariavelmente, mais embaixo.
Nota do blogeiro: Texto extraído do blog Cloaca News.
O título da reportagem, remete à versão da pollícia de Yeda, de latrocínio. "Polícia prende dois acusados de envolvimento na morte de secretário".
Zona sul, operação para a captura de foragido, só faltou a foto em algum morro, com um homem negro sendo jogado na parte de trás de uma viatura, enquanto o MP sugere ter sido crime encomendado por "olhos azuis", aqueles "olhos azuis".