sábado, 7 de março de 2009

No olho das ruas, por Juremir Machado da Silva.

Certas nuanças do comportamento humano me fascinam. Eu custo a crer que algumas pessoas resolvam mentir correndo o risco de desmoralização pública. É por isso que acredito em Luciana Genro, Roberto Robaina e Pedro Ruas quando eles dizem ter visto um vídeo comprometedor para o governo de Yeda Crusius. Tive uma longa conversa com o vereador Pedro Ruas sobre isso. Eu disse a ele o óbvio: se as provas anunciadas pelo PSol existirem, cai o governo. Se não existirem ou nunca aparecerem, cai o PSol. Se bem que provas semelhantes não derrubaram Luiz Inácio do Planalto. Pedro Ruas não hesitou um segundo: viu, em Curitiba, um vídeo gravado por Lair Ferst com parte de 28 pontos relativos a supostos ilícitos praticados por pessoas ligadas à campanha e ao governo de Yeda Crusius.

É um jogo com lances jurídicos palpitantes. O PSol, segundo Ruas, jamais disse estar de posse das provas. Mas indicou onde estão: no Ministério Público Federal. Não disse tampouco que haveria um processo contra Aod Cunha. Ainda. Limitou-se a indicar que os tais vídeos vinculariam Aod ao caixa 2 da campanha de Yeda. O jogo jurídico é curioso. No fundo, o melhor para o PSol seria um processo movido por um dos acusados. Isso permitiria ao PSol, na condição de réu, requerer acesso às provas (os vídeos) em poder do MPF. Ninguém, no entanto, apesar das acusações gravíssimas, parece ter pressa, indignação ou vontade de recorrer à Justiça. Estômago de político é diferente. Será que é justamente para não dar ao PSol acesso legal aos vídeos? Que mundo estranho! O acusador garante ter visto provas que podem provocar um terremoto político sem precedentes. As provas estariam com os representantes da lei. Ah, bom! Então serão mostradas logo? Não se sabe. Aí é que pode morar o problema.

Pedro Ruas insiste num ponto: nenhum dos acusados negou literalmente as acusações. Nenhum deles teria dito algo simples e direto: é tudo mentira. Nem a governadora. Lair Ferst, o homem das gravações de mais de oito horas, resumidas num material explosivo de menos de 60 minutos, teria sido beneficiado pelo mecanismo da delação premiada, o que o aliviaria em seis anos de prisão. Ruas teria visto o documento da delação premiada, homologado judicialmente, mostrado pelo interessado. Olhei Ruas nos olhos. Perguntei se estava tranquilo. Quis saber se ele pegava no sono e dormia em paz. Vi um homem seguro. Admitiu que tranquilidade é uma palavra excessiva em meio a um furacão. Em contrapartida, foi categórico: as provas existem, ele as viu e agora é só uma questão de tempo. O tempo da Justiça, porém, não é o da urgência da vida.

Pode demorar muito. O argumento principal de Ruas é para mim o mais simples de todos: alguém que se respeite e tenha a perder o seu principal capital, a credibilidade, chamaria uma coletiva de imprensa para revelar ter visto um vídeo que jamais viu e que talvez nem exista? Não seria verossímil nem em novela das 8h. Nesse xadrez jurídico e político, uma pergunta de leigo pode fazer muito sentido: caixa 2, mesmo comprovado, é suficiente, neste Brasil hipermoderno, para derrubar um governo? As cassações de Cássio Cunha Lima e Jackson Lago por crime eleitoral dão o que pensar. Se Ruas estiver mentindo, merecerá um Oscar de interpretação. Isso me faz achar que o governo terá ainda de dar muitas explicações.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Assim se (des)constrói um país.

Conglomerados midiáticos, propriedade privada de pequenos grupos familiares, que mantém estreito laços comerciais com grandes conglomerados industriais, comerciais e de serviços, dos quais retiram parte de suas rendas, e aos quais defendem a qualquer custo, qualquer custo mesmo.

Tais corporações, tem por objetivo básico o mesmo de toda empresa num sistema capitalista: O lucro. Para que tenham lucro, seus financiadores não podem ter intere$$e$ contrariados por ninguém, pessoa, associação de pessoas, governos, idéias.

Para tanto, tudo o que é favorável aos grupos que os subsidiam é "bom para o país, para o povo, para a humanidade", (mesmo que esse "bom" prejudique, ou até mesmo mate a muitos).

Essa é a razão, simples e cruel, pela qual os grandes meios de comunicação " de massa", investem tão pesado na criação de estereótipos (bandidos de vermelho que invadem terras), rótulos (pobre só é pobre porque é preguiçoso ou não sabe "vislumbrar grandes oportunidades, não sabe ser "empreendedor"), mitos (essas oportunidades existem para todos, nosso sistema é perfeito), e obviamente, grandes mentiras (somos imparciais).

Isso facilmente reconhecemos em um tablóide pernicioso como por exemplo, o jornal, Zero Hora, do Rio Grande do Sul, que ao noticiar uma grande manifestação contra o governo corrupto que ajudaram a eleger, o fazem com o título: "Mais um protesto atrapalha o trânsito no centro da capital", ou estando esse mesmo governo afundando em denúncias de "esquemas", e divulgando um incremento de 560% na verba publicitária, só fabrica notícias boas.

Ou tresloucadas manifestações de apoio ao torpe, ao vil, ao cruel, à carnificina que foi a última ditadura brasileira, amaciada pelo jornal a Folha de São Paulo, em editorial que promete levar vários manifestantes às suas portas amanhã.

É sobre esse tema que fala o Professor Altamiro Borges, no excelente texto abaixo:

Repúdio à Folha e os movimentos sociais

Neste sábado, às 10 horas, será realizado um ato de repúdio ao jornal Folha de S.Paulo, que num recente editorial usou o odioso neologismo de “ditabranda” para qualificar a cruel ditadura militar brasileira que prendeu, torturou e assassinou milhares de patriotas. O evento, organizado pelo Movimento dos Sem Mídia, ocorrerá em frente ao prédio do Grupo Folhas, na Alameda Barão de Limeira, 425, no centro da capital paulista. Além do ato, um manifesto de repúdio ao editorial já coletou mais de 7 mil assinaturas.

A mobilização para este protesto democrático, contra a manipulação midiática, tem sido feita basicamente através de internet. Dezenas de sítios e blogs convocam o ato, além de denunciarem a linha editorial da Folha, que se traveste de “plural e democrática”, mas que defendeu o golpe militar de 1964 e deu apoio às brutalidades do regime. Até agora, porém, observa-se pouco engajamento dos movimentos sociais. Presos às demandas do cotidiano, eles nem sempre se dão conta das lutas de caráter mais estratégico – como a batalha nevrálgica pela democratização das comunicações, contra a ditadura midiática.

Passado e presente nefastos

O problema da Folha e da maioria dos meios privados não se restringe ao passado. Com o neologismo “ditabranda”, ela apenas deu um tiro no pé e confessou o crime. A mesma atitude golpista e autoritária, embora mais nuançada, o jornal mantém nos dias atuais. O problema não é histórico, é de classe. A mídia privada defende os interesses da residual minoria capitalista e contrapõe-se aos anseios da maioria do povo, dos trabalhadores. Com recursos poderosos, ela faz de tudo para manipular corações e mentes. Ela ocupa o papel, como já disse o revolucionário italiano Antonio Gramsci, de “partido do capital”.

Uma seleção de recentes editoriais da Folha, que refletem as opiniões da Famíglia Frias, mostra que os movimentos sociais deveriam dar mais atenção ao ato de repúdio. Além da adoração ao “deus-mercado” e da crítica implacável a qualquer medida progressista do governo, o jornal se caracteriza por atacar sem piedade as organizações populares e os direitos sociais e trabalhistas:

Ódio ao MST e ao sindicalismo

O MST é alvo recorrente. O editorial de 21 de janeiro de 2009, intitulado “Decadente aos 25”, decreta que o movimento “não amadurece”, tenta criar cizânia com o governo Lula e conclui de forma arrogante: “Encurralada pela própria decadência, o MST reage a seu modo. Desta vez, sua vanguarda de ativista recebe a ordem de avançar sobre as cidades, protagonizando mais ações estapafúrdias e desconexas. Enfrentará, além de mais processos judiciais, apenas a indiferença e desconfiança da maioria da população”.

Os direitos dos trabalhadores, inclusive ao emprego, também são negados. O editorial de 16 de janeiro de 2009, intitulado “Agitações de oratória”, ridiculariza o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, por ele ter criticado a onda de demissões no país. “Descontada a espuma retórica, ninguém haverá de ignorar o irrealismo da proposta de estabilidade no emprego numa situação econômica tão incerta como a atual”, pontifica o jornal, um dos apologistas do modelo neoliberal que levou a economia mundial ao desfiladeiro. Para a Famíglia Frias, os trabalhadores devem pagar o ônus da crise.

Contra os direitos trabalhistas

Qualquer avanço na área trabalhista ou previdenciária também é rechaçado. O editorial de 7 de janeiro, “Gestão e demagogia”, critica as negociações entre governo e centrais “para substituir o fator previdenciário – sistema implantado em 1999, que estimula a postergação da aposentadoria – por regras mais brandas. Isso comprometeria as contas públicas e representaria um retrocesso num país cuja população está envelhecendo”. Já o editorial de 8 de dezembro de 2008, “Proteção excessiva”, afirma que uma das causas do desemprego e da informalidade é “a legislação trabalhista excessivamente rígida”.

Como se observa, para o jornal Folha de S.Paulo não foi apenas a ditadura militar que foi branda. O capitalismo brasileiro também é brando demais. Deveria coibir os movimentos sociais e retirar ainda mais direitos dos trabalhadores. Apesar das peças publicitárias, a Folha tem mesmo o “rabo preso com o capital”. O leitor incauto é alvo da sua manipulação e os movimentos sociais, dos seus ataques. Não dá se omitir diante deste descarado e arrojado “partido do capital”.

A hora do Estado

'Chegou a hora da verdade"

Presidente Lula defende fortalecimento do Estado

O presidente Lula defendeu ontem, durante seminário sobre a crise internacional no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o fortalecimento do Estado, a regulamentação do sistema financeiro e os investimentos sociais como ferramentas para a recuperação econômica dos países. "Chegou a hora da verdade e da política. Não tem contemporização. Agora é hora de a gente aproveitar a crise e fazer o que não tivemos coragem de fazer nos últimos 20 anos", afirmou.

Lula defendeu a política social do governo e disse que programas como o Bolsa Família e o Luz para Todos, entre outros, contribuíram para o aumento, no mercado interno, do poder aquisitivo das classes mais pobres da população. A uma platéia formada por empresários, ministros e economistas do exterior, Lula disse que a teoria do Estado mínimo e do Estado como estorvo ao desenvolvimento não se confirmou. "Estou convencido de que a saída para esta crise só acontecerá se os governantes do mundo assumirem o papel de governantes de seus países", disse.

O presidente criticou o receituário neoliberal de gestões anteriores e que, mesmo após o fracasso dessa visão, ainda é defendido como saída por setores da oposição e da mídia. "Muitos chegaram até a falar em choque de gestão. Mas aqui no Brasil, no nosso governo, nunca falamos em choque de gestão. E ainda assim, a dívida líquida do setor público caiu de 57% para 36% do PIB", afirmou Lula.

O presidente disse ainda que instituições federais de crédito do País aumentaram os volumes para o financiamento. Dados apresentados pelo presidente mostram que a Caixa Econômica Federal, nos dois primeiros meses deste ano, disponibilizou um total de crédito de R$ 1,9 bilhão e, no mesmo período do ano passado, o valor foi de cerca de R$ 1 bilhão.

O presidente ressaltou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em seu governo, voltou a ser um banco direcionado para o desenvolvimento. Para 2009, de acordo com ele, o banco de fomento disponibilizará R$ 100 bilhões para garantir o crédito para o capital de giro das empresas que estão fazendo investimentos em infraestrutura. (Ag. Informes)

Extraído do blog do Júlio Garcia.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Enquanto o funcionalismo morre à míngua, Yeda da reajuste de 560% à "mídia amiga".

Publico abaixo, uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico, no dia 1/03/2009, extraída do blog "Tomando na Cuia Reload". Em seguida, texto extraído do blog "Zero Fora".

Governo em crise, manchete positiva

As compensações da mídia amiga


Sugestão de pauta para os estudantes de Comunicação Social: investiguem as manchetes positivas do jornal Zero Hora com relação ao governo estadual (como de hoje) e vejam se não coincide com alguma crise – das tantas – pelo qual passa o Piratini sob o comando do yedismo trololó.

Empiricamente se observa que há uma perfeita sincronia entre os vales depressivos das crises tucanas e as manchetes ufanistas, estimulantes e compensatórias da mídia amiga. Manchetes essas, aliás, que nem sempre se revelam como a expressão da verdade - como a de hoje. O benefício da notícia é a própria notícia, como propaganda (enganosa) do Piratini, já que o servidor da segurança pública pouco tem a comemorar com esse reajuste miserável oferecido pelo Executivo

Nota do blogueiro: Será que há alguma relação entre o noticiado no jornal Valor Econômico, e o que foi exposto no "Zero Fora"?

Tendo ou não, sabemos exatamente de onde vem esses 560% de incremento na máquina de fazer "boas novas" do governo tucano guasca: da saúde, das escolas fechadas, dos profissionais não convocados, do arrocho...

Déficit Zero, só quando o governo não tem de se promover, de tentar apagar os rastros de suas cag..."extrepolias".

terça-feira, 3 de março de 2009

Além de burra, é burra.

A decisão absurda do governo do Estado do Rio Grande do sul, juntamente com alguns membros do Ministério Público Estadual (leia-se Gilberto Thumbs), de fechar as escolas itinerantes do MST, pode ser classificada, no mínimo, como autoritária, temerária e burra.

Autoritária, pois é uma decisão tomada por um governo contrário à existêcia do MST, juntamente por um grupo de promotores, embasados pela mesma visão política, que se utiliza de jargões da guerra fria para varrer os "inimigos da propriedade privada", mandá-los para a Sibéria.

Temerária por ser ilegal, irracional, destemperada e provocativa. O Estado, que deveria zelar pelo bem estar de seus cidadãos, priva alguns do direito à educação que satisfaz suas necessidades, enquanto grupo, entidade social organizada, para, na melhor das hipóteses, lancá-los no espaço comum construído pela incompetência de um governo: Salas de aula superlotadas, deficientes de profissionais, de verbas, de estrutura e com uma linha ideológica, "policiada", no sentido de taxá-los como bandidos, baderneiros e foras-da-lei.

Burra, simplesmente por tal desatino onerar ainda mais os combalidos cofres do Estado, ou melhor, dos municípios, que arcam com a maior parte do custo do transporte escolar, ainda mias com esse acréscimo repentino de alunos.

E isso quem diz não é a esquerda, não é a oposição do governo Yeda Rorato Crussius, mas sim um prefeito pertencente à um partido de sua base de sustentação, e crítico do MST, o prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves, conforme artigo de Marco Aurélio Weissheimer, no blog RS URGENTE: "O prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves (PDT), notório crítico dos sem terra, declarou que prefere que as escolas itinerantes atendam as crianças do município. As Escolas itinerantes custam R$16 mil ao Governo do Estado. No caso de São Gabriel, o município precisaria desembolsar R$ 48 mil em transporte escolar para atender as crianças."

"Déficit zero", desde que não comprometa sua "guerra fria".

segunda-feira, 2 de março de 2009

Idade mental 10 anos.



A marca do atraso

Dez anos após o massacre midiático contra o Governo Olívio Dutra, Rosane de Oliveira recebeu autorização para escrever no seu blog:“Foi assim com Olívio Dutra (PT), que mal havia assumido o Palácio Piratini quando enfrentou uma oposição ensandecida e disposta a tirá-lo do cargo. Motivo? Por ter mandado a Ford embora, respondiam.Como tecnicamente perder um investimento negociado pelo antecessor não é caso para impeachment, os inimigos, liderados pelo advogado Paulo do Couto e Silva, foram à cata de motivos que pudessem ser enquadrados como crime de responsabilidade. Não encontrando, passaram meses fazendo marola com a ameaça. Depois, na CPI da Segurança, que bem poderia ser chamada de CPI do PT, o impeachment voltou a ser invocado pelos adversários de Olívio antes da conclusão dos trabalhos. A CPI pediu indiciamentos a torto e a direito, mas o Ministério Público arquivou tudo.”

Infelizmente Rosane ainda não conquistou alforria para publicar estas informações nas páginas de Zero Hora.

A demora e o local para fazer um registro, espécie de mea culpa, traduzem as dificuldades do Grupo RBS em sair da cloaca em que se meteu. Na internet não tem boi, portanto, não peçam aos internautas a mesma passividade bovina de boa parcela de gaúchos que engole a seco todas as mentiras da RBS. A internet não perdoa, registra o presente sem esquecer do passado. Nos blogs, não precisamos de autorização de ninguém para desmascarar essa mídia mascarada e golpista. Não vivemos a cabresto, nem somos patrocinados por mensalinhos...(Quer saber mais sobre isso, então não pergunte ao Políbio Braga!)

A PAZ da RBS é a dos sepulcros

O que chama a atenção no registro da colonista da RBS é o momento em que vem a público dizer o que até o reino mineral já sabia: que a RBS e a parte mais atrasada do empresariado e da política gaúcha sabiam que Olívio estava fazendo um governo verdadeiramente revolucionário. Olívio tocou nos pontos nevrálgicos da segurança pública. Apontou o jogo maçônico tanto da polícia quanto do Tribunal de Justiça. Se Bisol fosse o culpado pelos problemas de violência, com sua saída deveríamos estar vivendo dias melhores. Mas não foi isso que aconteceu. Pior, à violência das ruas somou-e a violência institucionalizada, sob orientação da Governadora Yeda. Ela escolheu o Coronel Mendes, não para prender um réu confesso como César Busatto, mas para bater em pobre. Se não fosse a Polícia Federal alguém acredita que a Secretaria de Segurança Pública do Governo Yeda teria feito alguma denúncia contra os larápios do DETRAN? A gravação divulgada por Paulo Feijó mostra quem foram e continuam sendo os sanguessugas das instituições públicas como DETRAN, BANRISUL, DAER. Deu nome e sobrenome, endereço e idade, partido e cargo, mas a RBS não mexeu um lápis para ajudar a esclarecer. Pelo contrário, perfilou-se ao lado dos larápios e deles não desgruda.

O que a tropa de chegue da Yeda, na política e na mídia, não se dá conta, é que no Governo Olívio, as denúncias foram construídas num consórcio encabeçado pela RBS e pelo que existe de mais retrógrado no RS. Ressurgiu agora com força o que, na época, registrei como Marcarthismo Gaudério em artigo publicado na Agência Carta Maior.

As denúncias envolvendo os larápios do DETRAN e o modus operandi do Governo Yeda não partiram de nenhum partido político da oposição, muito menos do PT. Aliás, o PT está calado demais para meu gosto. Calado e apanhando de graça. Parece até mulher de delegado.

O que deixa os áulicos e a turma da RBS desnorteados é que a descoberta da maior falcatrua registrada na administração pública do Rio Grande do Sul se deve ao trabalho irretocável da Polícia Federal, e à capacidade profissional e técnica da Juíza Federal de Santa Maria, Dra. Simone Barbisan Fortes, uma jovem especialista em Previdência Social.

Como Yeda & RBS não podem se voltar contra o trabalho da Justiça Federal, voltam-se contra quem quer ver tudo bem esclarecido: os honestos. Querer paz, neste caso, significa jogar lixo para debaixo do tapete, uma especialidade do Grupo RBS e sua base política na Assembléia.

Relações UmbilicaisNão nos esqueçamos que tudo o que Yeda está pondo em prática aprendeu nos corredores da RBS.


Nota do blogueiro.
Texto e fotos extraídos do blog que se apresenta com um nome muito
sugestivo: FICHA CORRIDA. Muito de acordo com o perfil dos ilustres acima. A ficha deles seria enorme, se o Brasil fosse um país sério.

domingo, 1 de março de 2009

Mais um pouco de promiscuidades público-privadas do "país do carnaval."

E a orgia continua! O erário público continua sendo (fod...), distribuído entre os "amigos do rei".

Há alguns dias atrás, li texto no Diário Gauche, do sociólogo Cristóvão Feil, nele, comentava uma matéria da revista Time (foto acima), a qual apresentava um sugetivo título: "Como salvar seu jornal". Para começar, não tenho jornal.


O post de Feil, era intitulado com uma pergunta: "Há salvação para a mídia conhecida?"


Encontrei algumas respostas à pergunta, mas a melhor de todas quem encontrou foi o presidenciável, em campanha eleitoral (ver propaganda nacional da SABESP), o Tucano José Serra (foto abaixo).



Serra fez generosas encomendas de revistas "pedagógicas" da editora ABRIL, aquela , da revista Veja, que adora atacar o governo Lula, senta no colo de tucanos e aplaude os "esquemas" de Daniel Dantas. Os valores pagos "são irrisórios", na casa dos TRÊS MILHÕES E MEIO DE REAIS, de impostos pagos pelo "gado".

As "pífias" quantias saíram diretamente das contas públicas, e entraram diretamente nas privadas da editora Abril.

Pelo que li a respeito, nenhum tipo de pesquisa foi feita, entre os docentes, sobre o tipo de material "didático" que gostariam de obter por meio de sistemáticos pagamentos feitos com dinheiro de seus impostos. Simplesmente foram adquiridas, porque o rei quis assim.

Assim, fica respondida a pergunta de Cristóvão Feil: Com dinheiro público, em mais um capítulo da "orgia que não quer acabar". Da promiscuidade público-privada. A abril mantém-se "economicamente viável" e retribui, adoçando a vida de Serra ao passo que martela seus adversários políticos.

Abaixo texto extraído do blog ONIPRESENTE, contendo todo o "esquema tucano-demo-vejista":


José Serra tem vários contratos com o grupo Abril

Por Megaterio

Diante da provocação de LN, fui ao Diário Oficial procurar informações sobre outros contratos da Editora Abril e ali há muitas coisas estranhas. Que mina de noticiais é aquele jornal, pena que não exista vida inteligente livre para pensar nas redações.

Há, por exemplo, um pedido do Deputado Felício solicitando à Secretária da Educação explicações sobre a compra reiterada da publicação da Abril Guia do Estudante (há dois contratos com 415.000 exemplares à bagatela de R$ 2,5 milhões cada um). Claro que a Secretária não explicou nada, apesar de o Deputado destacar todos os artigos e incisos que a obrigavam a fazê-lo. Entre outras coisas que ele pede é a justificativa para a contratação sem licitação. Pelo jeito essa não é a atividade da Assembléia que é bem vinda no atual governo.

Encontram-se também, facilmente, contratos para compra da Revista Recreio para as escolas, provavelmente um por escola, pois me parece que a Secretaria tem entre 5 e 6 mil escolas em sua rede de ensino. Há um contrato de 14/3/08 para a compra pela quantia de R$ 2.142.000,00 de 6 mil assinaturas anuais dessa revista, que tem 52 edições. Sendo assim, se ela foi assinada em março do ano passado, essa assinatura acabaria em fevereiro deste ano. Mas logo depois, em 23/7/08, 3 meses depois de assinado aquele contrato, há um outro contrato para mais 5.155 assinaturas. E ai mais R$ 1.840.335,00 vão para os cofres da Abril. Se essa data vale alguma coisa, então em agosto as escolas começaram a receber mais um exemplar dessa nova assinatura, que terminaria em junho próximo. Confuso não?

Ai também temos o seguinte, essa revista é destinada a crianças, talvez em idade escolar que as coloque nos primeiros anos do ensino fundamental. Será que todas as escolas da rede de ensino do estado têm esse tipo de ensino para justificar que todas recebam a revistinha? E porque, de uma assinatura para outra em período tão curto, o número de escolas muda de 6 mil para 5.155. Muitas e muitas indagações poderíamos fazer só sobre esses contratos.

Bom, ficam ai essas informações, se tiver mais algum tempinho sobrando continuo buscando as estrepolias da Abril com o Governo do Estado, até que eles resolvam colocar o Diário Oficial fora do ar.

Nota do blogueiro

O "Modo Tucano de Governar", me lembra uma música, de Dominguinhos (Isso aqui tá bom demais), se não me engano era assim:

Olha, que isso aqui tá muito bom

Isso aqui tá bom demais

Olha, quem tá fora quer entrar

Mas quem tá dentro não sai

Pois é

Olha, que isso aqui tá muito bom

Isso aqui tá bom demais

Olha, quem tá fora quer entrar

Mas quem tá dentro não sai

O pensamento do dia em 1867

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado."
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
Nota do blogueiro:
"Pensamento caduco", "ideologias estéreis de um tempo morto"... Eis que os mortos estão batendo à porta dos liberais.
E por falar neles, onde estão? Quem (além de um certo Guerdau) está pregando o Estado Mínimo hoje?
Sinais dos tempos...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Cai a máscara da "Bolha de São Paulo"

Jornal Bolha de São Paulo "sai do armário", assume tudo, segundo Eugênio Neves .
Charge extraída do Blog do Júlio Garcia.

Meias palavras e sentenças inteiras.

Recebi um informativo da Agência Carta Maior, onde figurava um texto que fazia comparações entre a forma como foram "noticiadas' as declarações de Roberto Jefferson a respeito da existência (até hoje não comprovada), de um "esquema" de corrupção, baseada no pagamento de propinas a entes políticos, episódio denominado por Jefferson, de "mensalão", e as denúncias feitas pelo PSOL, contra a governadora tucana Yeda Rorato Crussius, no mesmo jornal (o Folha-Ditabranda-de-São-Paulo).

É um absurdo como num simples título, o PIG (Partido da Imprensa Golpista), transforma as vítimas em carrascos, e os carrascos em vítimas.

O texto segue na íntegra abaixo:

Contra PSDB, jornais exigem provas
Por Rodrigo Vianna

Em 2005, Roberto Jefferson deu uma entrevista exclusiva à Folha, em que lançava dezenas de acusações contra o governo federal. Foi nessa entrevista, também, que Jefferson cunhou a expressão "Mensalão".

Vocês se lembram da manchete da Folha de S. Paulo na época? Não? Então, relembremos:

"PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson".

Agora, comparemos com o título da última sexta-feira (20/02/2009 - no "pé" da primeira página da Folha), sobre a denúncia do PSOL de Luciana Genro contra Yeda Crusius, governadora do PSDB:

"Sem provas, PSOL acusa tucanos de corrupção no RS".

Por que este "sem provas" tão cuidadoso, no título da última sexta-feira (20/02/2009)? Por uma questão de isonomia, o correto seria "Governo tucano tem corrupção e caixa dois, diz PSOL".

Por que o mesmo "sem provas" não apareceu na manchete quando Jefferson deu sua entrevista?

Hum...

Bem, talvez para a Folha, Jefferson valha mais do que o PSOL. Gosto não se discute. Ou, mais provável: qualquer denúncia contra o partido de Serra (o editorialista preferido da família Frias) merece todo cuidado! Por que a sigla "PSDB" não aparece nem na primeira página, nem na manchete de página interna?

(Isso me lembra a cobertura da Globo, na reta final da eleição de 2006. Os aloprados que tentaram comprar o dossiê contra Serra eram "petistas". O Freud Godoy era "petista". Na hora de falar de Abel Pereira, um sujeito que intermediaria negócios na gestão de Barjas Negri (PSDB) no Ministério da Saúde, aí ninguém falava em "governo do PSDB". A fórmula era: "ministro no governo anterior".)

Mas, voltemos ao caso da corrupção no Rio Grande do Sul. A denúncia é gravíssima. E já há um cadáver. Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda Crusius, apareceu morto no Lago Paranoá, em Brasília. Ele deveria ter uma reunião com o Ministério Público Federal em Brasília, logo após o Carnaval.Hum, hum...

Imagine se um ex-assessor do governo da Bahia, do PT, tivesse morrido, poucos dias antes de depor ao Ministério Público, num caso que envolve corrupção? Imagine as manchetes a essa altura? Eu imagino: "Ex-assessor petista aparece morto em Brasília". Seria manchete semana inteira, com matéria na Veja, e editorial na Folha.

Nota do blogueiro: Nem só de financiamentos milionários de empresas com interesses escusos vive uma candidatura de direita, mas de torpes manipulações midiáticas, que através de um simples título, dos termos e da disposição desses na frase, invertem o ônus da prova, em qualquer situação, à que lhes convém.

Seguindo essa linha, temos um erro crasso, no caso da matéria do "mensalão", ROBERTO JEFFERSON ACUSOU, MAS LULA E O PT, TERIAM DE PROVAR O CONTRÁRIO. É, o título da matéria da capa da "Bolha de São Paulo", subverteu a lei. Mas tudo com os mais nobres motivos: Fo... com o PT e Lula, dando chances ao tucano Alckmin, no pleito que se seguia.

Agora a coisa é bem diferente: Como quem acusa é "inimigo", e a acusada, pertence ao partido da "Bolha", a notícia vem com mel. Praticamente, desqualifica a acusação, embora nenhum membro do governo acusado tenha questionado judicialmente as manifestações do PSOL.

Parabéns ao Rodrigo Viana, pelo "furo".