Certas nuanças do comportamento humano me fascinam. Eu custo a crer que algumas pessoas resolvam mentir correndo o risco de desmoralização pública. É por isso que acredito em Luciana Genro, Roberto Robaina e Pedro Ruas quando eles dizem ter visto um vídeo comprometedor para o governo de Yeda Crusius. Tive uma longa conversa com o vereador Pedro Ruas sobre isso. Eu disse a ele o óbvio: se as provas anunciadas pelo PSol existirem, cai o governo. Se não existirem ou nunca aparecerem, cai o PSol. Se bem que provas semelhantes não derrubaram Luiz Inácio do Planalto. Pedro Ruas não hesitou um segundo: viu, em Curitiba, um vídeo gravado por Lair Ferst com parte de 28 pontos relativos a supostos ilícitos praticados por pessoas ligadas à campanha e ao governo de Yeda Crusius.sábado, 7 de março de 2009
No olho das ruas, por Juremir Machado da Silva.
Certas nuanças do comportamento humano me fascinam. Eu custo a crer que algumas pessoas resolvam mentir correndo o risco de desmoralização pública. É por isso que acredito em Luciana Genro, Roberto Robaina e Pedro Ruas quando eles dizem ter visto um vídeo comprometedor para o governo de Yeda Crusius. Tive uma longa conversa com o vereador Pedro Ruas sobre isso. Eu disse a ele o óbvio: se as provas anunciadas pelo PSol existirem, cai o governo. Se não existirem ou nunca aparecerem, cai o PSol. Se bem que provas semelhantes não derrubaram Luiz Inácio do Planalto. Pedro Ruas não hesitou um segundo: viu, em Curitiba, um vídeo gravado por Lair Ferst com parte de 28 pontos relativos a supostos ilícitos praticados por pessoas ligadas à campanha e ao governo de Yeda Crusius.sexta-feira, 6 de março de 2009
Assim se (des)constrói um país.
Conglomerados midiáticos, propriedade privada de pequenos grupos familiares, que mantém estreito laços comerciais com grandes conglomerados industriais, comerciais e de serviços, dos quais retiram parte de suas rendas, e aos quais defendem a qualquer custo, qualquer custo mesmo.A hora do Estado
O presidente Lula defendeu ontem, durante seminário sobre a crise internacional no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o fortalecimento do Estado, a regulamentação do sistema financeiro e os investimentos sociais como ferramentas para a recuperação econômica dos países. "Chegou a hora da verdade e da política. Não tem contemporização. Agora é hora de a gente aproveitar a crise e fazer o que não tivemos coragem de fazer nos últimos 20 anos", afirmou. quinta-feira, 5 de março de 2009
Enquanto o funcionalismo morre à míngua, Yeda da reajuste de 560% à "mídia amiga".

Governo em crise, manchete positiva
As compensações da mídia amiga
Sugestão de pauta para os estudantes de Comunicação Social: investiguem as manchetes positivas do jornal Zero Hora com relação ao governo estadual (como de hoje) e vejam se não coincide com alguma crise – das tantas – pelo qual passa o Piratini sob o comando do yedismo trololó.
Empiricamente se observa que há uma perfeita sincronia entre os vales depressivos das crises tucanas e as manchetes ufanistas, estimulantes e compensatórias da mídia amiga. Manchetes essas, aliás, que nem sempre se revelam como a expressão da verdade - como a de hoje. O benefício da notícia é a própria notícia, como propaganda (enganosa) do Piratini, já que o servidor da segurança pública pouco tem a comemorar com esse reajuste miserável oferecido pelo Executivo
Nota do blogueiro: Será que há alguma relação entre o noticiado no jornal Valor Econômico, e o que foi exposto no "Zero Fora"?
Tendo ou não, sabemos exatamente de onde vem esses 560% de incremento na máquina de fazer "boas novas" do governo tucano guasca: da saúde, das escolas fechadas, dos profissionais não convocados, do arrocho...
Déficit Zero, só quando o governo não tem de se promover, de tentar apagar os rastros de suas cag..."extrepolias".
terça-feira, 3 de março de 2009
Além de burra, é burra.
Autoritária, pois é uma decisão tomada por um governo contrário à existêcia do MST, juntamente por um grupo de promotores, embasados pela mesma visão política, que se utiliza de jargões da guerra fria para varrer os "inimigos da propriedade privada", mandá-los para a Sibéria.
Temerária por ser ilegal, irracional, destemperada e provocativa. O Estado, que deveria zelar pelo bem estar de seus cidadãos, priva alguns do direito à educação que satisfaz suas necessidades, enquanto grupo, entidade social organizada, para, na melhor das hipóteses, lancá-los no espaço comum construído pela incompetência de um governo: Salas de aula superlotadas, deficientes de profissionais, de verbas, de estrutura e com uma linha ideológica, "policiada", no sentido de taxá-los como bandidos, baderneiros e foras-da-lei.
Burra, simplesmente por tal desatino onerar ainda mais os combalidos cofres do Estado, ou melhor, dos municípios, que arcam com a maior parte do custo do transporte escolar, ainda mias com esse acréscimo repentino de alunos.
E isso quem diz não é a esquerda, não é a oposição do governo Yeda Rorato Crussius, mas sim um prefeito pertencente à um partido de sua base de sustentação, e crítico do MST, o prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves, conforme artigo de Marco Aurélio Weissheimer, no blog RS URGENTE: "O prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves (PDT), notório crítico dos sem terra, declarou que prefere que as escolas itinerantes atendam as crianças do município. As Escolas itinerantes custam R$16 mil ao Governo do Estado. No caso de São Gabriel, o município precisaria desembolsar R$ 48 mil em transporte escolar para atender as crianças."
"Déficit zero", desde que não comprometa sua "guerra fria".
segunda-feira, 2 de março de 2009
Idade mental 10 anos.

Relações UmbilicaisNão nos esqueçamos que tudo o que Yeda está pondo em prática aprendeu nos corredores da RBS.domingo, 1 de março de 2009
Mais um pouco de promiscuidades público-privadas do "país do carnaval."

Há alguns dias atrás, li texto no Diário Gauche, do sociólogo Cristóvão Feil, nele, comentava uma matéria da revista Time (foto acima), a qual apresentava um sugetivo título: "Como salvar seu jornal". Para começar, não tenho jornal.
O post de Feil, era intitulado com uma pergunta: "Há salvação para a mídia conhecida?"
Encontrei algumas respostas à pergunta, mas a melhor de todas quem encontrou foi o presidenciável, em campanha eleitoral (ver propaganda nacional da SABESP), o Tucano José Serra (foto abaixo).

Serra fez generosas encomendas de revistas "pedagógicas" da editora ABRIL, aquela , da revista Veja, que adora atacar o governo Lula, senta no colo de tucanos e aplaude os "esquemas" de Daniel Dantas. Os valores pagos "são irrisórios", na casa dos TRÊS MILHÕES E MEIO DE REAIS, de impostos pagos pelo "gado".
As "pífias" quantias saíram diretamente das contas públicas, e entraram diretamente nas privadas da editora Abril.
Pelo que li a respeito, nenhum tipo de pesquisa foi feita, entre os docentes, sobre o tipo de material "didático" que gostariam de obter por meio de sistemáticos pagamentos feitos com dinheiro de seus impostos. Simplesmente foram adquiridas, porque o rei quis assim.
Assim, fica respondida a pergunta de Cristóvão Feil: Com dinheiro público, em mais um capítulo da "orgia que não quer acabar". Da promiscuidade público-privada. A abril mantém-se "economicamente viável" e retribui, adoçando a vida de Serra ao passo que martela seus adversários políticos.
Abaixo texto extraído do blog ONIPRESENTE, contendo todo o "esquema tucano-demo-vejista":
José Serra tem vários contratos com o grupo Abril
Por Megaterio
Diante da provocação de LN, fui ao Diário Oficial procurar informações sobre outros contratos da Editora Abril e ali há muitas coisas estranhas. Que mina de noticiais é aquele jornal, pena que não exista vida inteligente livre para pensar nas redações.
Há, por exemplo, um pedido do Deputado Felício solicitando à Secretária da Educação explicações sobre a compra reiterada da publicação da Abril Guia do Estudante (há dois contratos com 415.000 exemplares à bagatela de R$ 2,5 milhões cada um). Claro que a Secretária não explicou nada, apesar de o Deputado destacar todos os artigos e incisos que a obrigavam a fazê-lo. Entre outras coisas que ele pede é a justificativa para a contratação sem licitação. Pelo jeito essa não é a atividade da Assembléia que é bem vinda no atual governo.
Encontram-se também, facilmente, contratos para compra da Revista Recreio para as escolas, provavelmente um por escola, pois me parece que a Secretaria tem entre 5 e 6 mil escolas em sua rede de ensino. Há um contrato de 14/3/08 para a compra pela quantia de R$ 2.142.000,00 de 6 mil assinaturas anuais dessa revista, que tem 52 edições. Sendo assim, se ela foi assinada em março do ano passado, essa assinatura acabaria em fevereiro deste ano. Mas logo depois, em 23/7/08, 3 meses depois de assinado aquele contrato, há um outro contrato para mais 5.155 assinaturas. E ai mais R$ 1.840.335,00 vão para os cofres da Abril. Se essa data vale alguma coisa, então em agosto as escolas começaram a receber mais um exemplar dessa nova assinatura, que terminaria em junho próximo. Confuso não?
Ai também temos o seguinte, essa revista é destinada a crianças, talvez em idade escolar que as coloque nos primeiros anos do ensino fundamental. Será que todas as escolas da rede de ensino do estado têm esse tipo de ensino para justificar que todas recebam a revistinha? E porque, de uma assinatura para outra em período tão curto, o número de escolas muda de 6 mil para 5.155. Muitas e muitas indagações poderíamos fazer só sobre esses contratos.
Bom, ficam ai essas informações, se tiver mais algum tempinho sobrando continuo buscando as estrepolias da Abril com o Governo do Estado, até que eles resolvam colocar o Diário Oficial fora do ar.
Nota do blogueiro
O "Modo Tucano de Governar", me lembra uma música, de Dominguinhos (Isso aqui tá bom demais), se não me engano era assim:
Olha, que isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai
Pois é
Olha, que isso aqui tá muito bom
Isso aqui tá bom demais
Olha, quem tá fora quer entrar
Mas quem tá dentro não sai
O pensamento do dia em 1867
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Cai a máscara da "Bolha de São Paulo"
Meias palavras e sentenças inteiras.
É um absurdo como num simples título, o PIG (Partido da Imprensa Golpista), transforma as vítimas em carrascos, e os carrascos em vítimas.
O texto segue na íntegra abaixo:
Contra PSDB, jornais exigem provas
Por Rodrigo Vianna
Em 2005, Roberto Jefferson deu uma entrevista exclusiva à Folha, em que lançava dezenas de acusações contra o governo federal. Foi nessa entrevista, também, que Jefferson cunhou a expressão "Mensalão".
Vocês se lembram da manchete da Folha de S. Paulo na época? Não? Então, relembremos:
"PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson".
Agora, comparemos com o título da última sexta-feira (20/02/2009 - no "pé" da primeira página da Folha), sobre a denúncia do PSOL de Luciana Genro contra Yeda Crusius, governadora do PSDB:
"Sem provas, PSOL acusa tucanos de corrupção no RS".
Por que este "sem provas" tão cuidadoso, no título da última sexta-feira (20/02/2009)? Por uma questão de isonomia, o correto seria "Governo tucano tem corrupção e caixa dois, diz PSOL".
Por que o mesmo "sem provas" não apareceu na manchete quando Jefferson deu sua entrevista?
Hum...
Bem, talvez para a Folha, Jefferson valha mais do que o PSOL. Gosto não se discute. Ou, mais provável: qualquer denúncia contra o partido de Serra (o editorialista preferido da família Frias) merece todo cuidado! Por que a sigla "PSDB" não aparece nem na primeira página, nem na manchete de página interna?
(Isso me lembra a cobertura da Globo, na reta final da eleição de 2006. Os aloprados que tentaram comprar o dossiê contra Serra eram "petistas". O Freud Godoy era "petista". Na hora de falar de Abel Pereira, um sujeito que intermediaria negócios na gestão de Barjas Negri (PSDB) no Ministério da Saúde, aí ninguém falava em "governo do PSDB". A fórmula era: "ministro no governo anterior".)
Mas, voltemos ao caso da corrupção no Rio Grande do Sul. A denúncia é gravíssima. E já há um cadáver. Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda Crusius, apareceu morto no Lago Paranoá, em Brasília. Ele deveria ter uma reunião com o Ministério Público Federal em Brasília, logo após o Carnaval.Hum, hum...
Imagine se um ex-assessor do governo da Bahia, do PT, tivesse morrido, poucos dias antes de depor ao Ministério Público, num caso que envolve corrupção? Imagine as manchetes a essa altura? Eu imagino: "Ex-assessor petista aparece morto em Brasília". Seria manchete semana inteira, com matéria na Veja, e editorial na Folha.
Nota do blogueiro: Nem só de financiamentos milionários de empresas com interesses escusos vive uma candidatura de direita, mas de torpes manipulações midiáticas, que através de um simples título, dos termos e da disposição desses na frase, invertem o ônus da prova, em qualquer situação, à que lhes convém.
Seguindo essa linha, temos um erro crasso, no caso da matéria do "mensalão", ROBERTO JEFFERSON ACUSOU, MAS LULA E O PT, TERIAM DE PROVAR O CONTRÁRIO. É, o título da matéria da capa da "Bolha de São Paulo", subverteu a lei. Mas tudo com os mais nobres motivos: Fo... com o PT e Lula, dando chances ao tucano Alckmin, no pleito que se seguia.
Agora a coisa é bem diferente: Como quem acusa é "inimigo", e a acusada, pertence ao partido da "Bolha", a notícia vem com mel. Praticamente, desqualifica a acusação, embora nenhum membro do governo acusado tenha questionado judicialmente as manifestações do PSOL.
Parabéns ao Rodrigo Viana, pelo "furo".
