sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dia do Trabalhador: trabalhar menos, para trabalhar todos

O capitalismo é o sistema econômico que mais transformou a face da humanidade até aqui – como o próprio Marx havia reconhecido no Manifesto Comunista. Porém, a estrutura central do capitalismo se articula pela separação entre os produtores da riqueza e os que se apropriam dela, entre os trabalhadores e os capitalistas.
Esse processo de alienação do trabalho – em que o trabalhador entrega a outro o produto do seu trabalho – percorre todo o processo produtivo e a vida social. O trabalhador não se reconhece no que produz, não decide o que vai produzir, com que ritmo vai produzir, qual o preço de venda do que ele produz, para quem ele vai produzir. Ele é vítima do trabalho alienado, que cruza toda a sociedade capitalista. Ele não se reconhece no produto do seu trabalho, assim como o capitalismo não reconhece o papel essencial do trabalhador na sociedade contemporânea.
A luta dos trabalhadores, ao longo dos últimos séculos foi a luta de resistência à exploração do trabalho. Esta se dá pela apropriação do valor do trabalho incorporado às mercadorias, que não é pago ao trabalhador e alimenta o processo de acumulação de capital.
Não por acaso o Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, foi escolhido para recordar o massacre de trabalhadores em mobilização realizada em Chicago, pela redução da jornada de trabalho - uma das formas de busca de diminuição da taxa de exploração do trabalho.
Neste ano o tema central do Primeiro de Maio será o da diminuição da jornada de trabalho. A grande maioria da população vive do seu trabalho, acorda bem cedo, gasta muito tempo para chegar a seu local de trabalho, onde ficará a maior parte do seu dia, gastando muito tempo para retornar, cansada, apenas para recompor suas energias e retomar no dia seguinte o mesmo tipo de jornada. Para trabalhar de forma alienada e receber um salário que, em grande parte dos casos, não basta sequer para satisfazer suas necessidades básicas. Uma vida tão sacrificada produz todas as riquezas do país, embora não tenha o reconhecimento e a remuneração devida.
Só isso bastaria para que um dos objetivos nacionais devesse ser o da redução da jornada de trabalho. Que o desenvolvimento tecnológico não seja apropriado pelos grandes capitalistas para maximizar a taxa de lucro, mas reverta para a diminuição da jornada de trabalho, para o pleno emprego, para a melhoria das condições de trabalho da massa trabalhadora.
Que o Brasil conclua os dois mandatos de um trabalhador como presidente da República diminuindo a jornada de trabalho!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ainda sobre os "jagunços".

Ontem, comentei aqui, sobre a tática de campanha eletrônica suja de José serra e seus correligionários. Hoje, o Deputado Federal Brizola Neto, em seu blog Tijolaço, deu nome aos bois, ou melhor, aos jagunços:


Graeff não só comanda os brucutus. É o brucutu
Por Brizola Neto






Segui uma dica postada aqui e está aí ao lado, para quem quiser ver. Além do site de ataques “gente que mente” (veja aqui a denúncia), assunto escandaloso e encoberto até agora, a direção do PSDB tem um “saco de maldades” preparado e reservado para a campanha suja que vai fazer na web nestas eleições. Reproduzo aí ao lado a página do registro.br que elenca os sites registrados em nome do Instituto Social Democrata, uma instituição criada pelo ex-presidente FHC, e dirigida pelo alto tucanato.

O ISD, que vive de doações privadas e contribuições de sócios, é, segundo seu estatuto, “uma sociedade civil sem fins lucrativos, destinada a promover o debate e a divulgação de idéias e teses da social democracia, buscando aprimorar o pensamento e as propostas de ação relativos aos relevantes problemas nacionais.”. Goza, por isso, de isenções fiscais.

A menos que nesta busca por “aprimorar o pensamento” se inclua o ataque vil e sujo, o que levaria esta intituição a registrar, no final de 2008, um site chamado “www.petralhas.com.br”? Não está no ar, foi ativado e desativado instantaneamente, para ficar guardado, no limbo, para utilização futura, talvez transferido para outro titular.
O responsável pelo registro é o senhor Eduardo Graeff, secretário-geral da Presidência do Governo FHC, tesoureiro nacional do PSDB e homem forte, junto com o ex-ministro (e secretário de Serra) Paulo Renato de Souza.A sede do ISD é em São Paulo, mas o registro está feito com um endereço residencial em Brasília, que esfumacei na imagem, mas está no original. Fiz o mesmo com o email pessoal do senhor Graeff, porque não faço jogo sujo, ao contrário dele, que não pode se escusar da responsabilidade por isso.

Vou hoje à tribuna da Câmara, desafiar o discurso de bom-moço de José Serra. Toda esta sujeira é feita por seus homens de confiança.

Posso e vou reagir em defesa da campanha de Dilma Rousseff, porque devo lutar contra os métodos sujos da direita – porque ações sórdidas assim não merecem jamais o nome de social-democratas – que quer devolver o Brasil à condição servil.

Mas não posso reagir em nome do PT, embora, sinceramente, não tenha muitas esperanças que este o faça.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Deputado DEMO publica texto falso contra Dilma

Assim é fácil posar de "gentleman", manda os "jagunços" fazerem o serviço sujo.
Texto extraído do site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim.
Saiu no portal imprensa:

Marília Gabriela nega ser autora de texto contra Dilma Rousseff
A jornalista e apresentadora Marília Gabriela negou ter sido a autora de texto contra a pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. “Não tenho nada a ver com essa porra”, vociferou a jornalista à reportagem do portal Terra, ao ser indagada, por telefone, sobre a autoria de texto publicado no site do parlamentar José Carlos Aleluia (DEM-BA).
“Isso não é novo. Começaram há dois meses. Só se eu fosse maluca! Não sou ligada a nenhuma rede social”, afirmou a jornalista, aprsentadora do programa “Marília Gabriela Entrevista”, pelo canal pago GNT.
“A internet é terra de ninguém. O problema é você ser vítima dessa terra de ninguém, não ter como controlar. É uma sacanagem”, completou. Marília informou que tomará medidas judiciais pela associação indevida ao texto. “O próximo passo é procurar meus advogados”, anunciou.

Pedágio com Dilma: R$ 1,42. Com Serra: 13,10.

Tucanos fazem concessões com vistas à engorda dos cofres dos financiadores de suas campanhas, o PT, com vistas ao desenvolvimento do país e o bem estar da população.

O texto abaixo mostra, de forma muito objetiva, os dois oceanos que separam as duas candidaturas que polarizaram o debate eleitoral, nesse ano: A lógica dos lucros exorbitantes das concessionárias, promovido pelo Tucanato (na ordem dos 25% anuais, com tarifas em torno de R$ 13,10), e a do preço justo, com margens de lucro entre 9 e 13%, e tarifas em torno de R$ 1,42.
Recentemente fiz uma viagem de 4360 km, sendo 2180 ida, e a mesma distância de volta, entre os estados de Goiás e Rio Grande do Sul (detesto voar). Paguei tarifa de pedágio 22 vezes, infelizmente, em sua maioria, em rodovias cuja concessão foi feita à época do governo tucano de FHC. Custo médio de R$ 162.20.
Caso tivesse de pagar a "Tarifa Dilma", teria pago R$ 31,24, caso tivesse pago a "Tarifa Serra", teria pago módicos R$ 288,20. E foi apenas uma viagem de férias, agora imaginem morar em uma cidade e trabalhar na cidade vizinha, com uma praça de pedágio tucano, cobrando R$ 13,10 diários, de ida e de volta. O empregado teria de ter um excelente salário, para pagar R$ 524,00 mensais, aos inveterados doadores tucanos.
É uma diferença brutal, explicada em detalhes abaixo:

Dilma detonou a privataria dos pedágios
ELIO GASPARI – Folha de São Paulo - 14/10/2007

NA TARDE DE terça-feira concluiu-se no salão da Bolsa de São Paulo um bonito episódio de competência administrativa e de triunfo das regras do capitalismo sobre os interesses da privataria e contubérnios incestuosos de burocratas. Depois de dez anos de idas e vindas, o governo federal leiloou as concessões de sete estradas (2,6 mil km). Para se ter uma medida do tamanho do êxito, um percurso que custaria R$ 10 de acordo com as planilhas dos anos 90, saiu por R$ 2,70.
No ano que vem, quando a empresa espanhola OHL começar a cobrar pedágio na Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, cada 100 quilômetros rodados custarão R$ 1,42. Se o cidadão quiser viajar em direção ao passado, tomará a Dutra, pagando R$ 7,58 pelos mesmos 100 quilômetros. Caso vá para Santos, serão R$ 13,10. Não haverá no mundo disparidade semelhante.
Se essa não foi a maior demonstração de competência do governo de Nosso Guia, certamente será lembrada como uma das maiores. Sua história mostra que o Estado brasileiro tem meios para defender a patuléia, desde que esteja interessado nisso. Mostra também que se deve tomar enorme cuidado com o discurso da modernidade de um bom pedaço do empresariado. Nele, não se vende gato por lebre. É gato por gato mesmo.

O lote das sete rodovias entrou no programa de desestatização do tucanato em 1997. Desde então, desenhavam-se editais restringindo a disputa a empresas de engenharia nacionais. No final de 2002, após uma trombada com o Tribunal de Contas da União, o caso foi para a mesa de FFHH. O monarca desconfiou da pressa e deixou o assunto para o novo governo. Em 2003, o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, armou outra concorrência. Nova trombada com o TCU. Alguns preços baseavam-se em custos do mercado paulista, o mais caro do país. O tribunal determinou que o ministério largasse o osso, entregando-o à Agência Nacional de Transportes Terrestres. Ela achou R$ 300 milhões de gordura nas planilhas, y otras cositas más.

Em meados de 2005, o governo quebrou a cláusula da reserva de mercado para empresas nacionais. Anunciou um leilão, aberto a quaisquer interessados. Além disso, chegou a xerife. A ministra Dilma Rousseff, a ANTT e o Tribunal de Contas discutiram o projeto e conseguiu-se uma redução de 56% no preço estimado para os pedágios. A taxa de retorno dos concessionários, que inicialmente era de 18% anuais, caiu para 13%. Dilma queria, no máximo, um retorno de 9%. Argumentava que as empresas estavam lucrando algo em torno de 25% ao ano. Em janeiro passado, o leilão das concessões foi suspenso.

O "Financial Times" viu na iniciativa um viés de inépcia, talvez estatizante, a la Hugo Chávez. Confundiu-se deliberadamente adiamento com cancelamento. Vale relembrar a gritaria: "Retrocesso. Se isso (o fim do leilão) acontecer, os recursos internos e externos serão aplicados em outros países. (...) Se há distorções, elas têm de ser corrigidas, mas com base em avaliações técnicas, não ideológicas." (Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústria de Base, a Abdib. "O Brasil corre o risco de ficar na contramão dos Estados Unidos, Europa, Chile e México." (Renato Vale, presidente da CCR, concessionária de 1,4 mil quilômetros de estradas brasileiras.) "É um equívoco, porque o Brasil não tem capacidade de investimento." (Geraldo Alckmin).

Não havia equívoco, não se corria risco, nem havia ideologia no lance. O governo cansou de explicar que não estava cancelando coisa alguma. Disse aos empresários, e eles entenderam, que pretendia apenas discutir a relação. Diante de números que encolheram à metade a partir das avaliações técnicas, sentira-se o cheiro de queimado. Não adiantava, a sabedoria convencional ensina que, se o governo de Nosso Guia não cumpre as agendas das empreiteiras, isso reflete más intenções ou preconceitos esquerdistas que afugentam capitais e travam o progresso.

Durante oito meses, uma força-tarefa da Casa Civil e da ANTT trabalharam no caso. A ministra lembrava que os juros tinham baixado e a economia brasileira de 2007 não era a de 2002. Murmurava-se que o projeto era inviável, sonho de guerrilheira, pois não apareceriam candidatos.

Na terça feira, quando o leilão começou, havia 30 empresas na disputa. Três horas depois, os sete lotes de estradas estavam vendidos. Nenhum dos clientes tradicionais conseguira emplacar sua oferta e o grupo espanhol OHL ganhou os cinco trechos que disputou, tornando-se o maior concessionário de estradas do país, com 3.225 km. Quando ele arrematou a Fernão Dias, oferecendo um pedágio de R$ 1,42 para cada 100 quilômetros houve espanto no salão. A ANTT fixara um teto de R$ 4,00, a segunda colocada pedira R$ 2,21 e as demais, em torno de R$ 3,57. Os cavaleiros do Apocalipse micaram, triturados pela lógica da competição internacional.

Esse resultado só aconteceu porque o governo não se deixou encurralar pelo alarmismo. Trocou a mão invisível de Brasília pela de Adam Smith.Fica agora o tucanato paulista numa enrascada. Tem no colo um pacote de cinco leilões de rodovias estaduais num modelo que produziu os pedágios mais caros do país. Isso deriva de um conjunto de fatores. Um deles é o de se exigir dos concessionários um pagamento chamado de outorga. A empresa explora a rodovia, mas adianta um prêmio ao erário, em obras ou em dinheiro. Lula seguiu a escrita de FFHH, que não cobrou esse tipo de dote nas concessões da ponte Rio-Niterói e da Dutra. Será difícil provar que ambos fizeram besteira.

domingo, 25 de abril de 2010

Biruta, doidão, ou mal intencionado.


O termo "Biruta", utilizado pela presidenciável Dilma Roussef, para definir o caráter "volátil" das opiniões de José Serra, caiu-lhe como uma luva.

Verifica-se que as opiniões e projetos de governo do tucano, mudam de acordo com as reações da opinião pública a essas. Quando fala que o PAC não existe, e em seguida afirma que vai fiscalizar a execução de suas obras, duvida da inteligência de seus ouvintes/leitores, confia na sua falta de memória, ou os ignora.

Selecionei dois textos, que mostram outros contradições nos discursos do tucano, deixando evidente que esse tem algo a esconder, e que a julgar pela sua desastrosa passagem pelo Governo de São Paulo, ele esconde sua ânsia de desmonte, de acabar com o que foi preservado ou construído no Governo Lula. De por um termo na capacidade de intervenção do Estado, ressucitar a "Petrobráx" e a Alca, e devolver os pobres ao seu "devido lugar".

Textos:

Agora Serra ama o Mercosul, do blog Contexto Livre (http://contextolivre.blogspot.com/2010/04/serra-agora-ama-o-mercosul.html)

E "Serra reafirma seu 'amor' imorredouro pelo povo do nordeste", do Diário gauche: (http://diariogauche.blogspot.com/2010/04/serra-reafirma-o-seu-amor-imorredouro.html)

A fotomontagem acima foi extraída do Blog da Dilma.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Como se faz um Estado.

“No leilão entrou quem quis e sai quem quer depois. Não tem nenhum cadeado fechando a porta. Tem várias portas. A única coisa que eu digo é o seguinte: nós, enquanto Estado brasileiro, enquanto empresa pública, faremos sozinho o que for necessário fazer”.
“Tivemos que derrotar tantas quantas liminares entraram na Justiça. Agora, o argumento dos contra é dizer que o preço foi barato. Eu achei fantástico. Nós fazemos leilão pra quê? Pra que a melhor oferta ganhe, e a melhor oferta é o preço de energia que vai chegar para o consumidor, ganhasse. De repente, a menor oferta ganha e as pessoas começam a dizer ‘mas foi oferecido por empresas pequenas, as grandes caíram fora’. Caíram fora porque quiseram. Disputa é disputa”, afirmou.

Luis Inácio Lula da Silva, em pé, não curvado.

Serra quer enterrar o Mercosul...


...abrindo espaço para o cadáver insepulto da Alca.

Do Site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim:

Serra declara guerra à Argentina.

Declaração de Serra sobre o mercosul provoca reação da imprensa argentina
Sugestão do amigo navegante Vitor:

deu no jornal argentino Clarin.

El candidato favorito en Brasil dice que el Mercosur “es una farsa”Es el opositor José Serra. Dijo que cargar con esta unión “no tiene sentido”.Por: Eleonora Gosman
El ex gobernador José Serra y ahora candidato presidencial por el Partido Socialdemócrata de Brasil no quiere la continuidad del Mercosur tal como es ahora porque, según definió en una reunión con una parte de la elite empresarial brasileña, el bloque “es un obstáculo para que Brasil haga sus propios acuerdos individuales en comercio”. El político opositor que lleva por ahora la delantera en las encuestas (34% frente a 30% de Dilma Rousseff) sostuvo que “cargar con el Mercosur no tiene sentido”. Subrayó que “la unión aduanera (o sea el Mercado Común) es una farsa excepto cuando sirve para poner barreras” a Brasil.
Serra confirmó de este modo que mantiene sus antiguas ideas, ya expresadas en la campaña presidencial de 2002 cuando compitió con el presidente Lula da Silva. La visión del candidato opositor, que va al frente de una coalición con el partido Demócrata (ex conservador PFL) y el socialista PPS (ex Partido Comunista en su momento pro soviético), supone que Brasil debe despegar de Argentina, Paraguay y Uruguay, porque es la única manera de que su país pueda consagrar áreas de libre comercio sea con Estados Unidos o con Europa sin necesidad de “arrastrar” a sus socios. Una resolución del Mercosur estableció que ninguno de los países del bloque puede realizar acuerdos comerciales por separado. Por el momento rige el criterio de “o todos juntos, o ninguno”.

Leia também Porque Serra é contra o mercosul

E clique aqui para ler o artigo de Miro Borges: ”Serra tira sapatinho para os Estados Unidos e diz que é contra o Mercosul”

segunda-feira, 19 de abril de 2010

E os blogs derrotaram a Globo...

Do portal Terra:

Claudio Leal

Para não "ser acusada de tendenciosa" e favorável a José Serra (PSDB), a Central Globo de Comunicação decidiu suspender a veiculação da campanha institucional dos seus 45 anos. Segundo a emissora, a propaganda havia sido elaborada em novembro de 2009.
O coordenador da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a "mensagem subliminar" da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, "O Brasil pode mais". No texto lido por atores e jornalistas, há a repetição da palavra "mais": "Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais. É a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais". A idade da Globo, 45 anos, coincide com o número da legenda do PSDB, 45.
A Globo respondeu nesta tarde ao questionamento do Terra sobre a polêmica:
"O texto do filme em comemoração aos 45 anos da Rede Globo foi criado - comprovadamente - em novembro do ano passado, quando não existiam nem candidaturas muito menos slogans. Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada."
"Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme."
O comercial da Globo era protagonizado por estrelas da emissora: Lima Duarte, Luciano Huck, Angélica, Chico Anysio, Zeca Camargo, Fátima Bernardes, William Bonner, Miguel Falabella, Galvão Bueno, Cláudia Raia, Edson Celulari, Jô Soares e Ana Maria Braga, entre outros.
Às 17h47 desta segunda-feira, depois da suspensão do filme, Marcelo Branco postou em seu microblog: "Sobre o #jingledaglobo: meu RT e comentarios foram de carater pessoal. Eu nao falo em nome da Dilma e nem da coordenacao."
Nota do blogueiro: Vitória dos estilingues (bodoques lá na fronteira), contra os canhões tucano-globais. Parabéns à Marcelo Branco, já estava passando da hora do PT começar a se mexer.

Brizola Neto

Do Blog Tijolaço:

Acabo de fazer, no plenário da Câmara, o seguinte pronunciamento:
O SR. PRESIDENTE (Michel Temer) Concedo a palavra ao Deputado Brizola Neto.
O SR. BRIZOLA NETO (PDT-RJ. Pela ordem) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não sou muito de contestar números, mas — como não fui eu que iniciei esse debate, tivemos esse debate iniciado na semana passada, com a contestação que o PSDB fez da pesquisa feita pelo Instituto Sensus, justamente por ela ter sido feita por um sindicato de trabalhadores — eu quero trazer alguns questionamentos e cobrar aqui algumas explicações das penúltima e última pesquisas do mês de março do Instituto Datafolha, até porque eu nunca vi questionamentos serem feitos por pesquisas realizadas por instituições patronais, como é o caso da CNI, CNT, que diversas vezes apresentam e dão publicidade às pesquisas que realizam.
Agora, desta vez, fomos verificar — eu não gosto de brigar com os números, mas de estudá-los — justamente a amostra do Datafolha e vimos que existe uma inexplicável alteração da base dos entrevistados,que o Instituto tem obrigação de explicar para a sociedade brasileira.
O peso de determinadas regiões do País foi aumentado ou diminuído conforme a conveniência e a preferência desse Instituto de pesquisa. A pesquisa do Datafalha, digo, Datafolha tem que explicar por que, no mês de março, que é quando o candidato José Serra abre uma margem de mais de nove pontos em relação à candidata Dilma Rousseff, caiu, nessa pesquisa, o peso real da Região Nordeste para menos de 18%, quando o seu peso real é de 27% da população brasileira. E por que, nessa mesma pesquisa, o Datafolha aumenta em mais de 40% o peso da Região Sudeste, notadamente uma região onde o candidato José Serra — pela presença do Estado de São Paulo, em que há a máquina tucana — reforça a sua candidatura.
Eu acho, para concluir, Sr. Presidente, que são necessárias explicações, até porque a legislação brasileira é muito clara e a publicação e divulgação de pesquisas fraudulentas é crime, que deve ser apurado pelas instituições e pelos órgãos competentes.
Nota do blogueiro: Como disse antes, pesquisas refletem aquilo que o contratante quer. Números podem ser manipulados de formas muito simples, como mostra Luis Nassif aqui.

Rede Globo 45...

PSDB 45
Globo 45

Globo PSDB e você...
nada a ver.



"Com Serra, a Globo pode mais..."
Mas vejam rápido, já tiraram dois vídeos do ar...