quarta-feira, 31 de março de 2010

Eles querem a volta da "Educação Moral e Cívica"...

Um dos maiores atentados cometidos pela última ditadura (1964-1985), sem dúvida, foi a degradação dos currículos escolares e universitários.
Os "acordos" MEC-USAID, a reforma universitária (Lei nº. 5.540/68), que desfiguraram o ensino no país, formando duas categorias de escolas, as tecnicistas, para os filhos dos operários, que aprenderiam a serm operários, e as científicas, para os filhos da elite, que os levariam até a universidade.
Nessa linha, e com o famoso lema da "segurança nacional" e do enfrentamento da "ameaça vermelha", disciplinas humanas foram varridas dos currículos escolares e dos cursos superiores. Sociologia e Filosofia, báscias para a formação de qualquer senso crítico, foram substituídas por Educação Moral e Cívica, no ensino fundamental (ensinava a cantar o Hino Nacional e a vangloriar os "Grandes Heróis da pátria"), OSPB (Organização Social e Política Brasileira), para o ensino médio (repetia as mesmas coisas, mas com um viés mais institucional, voltado a formar indivíduos seguidores da ordem estabelecidas), e a famosa EPB, Estudo dos Problemas Brasileiros, para o ensino superior (os problemas eram todos vermelhos). Disciplinas´de viés tecnicista e sem nenhum aprofundamento teórico-crítico.
A própria História, praticamente fundida à Geografia, mutilada de toda a teoria (porque era coisa de comunista), foi deixada de lado, como uma opção de seunda ou terceira categoria.
A prevalacência do técnico sobre o humano.
não causa-me estranhesa, ler a matéria do panfleto-político e ideológico chamado VEJA, na qual indiscriminadamente ataca o retorno das disciplinas de Sociologia e Filosofia aos currículos escolares de forma obrigatória, sob argumentação que relembra o tom de "caça às bruxas", instalado após o glpe de 64, classificando a decisão de ideológica e pouco prática.
O próprio título da matéria, remete a velha discussão entre os valores das humanas, frente as disciplinas técnicas ("Agora obrigatórias no ensino médio brasileiro, as aulas de sociologia e filosofia abusam de conceitos rasos e tom panfletário. Matemática que é bom..."), obviamente, posicionando-se ideológicamente a favor de um campo, o técnico: "e a matemática que é bom".
Sempre amparada por especialistas, de especialidades duvidosas (incluíndo comentaristas do panfleto-revista), a matéria é baseada na crença liberal, de que a educação deve ser conduzida por técnicos, para formar técnicos.
A quem assusta tanto um cidadão pensante?
Estudantes questionadores?
A mim não.
Mas à Veja...
Abaixo o texto a que me refiro:
Sob o domínio da ideologia
Marcelo Bortoloti
Veja - 29/03/2010
Ideologia na cartilha
Agora obrigatórias no ensino médio brasileiro, as aulas de sociologia e filosofia abusam de conceitos rasos e tom panfletário. Matemática que é bom...
Os 8 milhões de estudantes brasileiros matriculados no ensino médio passaram a receber neste ano aulas de sociologia e filosofia - disciplinas que, por lei, se tornaram obrigatórias em escolas públicas e particulares. Com base nas diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Educação, cada estado fez o seu currículo, no qual a maioria dos colégios privados também se espelha em algum grau. A leitura atenta desse material traz à luz um festival de conceitos simplificados e de velhos chavões de esquerda que, os especialistas concordam, estão longe de se prestar ao essencial numa sala de aula: expandir o horizonte dos alunos. Não faltam exemplos de obscurantismo. Para se ter uma ideia, no Acre uma das metas do currículo de sociologia é ensinar os estudantes a produzir regimentos internos para sindicatos de trabalhadores - verdadeiro absurdo. Um dos explícitos objetivos das aulas em Goiás, por sua vez, é incrustar no aluno a ideia de que "a constante diminuição de cargos em empresas do mundo capitalista é um fator estrutural do sistema econômico" (visão pedestre que desconsidera o fato de que esse mesmo regime resultou em mais e melhores empregos no curso da história). Sem dar às questões a complexidade que elas merecem, as aulas abrangem de tudo: no Espírito Santo, por exemplo, a filosofia abarca da culinária capixaba aos ritmos indígenas. Conclui o sociólogo Simon Schwartzman: "Tratadas com superficialidade e viés ideológico, essas disciplinas só tendem a estreitar, no lugar de ampliar, a visão de mundo".

O viés presente nas aulas de sociologia e filosofia tem suas raízes fincadas nas faculdades de ciências sociais - de onde saíram, ou a que ainda pertencem, os professores responsáveis pela confecção dos atuais currículos. Desde a década de 70, quando se firmaram como trincheiras de combate à ditadura militar nas universidades, tais cursos se ancoram no ideário marxista, à revelia da própria implosão do comunismo no mundo - e estão cada vez mais distantes do rigor e da complexidade do pensamento do alemão Karl Marx (1818-1883). Diz a doutora em ciências sociais Eunice Durham, da Universidade de São Paulo: "Boa parte dessas faculdades propaga apenas panfletos pseudomarxistas repletos de clichês e generalizações, sem se dar sequer ao trabalho de consultar o original". Isso se reflete agora, e de forma acentuada, nos currículos escolares de sociologia e filosofia, criticados até mesmo por quem participou da feitura deles. À frente da equipe que compôs os do Rio de Janeiro, a educadora Teresa Pontual, subsecretária estadual de Educação, chega a reconhecer: "Se criássemos diretrizes distantes demais da realidade dos professores, eles simplesmente não as aplicariam na sala de aula - fomos apenas realistas".

Sob a influência francesa, a sociologia e a filosofia começaram a ganhar espaço no ensino médio brasileiro no fim do século XIX, até se tornarem obrigatórias, ainda que com pequenas interrupções, entre 1925 e 1971. Seu retorno definitivo ao currículo, sacramentado por uma lei aprovada no Congresso dois anos atrás para entrar em vigor justamente agora, era um pleito antigo dos sindicatos dos profissionais dessas áreas. Em 2001, projeto de lei com o mesmo propósito havia passado pelo Congresso, só que acabou vetado pelo então presidente (e sociólogo) Fernando Henrique Cardoso. À época, um parecer do MEC afirmava que os gastos para os estados seriam altos demais e que não havia no país professores em número suficiente para atender à nova demanda. Desta vez, o próprio ministro Fernando Haddad, filósofo de formação, empenhou-se para aprovar o texto. Daqui para a frente, de acordo com um levantamento do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, serão recrutados mais 20 000 professores no país inteiro. Trata-se de algo temerário, segundo alerta o sociólogo Bolívar Lamounier: "Não há tanta gente qualificada para desempenhar tal função no Brasil". A experiência recente das próprias escolas já sinaliza isso. "Está sendo duríssimo achar professores dessas áreas que sejam desprovidos da visão ideológica", conta Sílvio Barini, diretor do São Domingos, colégio particular de São Paulo.

Ao obrigar as escolas a ensinar sociologia e filosofia a todos os alunos, o Brasil se junta à maioria dos países da América Latina - e se distancia dos mais avançados em sala de aula, que oferecem essas disciplinas apenas como eletivas. Deixá-las de fora da grade fixa é uma decisão que se baseia no que a experiência já provou. Resume o economista Claudio de Moura Castro, articulista de VEJA e especialista em educação: "Os países mais desenvolvidos já entenderam há muito tempo que é absolutamente irreal esperar que todos os estudantes de ensino médio alcancem a complexidade mínima dos temas da sociologia ou da filosofia - ainda mais num país em que os alunos acumulam tantas deficiências básicas, como o Brasil". Em outros países da América Latina, esse tipo de iniciativa também costuma resvalar em aulas contaminadas pela ideologia de esquerda, preponderante nas escolas. Não será desse jeito que o Brasil dará o necessário passo rumo à excelência.

Lula desmonta o P.I.G.

P.I.G = Partido da Imprensa Golpista.
Foram sete anos de agressões sistemáticas, mostrando o que convinha, escondendo o que convinha. O Partido da Imprensa Golpista golpeou o Governo Lula com tanta força, com tanta gana, que em certos momentos, tínhamos a impressão de que o próximo movimento era o apoia a uma quartelada, como a do 1º de abril de 1964.
Isso sem contar as armações que o impediram de ser presidente, desde a primeira candidatura, em 1989.
Em fim de mandato, um desabafo. em fim de mandato, um recado, nada sutil, mas muito verdadeiro, do Presidente Lula, ao P.I.G.
No vídeo abaixo:
"Eles sabem que o Brasil mudou de patamar."

segunda-feira, 29 de março de 2010

Programas de inclusão de Zé Pedágio.


"Cuidadores voluntários"

Governo Serra não cumpre a Lei.
A reportagem abaixo, extraída do "Jornal da Tarde", mostra a "sensibilidade, o compromisso com a educação, a legalidade e o caráter social do Governo Demo-Tucano de José Serra, no Estado de São Paulo.
Pais de filhos portadores de deficiência tem de acompanhar seus filhos à escola, pois essas não estão preparadas para recebê-los.
Dentro da velha ótica tucana de "xoques de jestã", o governo de Zé Pedágio desampara, justamente os alunos que mais precisam da estrutura do Estado para ter acesso à educação.
A simples idéia de destacar um dos pais para acompanhar o filho deficiente à escola é patética na essência, uma mostra de que esse governo surfa em nuvens cor de rosa, alheio à vida urbana moderna.
Normalmete, ambos os pais trabalham, é uma parte do sacriício necessário para sobreviver em cidades como São Paulo, onde somente o custo de transporte consome cerca de 15 a 20% da renda de um trabalhador. Ter uma criança, portadora de deficiência, requer uma logística mais sofisticada, para proporcionar um mínimo de conforto e diginidade a alguém que nãopode fazer tudo sozinho. Isso demanda gastos maiores.
E o presidenciável José Serra quer que um dos pais estreja de prontidão, como um funcionário da escola, para realizar a tarefa que o estado deveria manter?
Onde Serra anda aplicando o dinheiro do Fundeb?

Segue reportagem do Jornal da Tarde:


Fábio Mazzitelli,

Mariana Lenharo

As escolas estaduais paulistas estão pedindo aos pais de estudantes com deficiência física que fiquem com os filhos na classe durante o período de aula. A presença de um familiar na escola é colocada por diretores dos colégios públicos como condição para acolher esses alunos, em geral cadeirantes com limitações motoras graves, diante da falta de estrutura para abrigá-los no ensino regular. A inclusão desses estudantes é garantida por lei.
O aposentado Helton Messias, de 64 anos, foi à Justiça. Pai de Matheus, 6 anos, ele se recusou a seguir a orientação da direção do colégio estadual e entrou com uma ação pedindo adaptações que tornem a escola mais acessível e indenizações por danos moral (R$ 300 mil) e material (R$ 10 mil).
Matriculado no 1º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Marina Cintra, na Consolação, região central da capital, Matheus ainda não foi à aula neste ano. Tem mielomeningoncele, lesão congênita da medula espinhal que causa problema neurológico incurável. É cadeirante e tem que usar fralda, pois não tem controle sobre o esvaziamento da bexiga. Precisa de uma carteira adaptada para ele e de um cuidador.
“Não tem cabimento acompanhá-lo na escola. Entrei com ação de obrigação de fazer contra o governo. É direito dele”, diz o pai. “Isso é importante porque, além de beneficiar meu filho, pode dar abertura a outras crianças na mesma situação”, afirma Messias.
Alguns pais aceitam acompanhar o filho, mas a prática tem gerado confusão entre os papéis que cabem ao colégio e à família. “Como estou lá o dia todo, podiam me pagar para fazer isso”, diz Maria de Fátima Lima, mãe de uma estudante cadeirante de 14 anos.
A falta de funcionários é uma das hipóteses para o problema. “A escola está desamparada de serviços de apoio para acolher as crianças com deficiência. Não sou a favor, mas a escola não vê outra saída”, analisa Darcy Raiça, coordenadora do curso de Educação Inclusiva da PUC. “O pai não deve ficar na classe. Isso pode comprometer o trabalho do professor e o desempenho do aluno.”
Segundo a Secretaria Estadual da Educação, a prática de pedir aos pais para que acompanhem o filho com deficiência durante o período de aula ocorre como “parceria” porque não existe a função de cuidador no quadro de funcionários das escolas estaduais.).
O QUE DIZ A LEI
A matrícula de estudantes com necessidades especiais na rede regular de ensino é um direito garantido pela Lei das Diretrizes e Bases da educação brasileira
Em 2008, foi elaborada a política nacional de educação especial, que prevê o cuidador, e publicado decreto federal que abriu caminho para a ampliação do atendimento educacional especializado na rede pública, criando repasses dobrados do Fundeb para alunos que recebem esse atendimento.

Sobre grilheiros e comparsas.

Reportagem mostrada pela Rede Record, mostra a forma como a promiscuidade público-privada, faz mandatários, que fazem redes de televisão, que por sua vez faz mandatários, num eterno ciclo de putaria institucional, onde um lava as costas do outro, enquanto os favores perduram.
A Rede Globo, tomou posse, cercou e proibiu o acesso a um terreno público, em área nobre da cidade de São paulo, adjunta aos seus estúdios.
Os invasores fincaram seus palanques, sob olhares coniventes de sucessivos governos demo-tucanos, e utilizaram a bel prazer, como uma extensão de seus domínios territoriais, construindo pistas para cooper de seus funcionários, e, como mostra a reportagem, proibindo o acesso de seus proprietários: O povo de São Paulo.
11 anos de posse irregular, quando a bosta bateu no ventilador, costuraram um convênio de emergência com o tucano de plantão, o presidenciável José Serra, para celebrar um convênio de emergência, antes que a questão ganhasse um vulto maior.
Prontamente atendidos, vão construir uma "escola global", com grade curricular elaborada por profissionais, pasmem, da Globo.
Ah, já ia esquecendo: O nome da escola será: Roberto Marinho.
Desse jeito, até eu tenho "IBOPE", ou "Datafolha" o suficiente para concorrer a qualquer coisa.
O vídeo-denúncia de Rede Record, pode ser visto abaixo:

quinta-feira, 25 de março de 2010

"Salário PSDB".

Nota publicada no site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim, evidenciando a política tucana de arroxo salarial, imposta aos funcionários públicos de São Paulo:

"No último dia 18 de março (quinta-feira), o SINDPD foi informado por meio do Seprosp que a Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), embora participante e fiadora do acordo salarial fechado no dia 9 de março, afirmou unilateralmente que não iria conceder o aumento salarial fixado em acordo coletivo para os funcionários da empresa.
O motivo, segundo o presidente da Prodesp, Mário Manuel Seabra Bandeira, seria a expressa deliberação baixada pelo secretário-chefe da Casa Civil, Aloísio Nunes, por meio da Circular CPS nº 01/2009. Na nota, Aloísio determina que todos os órgãos públicos, devem promover o arrocho irrestrito ao salário dos servidores.
Esta deliberação já havia sido denunciada pelo presidente do SINDPD, Antonio Neto, em seu blog, no início deste ano. A norma, intitulada de política salarial para o Estado de São Paulo, foi divulgada no dia 17 de novembro para nortear as negociações coletivas com os sindicatos correspondentes de cada categoria dos servidores públicos estaduais no ano de 2010.
Segundo denunciou Antonio Neto, “os “parâmetros” de negociação estabelecidos pelo governo Serra, dita que ‘o somatório das despesas decorrentes da correção salarial e da majoração do valor global dos benefícios não poderá ultrapassar o impacto correspondente à aplicação, na folha de pagamentos total (salários, benefícios e encargos), do índice de variação do IPC-FIPE acumulado no período relativo aos doze meses anteriores à vigência do Acordo Coletivo’”.A circular restritiva determina ainda que “fica vedada a criação de benefícios, por liberalidade, bem como a majoração ou expansão dos previstos na legislação trabalhista”.
Aloísio Nunes orienta seus secretários a conduzir as negociações salariais com o objetivo de “reduzir, de forma progressiva até sua completa extinção, eventual garantia do nível de emprego constante de Norma Coletiva”. Além disso, seus subalternos devem “suprimir, ou alternativamente congelar, as vantagens atribuídas exclusivamente em função do tempo de serviço prestado na entidade, tais como Adicional por Tempo de Serviço, Anuênio, Triênio e outras congêneres”.
“É necessário por um fim nesta política violenta, recessiva e sem cabimento do governo de São Paulo. Literalmente a circular determina que os órgãos públicos são obrigados a não conceder aumentos reais de salários para os servidores, além de tentar cortar brutalmente todo e qualquer benefício conquistado pelos trabalhadores no processo democrático de mobilização implementado pelos sindicatos”, denuncia Neto."

Nota do blogueiro: A ìntegra do Ofício da Casa Civil Serrista, pode ser vista aqui.
O P.I.G vai ter de esconder mais greves.
Professores, policiais, profissionais de processamento de dados.
São Paulo vai parar. Mas no P.I.G, ninguém vai ver.
O mais incrível é ver funcionários públicos defendendo essa canalha.
Queres "vale-rosca" ao invés de refeição.
Fim da garantia de emprego.
Subtração de direitos trabalhistas.
Vote 45.

Escolas de SP são orientadas a se calar sobre greve

Pelo menos 77 escolas estaduais da zona leste de São Paulo foram orientadas a não dar informações para a imprensa sobre a greve dos professores. A iniciativa partiu da Diretoria de Ensino da Região Leste 3, em comunicado enviado por e-mail aos diretores das escolas no início do mês. A região leste 3 compreende os distritos de Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, Lajeado e São Rafael.
No texto, a diretoria afirma que, por causa da paralisação, que teve início no dia 8, "a imprensa está entrando em contato diretamente com as escolas solicitando dados e entrevista." E pede: "solicitamos ao diretor de escola para não atender a esta solicitação." O comunicado ainda orienta como proceder em relação ao envio de informações sobre a greve para o governo, detalhando dias e turnos em que os professores estiveram ausentes.
Em nota divulgada ontem, o governo afirmou que a orientação da diretoria regional "é para que os pedidos de jornalistas às escolas sejam encaminhados à assessoria de imprensa da Secretaria da Educação". O texto ainda afirma que o setor deve fornecer informações e entrevistas solicitadas por jornalistas, já que "o trabalho da assessoria de imprensa é uma praxe em instituições públicas e privadas". Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), a medida "fere a liberdade de expressão".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nota do blogueiro: Claro, a Dilma é ameaça a Liberdade de Imprensa. Cadê o "clubinho do Millenium"?

quarta-feira, 24 de março de 2010

PT de Santiago.


Recebi o e-mail abaixo, da Comissão Executiva do Partido dos Trabalhadores de Santiago, minha cidade natal, situada na fronteira-oeste do Rio Grande do Sul, e um conhecido "feudo" da direita oligárquica dos pampas.

Os "heróis da resistência", à ditadura do latifúndio, renovaram a direção partidária, a Comissão Executiva e o diretório, do qual tenho orgulho de ter participado, ao lado de figuras históricas da região.

Também puseram seu novo Blog no ar, que pode ser acessado clicando aqui:


"Olá, companheiros e companheiras.


Este é o novo e-mail oficial do PT - Partido dos Trabalhadores de Santiago. O endereço fica disponível a todos que quiserem entrar em contato com o Partido Através da Internet.

Também aproveitamos para divulgar nosso blog, com noticias do PT santiaguense e artigos Propõem que reflexões sobre a vida de Todos nós, brasileiros. O endereço é http://ptsantiagors.blogspot.com/

Desta forma, buscamos estreitar os laços com uma comunidade, utilizando esta nova Ferramenta, é que a Rede Mundial de Computadores.

Desde já, agradecemos pela atenção e pedimos que ajudem na divulgação de nosso blog e e-mail.


Saudação a todos.


Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de Santiago / RS"



Esse humilde portal está a disposição dessa militância aguerrida de Santiago.
Abraços a todos.

Onde está o "Café Millenium" agora?

Precisamos de mais um encontro dos paladinos da "liberdade de imprensa", convocada em caráter extraordinário e de emergência.
Um atentado ao direito de livre manifestação, à liberdade de expressão acaba de ocorrer no Estado do Rio Grande do Sul, onde está o grupo Millenium?
Corram até a "chefatura", liguem os holofotes, convoquem os "defensores da liberdade" a enfrentar esse mal.
Abaixo o texto, extraído do blog Cloaca News:




Na tarde de ontem, terça-feira, por ordem do Desembargador Marco Aurélio dos Santos Caminha, juiz do TRE-RS, foi cumprido um “mandado de busca e apreensão” nas dependências das sedes municipal e estadual do Partido dos Trabalhadores, bem como no gabinete da Bancada do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre. Expedido em caráter liminar, para atender ao choramingo do PMDB local, o documento ordenou o recolhimento sumário de todos os exemplares remanescentes de um Boletim Informativo do PT porto-alegrense, publicado e distribuído há duas semanas. A publicação, que você pode ler na íntegra aqui, reproduziu as denúncias da Polícia Federal e do Ministério Público de que um esquema criminoso instalara-se na Secretaria Municipal de Saúde, desviando cerca de 10 milhões de reais do Programa Saúde da Família na capital gaúcha.
A ordem do magistrado não esclarece os motivos que o levaram à tresloucada decisão de vilipendiar a liberdade de expressão.

domingo, 21 de março de 2010

A credibilidade do IBOPE.

" Sobe Serra, sobe."


É sabido que pesquisas de opinião só revelam aquilo que quem pagou mais quer que revele, mas raras vezes vimos uma sucessão de opiniões tresloucadas como as do Presidente do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, sobre os cenários para a sucessão presidencial desse ano, parecia torcida.
Essas opiniões, avaliam pesquisas, e induzem muita gente a crer nelas. Imaginem, o presidente do IBOPE, afirma, de forma categórica, que um candidato vai atingir tantos por cento da preferência do eleitorado, um ano antes da eleição. Deve ser um gênio. Tem até máquina do tempo. Seus métodos de pesquisa são infalíveis. Ou estamos falando de um bufão, que diz o que pensa, e deixa que os otários creiam ser ciência.
Abaixo, e em ordem cronológica, alguns dos "non senses" de Montenegro:
28 de abril de 2009, Coluna "Coisas da Política, do Jornal do Brasil": “Tudo indica que Dilma Rousseff chegará ao final da campanha com cerca de 15% a 17% dos votos. O favorito continua sendo o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). E, se ninguém mais se projetar, é grande o risco de a eleição ser decidida no primeiro turno. O Ciro Gomes (PSB), por exemplo, sai com 14%, mas pode acabar com 6%, 5%, 4%.”
29 de abril de 2009, Blog do ricardo kotscho: “Dilma deve, num primeiro momento, manter os mesmos índices anteriores. A transferência de votos do presidente Lula para ela chegará mais adiante a um patamar de 15%. A partir daí, será difícil conquistar cada ponto a mais.”
Julho de 2009: “As pesquisas mostram que ela já é conhecida de cerca de 80% do eleitorado. Serra é conhecido de 90% e tem manifestações de votos próximas de 40%. Dilma, com 80% de conhecimento, só tem 16% das pessoas dispostas a elegê-la. Acho que a ministra, sim, está chegando ao teto. Vamos olhar a rejeição à Dilma: bateu em 32,4%. É muito alto. Maior do que a do Aécio e a do Serra.”

Agosto de 2009, entrevista para o Panfleto-Revista Veja: "A Dilma, em qualquer situação, teria 1% dos votos. Com o apoio de Lula, seu índice sobe para esse patamar já demonstrado pelas pesquisas, entre 15% e 20%. Esse talvez seja o teto dela. A transferência de votos ocorre apenas no eleitorado mais humilde. Mas isso não vai decidir a eleição. Foi-se o tempo em que um líder muito popular elegia um poste. Isso acontecia quando não havia reeleição. Os eleitores achavam que quatro anos era pouco e queriam mais. Aí votavam em quem o governante bem avaliado indicava, esperando mais quatro anos de sucesso.

Faltando um ano para as eleições, o governador de São Paulo, José Serra, lidera as pesquisas. Ele tem cerca de 40% das intenções de voto. Em 1998, também faltando um ano para a eleição, o líder de então, Fernando Henrique Cardoso, ganhou. Em 2002, também um ano antes, Lula liderava – e venceu. O mesmo aconteceu em 2006. Isso, claro, não é uma regra, mas certamente uma tendência. Um candidato que foi deputado constituinte, senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade do país e governador do maior colégio eleitoral é naturalmente favorito."
19 de março de 2010, site do IG (depois da divulgação dessa pesquisa): “Eu não acredito que disse aquilo. Deve haver algum engano. Numa eleição polarizada, com praticamente dois candidatos apenas, como é que eu poderia achar que a Dilma pararia em 20%? Até o Alckmin teve 40% contra o Lula...”
Ou Montenegro falava por si, e não em nome da instituição (mas sempre levando consigo o "presidente do IBOPE"), situação em que, para manter sua credibilidade o IBOPE deveria mandá-lo "fazer pesquisas", ou falando e nome do Instituto, estava falando o que ordenaram seus patrões: o Baronato midiático, seus apoiadores e financiadores.
Que crédito podemos dar a essa(s) instituição(ões)?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Agora Serra é algum tipo de "Messias"...

...Segundo Gustavo Fruet, do PSDB, ao comentar o primeiro, leve aceno, de Zé Pedágio, de que concorrerá à presidência:
“O momento da escolha do anúncio foi bíblico. Tudo tem seu momento certo.”
Tem doido pra tudo.
Vão anunciar Serra como o próximo mesias.
Só assim para reagir às sucessivas quedas, nas intenções de voto.