sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pela Abolição da "escravatura moderna"...

Veja aqui quem não quer a abolição da escravatura.
E aqui, alguns dos escravocratas identificados e listados.

Exército debocha do Estado Democrático.

Debocha dos torturados.
Debocha dos assassinados.
Debocha dos "desaparecidos".
Debocha da memória e da inteligência dos brasileiros.
E querem reescrever a História.
A História em posição de sentido.
Ou a História no "Pau-De-Arara".

O "print" acima foi extraído do Blog Diário Gauche.
A descabida, tresloucada e enfadonha desconstrução histórica publicada no site do Exército, pode ser lida aqui.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

José Serra: Melhores momentos.

E isso quer ser presidente?

Contragolpe!

Manifestação do Deputado Brizola Neto, na câmara dos Deputados, a respeito dos últimos movimnteos e manifestações do P.I.G e do STE.
Texto extraído do blog Tijolaço:

Legalidade: o pronunciamento na câmara.

O SR. BRIZOLA NETO (PDT-RJ. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a base da democracia é o voto de cada brasileiro. A eleição tem que ser decidida nas urnas, não nos jornais, não na televisão e nem na Justiça. A eleição é a hora de o povo falar diretamente. Aquelas instituições não têm o direito de se substituírem ao povo, nessa decisão, como nós Deputados, não o temos.
Assistimos a um processo eleitoral que está sendo levado pela mídia e pela Oposição, não às ruas, mas aos tribunais. O Presidente Lula está quase que proibido de falar o nome de quem apoia.
As pesquisas dizem que metade dos brasileiros deseja votar no candidato do Presidente, mas a Oposição e a imprensa pressionam todo dia o Poder Judiciário para que o proíba de falar. Proíba, para ocultar ao povo que sua candidata éDilma, enquanto José Serra desfila como lulista.A farsa depende do silêncio.
Ora, senhoras e senhores, manifestar preferência não é pedir voto. Nós, aqui nesta casa, também somos agentes públicos. Não podemos usar nossos gabinetes, nossas cotas, os serviços pagos com dinheiro público para pedir votos.
Isso está correto, corretíssimo.

Mas imaginem se fôssemos impedidos até de falar o nome de quem apoiamos. Somos agentes públicos e agentes políticos, tanto que só podemos estar aqui, como também só pode estar lá o Presidente, se filiados a um partido político.
Quem está proibido de preferência partidária são os membros do Judiciário e os que atuam junto a ele, como a Procuradoria da República. Eles têm o dever da prudência e do equilíbrio, até para não tumultuarem as eleições. Ontem, uma Vice-Procuradora deu entrevista à Folha de S.Paulo em que,ao menos no que foi publicado, ameaça de cassação a candidatura Dilma.
Hoje, na mesma Folha de S.Paulo, o Sr. Roberto Jefferson anuncia o expediente, expressamente proibido em lei, de entregar ao candidato Serra o horário de TV do PTB, como fez e está fazendo ainda o DEM, sem que o Ministério Público tenha sequer reagido.
Há dois pesos e duas medidas? Mais rigor da lei para uns e nenhum para outros?

Nós vamos reagir com serenidade, pacifica e legalmente. Os democratas e patriotas deste País vão se unir a uma campanha pela legalidade como a que fez Brizola em 1961. Ninguém vai decidir em quem o povo pode ou não pode votar.
Não ao golpe eleitoral! Não ao tapetão judicial!
Eleição se ganha é no voto.
Obrigado, Sr. Presidente.

Nota do blogueiro: A manifestação dos PTBistas, de entrega de seu programa partidário à propaganda de José Serra, mencionada pelo Deputado, foi publicada na versão eletrônica do jornal Folha de São Paulo como pode ser visto aqui.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

...para o Rio Grande Sorrir...

Estou sorrindo...

É hilário...

Ridículo...

O mundo está ficando difícil para ser humano


Por Flávio Koutzii

Mesmo assim, estes dias têm sido espetaculares: a ação do presidente do Brasil. A iniciativa da diplomacia brasileira. O atrevimento de arriscar um caminho, que talvez possa evitar a guerra. A altivez de ter independência na política externa, servindo ao Brasil e também ao mundo é uma página extraordinária da nossa história.
A dimensão fica mais nítida pela trágica e grotesca reação da grande imprensa brasileira: não apóiam, não exaltam, não valorizam, não contextualizam, desde uma perspectiva brasileira, só olham do ponto de vista da América do Norte, da Hillary, dos novos falcões americanos – uma nova transgenia democrata-republicana. É o “dark side of the moon” de Obama.
Para todos que acham que não houve golpe militar em Honduras, é natural achar que o Brasil não deve “atrapalhar” a preparação da nova invasão, desta vez no Irã, e muito menos podem aceitar uma iniciativa, que vejam só, pode ajudar a paz. E dificultar a diplomacia de guerra cada vez mais acelerada dos EUA.
A imprensa brasileira – seus jornais, rádios e tevês – já não sabem bem o que são, embora saibam muito bem o que fazem. São a gripe suína do pensamento nacional. Ficaram histéricos, mas não se dão conta, nem ouvem a estridência de seus gritos. E, na verdade, já não se sabe pelo que gritam, nesses dias espetaculares, se pelos resultados da política internacional de Lula, se pelo avanço e ultrapassagem de Dilma em relação a Serra, ou se porque seus ataques, cada vez mais intensos, produzem cada vez menos efeito.
Vale a pena observar algumas manifestações desta imprensa:
No dia 19 de maio, no Jornal da Noite, William Wack recorre a uma retrospectiva histórica, onde relembra com apoio de fotos e filmes, Nasser, Nehru, Tito como experiências de independência terceiro-mundista, que já aconteceram e não deram certo, para explicar que essa é a descendência, em 2010, da política de Lula. Ou, trocando em miúdos, toda busca de autonomia, independência nacional, construção de nação que aqueles episódios testemunharam são congenitamente equivocados. O único DNA “bom” é o DNA da obediência, do colonizado, do obediente, e toda revolta deve ser condenada.
Outro exemplo é a pergunta interativa feita no tradicional programa de debates Conversas Cruzadas, da RBS TV, sobre o tema: se o Irã iria cumprir o acordo. É uma pergunta legítima, mas típica do enfoque preferencial da produção desse programa, nem em sonhos, cogitam de fazer uma pergunta que começasse, não examinando as consequências futuras, mas os significados do gesto recente: o novo peso do Brasil na política internacional.
Perderam a noção, o sentido da grandeza, a percepção da história, o significado do gesto, o valor e o peso do Brasil, a noção da Pátria, os interesses do Mundo e da Paz.
Se fazem amnésicos, não lembram nem da história recente: as invasões das “cruzadas Bush”, dos movimentos evidentes do conservadorismo americano para invadir o Irã.
E também não se lembram do passado, pois querem eternizar as condições que fizeram das grandes nações coloniais e dos grandes países industrias do século XX os dominadores e senhores da Terra. Aliás, no mesmo jornal da Noite citado, há uma passagem que claramente indica como insensato atrevimento querer alterar a “ordem natural” das coisas. Quem tem riqueza, armas, poder, tecnologia, terá cada vez mais. Quem não tem, obedecerá cada vez mais.
É disto que se trata e é isto que Lula e o Brasil enfrentam com sensibilidade e realismo, tentando romper estes limites protegendo ao mesmo tempo a possibilidade do entendimento e da Paz. Não é para qualquer um.
Texto extraído do Blog RS URGENTE, de Marco Aurélio Weissheimer.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Máfia médica


Do blog Diário Gauche:

Decisão do STF permite um assalto ao SUS

Privilégios privados e corporativos médicos querem mercantilizar a Saúde Pública brasileira


Nota pública do Conselho Estadual de Saúde/RS


O Conselho Estadual de Saúde (CES) vem a público repudiar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de ação do CREMERS, divulgada na imprensa, que permite o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, ao mesmo tempo, pagar médicos e hospitais de forma privada.


Sobre isto, o CES se manifesta:


- É uma decisão que quebra a isonomia do SUS, ou seja, afronta o direito constitucional de acesso à saúde da população, que deve ser universal, integral e gratuito;


- É uma medida que beneficia empresas que lucram com a saúde, como os convênios médicos;


- Essa prática vai gerar filas ainda maiores para o atendimento da população que não tiver dinheiro para pagar. A população que não tiver dinheiro deixará de ser atendida;


- A decisão do STF atende a uma demanda corporativa da classe médica. A ação do CREMERS demonstra que a entidade não defende o SUS. Defende a mercantilização da saúde. Não é a defesa da saúde, é a defesa da doença para lucrar sobre ela;


- A versão divulgada na imprensa é a versão do CREMERS. As notícias afirmam que a decisão do STF vai ampliar o atendimento na área da saúde. Não é verdade, a decisão do STF vai reduzir o acesso a saúde de quem mais necessita, privilegiando quem tem recursos em detrimento à maioria da população;


- A decisão do STF tenta desmontar o SUS, uma das maiores conquistas do povo brasileiro na Constituição Federal de 1988;


- O SUS serve como modelo de inclusão social e acesso à saúde no mundo, como exemplo, a política de saúde que o Governo Obama aprovou.


Conselho Estadual da Saúde/RS


Porto Alegre, 19 de maio de 2010


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A decisão do STF é muito perigosa e irresponsável. Corre-se o risco de praticamente privatizar o SUS no Brasil. Quem tem mais recursos terá mais e melhor atendimento médico do Estado.


É de admirar que o Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul) tenha patrocinado ação judicial tão torpe, excludente e antissocial.


É a volta da famigerada "diferença de classe", que deixou de vigorar em 1991, ainda quando existia o extinto Inamps. Um retrocesso censitário de proporções alarmantes.


A decisão do STF só não é trágica, porque refere-se somente ao município de Giruá (RS), embora sigam tramitando outras ações do Cremers, incluindo Porto Alegre e mais cerca de dez municípios do RS, cujo SUS é municipalizado.

Alerta máximo no SUS brasileiro. Quadrilhas corporativas querem se apropriar de uma conquista popular irrenunciável. O SUS precisa ser fortalecido e qualificado, e não virar objeto de loteamento entre os mais privilegiados da sociedade, como quer o Cremers e os planos privados de saúde (quase todos controlados por grandes bancos).

Acima, fac-símile parcial da edição de ontem do jornal Zero Hora, que trata do tema. Como sempre, o foco da matéria visa favorecer os privilégios de poucos, em detrimento da grande massa de usuários do SUS. Uma matéria de encomenda para os interesses corporativos do Cremers, grande anunciante dos veículos da RBS.

E chamam isso de Estado Laico?

Estatuto indesejado
Primor do absurdo: o Estatuto do Nascituro
Os deputados da bancada fundamentalista conseguiram aprovar, ontem, na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, o “Estatuto do Nascituro”. O projeto elimina os casos de aborto previstos atualmente em lei: quando há risco de morte para a mãe e quando a gestação é decorrente de estupro. Além disso, o texto abre brecha para a proibição de algumas medidas contraceptivas. Em síntese, o projeto revoga direitos conquistados pelas mulheres e aprofunda a realidade de dominação que as submete.

Trata-se de uma aberração intolerável. O projeto chega às raias da crueldade quando impõe, às mulheres, que mantenham uma gravidez que lhes traz risco de morte, ou quando as obriga a levarem uma gravidez que resulta de violência sexual.

Depois do fracasso do PNDH, que recuou no que tange à legalização do aborto, esse projeto é um novo ataque à decência e à dignidade.
Nota do blogueiro: A frase abaixo, encerra a justificativa do projeot de lei nº 478/07, em sua versão do ano de 2005:
"Queira Deus que esta Casa de Leis se empenhe o quanto antes em aprovar este Estatuto, para a alegria das crianças por nascer e para orgulho desta Pátria".
O velho "Deus, Pátria e Família", bordão das hordas fascistas do século passado, mantém-se como uma forte bandeira política, a assolar a sociedade, na defesa de preceitos (e preconceitos)religiosos em detrimento da vida humana.
O Projeto de lei em questão, tem na classificação do aborto com um crime hediondo um de seus mais polêmicos tópicos. A criminalização da prática se daria em qualquer situação e sem exceções. A simples defesa da prática, seria classificada como crime (de opinião?), conforme fragmento abaixo:
"Fazer publicamente apologia ao aborto ou de quem o praticou, ou incitar publicamente a sua prática:
Pena: Detenção de 6 (seis) meses a 1 (um) ano e multa."
Ou seja, o clero proíbe e silencia.
O Estatuto do Nasciturno, elimina o debate sobre o início da vida, levado às cortes, na tentativa de liberar pesquisas com células embrionárias, ao definir seu "raio de ação" até mesmo ao embrião.
Esse Projeto põe por terra, todas as tentativas de se estabelecer marcos civilizatórios e minimamente humanos, sobre a questão dos direitos reprodutivos. Expõe vítimas de pedófilos, e outros tipos de estupradores aos riscos e danos de, obrigatoriamente, manter a gravidez.
Casos como os citados abaixo, terão de ser conduzidos sob a ótica teológica, em detrimento da Humana e científica (clique nos títulos para ler):

Menina de dez anos engravida após ser estuprada pelo padrasto em pernambuco.

Direitos reprodutivos em pauta.

Pastor engravida menina e afirma: ‘Foi promessa de Deus’

Para um Estado que afirma-se laico, orientar decisões que afetem a vida de todos nesse tipo de argumento é no mínimo incoerente, tanto quanto a "presença divina" no Preâmbulo da Constituição desse Estado Laico:
"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil."

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Produtores de soja denunciam práticas da Monsanto

Do Blog RS URGENTE:


Não foi por falta de aviso. Quando os críticos da liberação desenfreada dos transgênicos alertaram que os produtores seriam escravizados pela Monsanto, foram estigmatizados – inclusive na mídia nativa – como “atrasados” e “inimigos da ciência”. Matéria de Mauro Zanatta, no Valor Econômico, relata que os produtores de soja ameaçam recorrer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra o que consideram ser práticas de manipulação e imposição de regras pela Monsanto no mercado nacional de soja transgênica. Mais do que isso: os produtores estão articulando uma “frente de resistência global” contra a Monsanto em conjunto com produtores de soja da Argentina e dos Estados Unidos. Eles acusam a empresa de cobrança abusiva de royalties sobre as sementes de soja por meio da adoção de um adicional sobre a produtividade das lavouras.
“Se você produzir acima da média de 55 sacas por hectare, tem que pagar um adicional de 2%. Se misturar com convencional, também paga. Eles querem fazer papel de governo. Vamos ao Cade conversar sobre isso”, disse ao Valor Econômico o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira da Silva. A disputa entre produtores de soja e a Monsanto se agravou em 2009, quando a empresa elevou os preços cobrados pela tecnologia, passando de R$ 0,35 para R$ 0,44 por quilo de semente. Além disso, se for flagrado com transgênico em sua carga, o produtor tem que pagar uma multa por “uso não autorizado” de 2% sobre todo o valor da produção.
Os produtores também acusam a Monsanto de agir de forma ilegal ao impor restrições sobre a produção de soja convencional. “A Monsanto está fazendo o mercado. Ela obriga os sementeiros a produzir um mínimo de 85% de transgênicos e quem quer produzir convencional tem dificuldade para achar semente. Daqui a pouco, não teremos mais essa opção”, disse ainda Silveira, que cultiva 6 mil hectares de soja, girassol e eucalipto em Campos de Júlio (MT).
A Aprosoja Brasil também está questionando a validade da patente da tecnologia transgênica Roundup Ready no Brasil. “Quando acaba a patente deles?”, pergunta o presidente da entidade.


Nota do blogueiro: Quando os tais "ruralistas", organizaram-se em bandos, quadrilhas, para contrabandear e plantar um produto proibido no Brasil (o equivalente moral a plantar maconha e pedir ao governo a liberação de sua comercialização), foram advertidos.
Quando chantagearam o governo com a maior produção da história do país, que deveria ser liberada para comercialização, foram advertidos.
Quando violaram até mesmo os termos de ajuste de conduta, na comercialização e replantio dessas variedades, mais uma vez chantageando o governo para que pudessem cometer o crime novamente, foram advertidos.
Foram advertidos das consequências ambientais, sociais e econômicas. Tornaríam-se reféns de uma única corporação. Pagariam fortunas em direitos de propriedade.
Agora choram e querem apoio do governo que "passaram para trás", que chantagearam, para que "abrandem" as consequências de sua ignorância.
Amanhã pedirão subsídios para os Royalties?
Nossos impostos pagariam mais essa?
Da classe do "não pago, prorrogo, quero mais e o povo que pague", não duvido de nada. De nada mesmo.

Um verdadeiro "Tijolaço"...

...no jornalismo panfletário da Folha de São Paulo.

Do Blog Tijolaço, do Deputado Federal Brizola Neto: