sábado, 5 de setembro de 2009
Filme Germano-Brasileiro mostra a reação de um candidato ao perder uma eleição.
Vídeo extraído do blog do Joel Bueno.
Alguém pensou em fazer essa pergunta?

E cá estava eu, na minha famosa e luxuosa laje de Pinheiros, revendo a imprensa nacional dos últimos dias e fui assaltado (diferentemente de tantos moradores dos Jardins) por uma dúvida!
Folheei e refolheei os jornais em papel jornal. Olhei para os digitais, nada. Ninguém. NINGUÉM mesmo, fez a pergunta mais básica nesses últimos dias, para a pessoa que mais precisa responder a tal pergunta. Então, aqui mesmo, nesse vibrante órgão da nova mídia, aqui vai:
- Governador Serra! Qual é a sua proposta para a exploração e o uso dos recursos do petróleo das novas áreas do chamado pré-sal?
Enquanto aguardo a resposta, com o pezinho aqui batendo impaciente, vamos nós, juntos, pensar um pouco no assunto.
Gente, COMO ninguém foi ali no Palácio dos Bandeirantes com um gravadorzinho ou um bloquinho na mão, perguntar ao sujeito hoje com maiores possibilidades de mudar de palácio no ano que vem sobre o que ele faria com o futuro do nosso país, caso os eleitores deem a ele essa missão?
Não importa se o cara se declara como candidato ou não. Que eu saiba, em cada pesquisa feita e refeita, o governador Serra aparece lá na frente. Aparecem ainda a Dilma, o Ciro Gomes, o Aécio, humm, quem mais? A Marina? O PSOL? Esses são os caras e é com eles que precisamos contar, a não ser que o excesso de sol aqui na minha laje me afete mais ainda os miolos e eu também resolva tirar o país do abismo em que o Lula nos colocou (segundo as viúvas do FHC).
Bom, o PSOL é tão contra tudo que deve ser contra a privatização e a estatização de tudo que se move. Aliás, eles são contra tudo que se move, e a Marina, que acredita na burrice suprema do tal criacionismo, não pode acreditar em petróleo, que teria se formado há milhões de anos, portanto, antes do mundo evangélico ter sequer surgido. Quem sobra?
O Aécio Neves é um gato, me garante a Zélia, a única mulher que manda em mim quando vem aqui dar um jeito na Guernica que é a minha casa depois de uma semana inteira das festas e recepções na Mansão Carneiro da Cunha. Mas gato não fala, aliás, não faz nada e eu não creio que esse gato aí esteja seriamente pensando em concorrer no ano que vem. Além de gato, o rapaz é moço, tem tempo pra pensar, aprender, quem sabe até aprender a falar. Vamos ver.
A Dilma, bom, acho podemos tranquilamente ser a favor ou contra do que ela pensa, uma vez que todos ficamos sabendo na apresentação da proposta do governo para o pré-sal na última segunda-feira. Faltou alguém. Ah, já sei.
Governador José Serra! O que afinal o senhor faria ou fará, na Presidência do país, caso chegue lá, com os recursos que podem redefinir o nosso futuro?
Porque o Brasil pegou jeito nos últimos cinco anos, estimados leitores, por incrível que pareça para a minha geração, que tinha se convencido que isso aqui nunca ia dar certo. Coisas criadas e planejadas gerações atrás, por brasileiros com visão de futuro, agora viraram presente e surpreendem o mundo. NENHUM país criou um sistema formado por álcool, motores flex e postos de combustível com várias escolhas. Apenas e apenas aqui a gasolina é combustível alternativo e andamos por nossas próprias pernas e octanagem, ora vejam. Nossa energia é hidrelétrica, e o atual governo nos protegeu da chance de apagões e a gente pode se ligar pra valer. Na última quarta-feira a Embraer completou 40 anos, e um vôo meu na semana que vem, com a holandesíssima KLM vai ser num jato brasileiro.
E a Petrobras, que quase virou Petrobrax no tempo do FHC, lembram? Pois é simplesmente a quarta maior empresa das Américas, sendo que nessas Américas estão os Estados Unidos da América. Sabem o que isso significa?
Num cenário desses, o pré-sal é um elemento novo e perturbador. Sabe quando você planejou, poupou, investiu e a sua vida está indo bem, as coisas funcionando a contento e existe um futuro, e aí você descobre que um tio desconhecido morreu na Venezuela deixando uma fortuna todinha pra você? Sua cabeça vira uma bagunça maior do que aqui em casa após finais de semana de festividades. Seus valores são sacudidos, seus planos passam a parecer leves demais, sua mulher começa a olhar pra loja da H Stern com outros olhos. O que você faz numa hora dessas define o sujeito que você é, e o que você e sua família vão ser.
E é nesse momento que o Brasil se encontra.
E não sei por vocês, mas baseado na experiência que eu vivi, de ter o PSDB gerenciando as nossas grandes propriedades, não sei o que esperar de uma administração desses recursos por um eventual governo José Serra.
Quando teve o poder, o PSDB foi medroso na hora de lidar com outros países e corporações. Temos celular, mas pagamos caríssimo pra usar. As estradas de SP são ótimas, e igualmente caríssimas. Alguém negociou com muito bom coração pelos sentimentos deles, não os nossos. A privatização sob o comando do PSDB foi o calcanhar de aquiles daqueles governos (e isso sem contar duas quebras e idas ao FMI, aquela paridade maluca com o dólar e o apagão). Por que eu deveria me sentir tranquilo com o que eles venham a fazer com o pré-sal?
Um grande país se faz com riquezas, com um povo unido, e muita atitude. Eu gosto da atitude do governo Lula, todos sabem. Gostei quando ele disse que a plataforma P-51 ia ser fabricada no Brasil, um bilhão de dólares, empregos e tecnologia vindo pra cá e não Cingapura, lembram? Essa atitude nos trouxe uma enorme indústria naval e o pré-sal. Qual vai ser a nossa atitude diante dessa inesperada riqueza que não é deixada por um tio misterioso, mas resultado de muito investimento, pesquisa e estratégia que somente uma empresa estatal pode realizar?
Ah, ponto importante. Manter a Petrobras sob controle parcial do estado foi uma ótima, excelente, escolha. A Argentina privatizou a YPF e não tem mais nada. Nada. E se alguém ainda tem dúvidas, o presidente Lula pode demitir o presidente do BB e fazer os juros baixarem e o crédito crescer. Alguém prefere o país sem isso?
Mudar as regras para o pré-sal foi um enorme acerto. O governo sentiu que podia peitar as corporações e o fez. Foi corajoso e eu gosto disso. O governo FHC tirava os sapatos pra entrar nos Estados Unidos, e isso me irritava. Quem tira sapatos enfrenta petroleiras internacionais pelo bem do país?
O governador Serra demonstrou bem mais coragem do que o presidente FHC ao fazer a lei dos genéricos e a lei anti-fumo aqui em São Paulo, mas não sei, quero ver e quero que ele me diga, nos diga, o que faria, ou não pode ser presidente. Se ele ainda não sabe o que pensa, não pode ser presidente. Mas ele sabe e nos deve essa informação. Até agora disse apenas que quer mais tempo. Mais tempo para quê? Para lobbies e interesses derrubarem um bom plano? Precisamos implantar essas leis já, precisamos controlar essas riquezas firmemente, e protegê-las dos políticos para que tenham os fins que o Lula descreveu: educação, pesquisa e ciência, redução da pobreza. Queriam um país decente? Aí está a proposta e o caminho.
Governador José Serra: o que o senhor acha disso?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
No dia em que desmentiram o "bilhetinho" da Globo...

* Deboche extraído do blog Quanto Tempo Dura. O caso do bilhete desmentido, pela própria polícia paulista pode ser acompanhado aqui.
Um "equívoco", de calibre 12.

No mesmo dia em que o torcedor Paulo Santana afirma, em sua coluna no Jornal Zero Hora, que o governo Yeda é um ótmio governo, e seria "melhor" se não fosse tão perseguido. No mesmo dia em que o amigo de fé-irmão-camarada de Yeda, o relator da CPI da corrupção tenta impedir o acesso da comissão às provas da roubalheira do Detran, o Diário-Quase-Oficial do governo tucano-guasca realiza uma enquete, na qual pergunta:
Quem cometeu o maior equívoco no episódio da Fazenda Southal, quando morreu um agricultor: a BM ou o MST?
Com uma simples questão, aparentemente uma pesquisa de opinião, o diário-quase-oficial-do-governo-Yeda estabeleceu uma falsa situação de igualdade entre um grupo fortemente armado e um grupo comprovadamente desarmado, ao mesmo tempo em que classifica o assassíno de um militante como um equívoco.
Os dois grupos cometeram "equívocos". Foi sentenciado pelo "jornal". Falta avaliar corretamente quem cometeu o "mais maior de grande" deles.
Ah, e diga-se de passagem, um agricultor morreu. Morreu? Vamos ver mais de perto:
Não sei quanto à vocês, meus caros cinco leitores, mas essa não parece ser a foto de alguém que tenha morrido, mas sim de alguém que foi exterminado, com um disparo de arma de grosso calibre, efetuado a queima-roupa e pelas costas.
Quanto ao "equívoco", não há equívoco algum, quando forças de segurança, estão prestes a por em prática um ordem de desocupação, utilizando armamento letal, e um de seus comandantes executa, um trabalhador. Há um homicído, covarde, sem dar a mínima chance de defesa à vítima, e praticado por um agente do Estado, à comando, de outros agentes do Estado, subordinados diretamente à Governadora.
Quanto a questão da culpa, estão tentando eximir um governo em decomposição de suas responsabilidades nesse caso. ZH conhece bem seus elitores mais assíduos, conhece o tipo de reação que vai desencadear com esse tipo de manipulação factual. E obtém êxito entre os agroboys que emitem suas opiniões fascistas na sua página. De avaliações "nota 10", (3º comentário da página) para o assassinato, até o clamor por uma "DITADURA MILITAR DEMOCRÁTICA", (13º comentário dessa página).
ZH cumpriu seu objetivo com louvor: Nivelou assassino e vítima, jogou a culpa em cima do morto e seu grupo, eximiu o governo Yeda de responsabilidades e expôs a realidade do racismo, sectarismo e fascismo de seus leitores.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Serra mata, nós limpamos.
Eis o relator da CPI da corrupção.

Coffy Rodrigues, do PSDB guasca, vai investigar Yeda Crussius? Algumas medidas que o relator quer implementar à CPI, já mostram o caráter de seu trabalho, a que veio, a quem serve. Mais detalhes aqui.
Lula lembra dos tempos do pensamento subalterno, da Petrobrax

Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura - na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax. Os tempos do "pensamento subalterno", os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás. "Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa", disse o presidente Lula no lançamento do pré-sal. O artigo é de Rodrigo Vianna.
Artigo publicado originalmente no blog O Escrevinhador, de Rodrigo Vianna:
Lula colou na testa dos tucanos o rótulo de "adoradores do mercado". Lembrou que eles queriam "desmontar a Petrobrás".
Lula mostrou que não é preciso chamar a neo-UDN de "entreguista", como se dizia nos anos 50/60.
Basta lembrar que a neo-UDN tucana chamava a Petrobrás de "dinossauro, que precisava ser desmantelado".
Foi o que Lula fez em seu discurso histórico. Um discurso que não foi de improviso, mas cuidadosamente escrito para se transformar em um documento histórico.
E ainda há quem defenda a tese esdrúxula de que "não há diferença entre Lula e FHC". Se os tucanos tivessem ganhado em 2002, hoje provavelmente a festa do pré-sal seria no Texas, ou em Cingapura - na sede da empresa que teria assumido o controle da Petrobrax.
Os tempos do "pensamento subalterno", os tempos de tirar os sapatos para os Estados Unidos, esses ficaram pra trás.
Vejam como Lula - no discurso histórico - se refere àqueles tempos que não voltam mais:
"Estamos vivendo hoje um cenário totalmente diferente daquele que existia em 1997, quando foi aprovada a Lei 9.478, que acabou com o monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e instituiu o modelo de concessão.
Naquela época, o mundo vivia um contexto em que os adoradores do mercado estavam em alta e tudo que se referisse à presença do Estado na economia estava em baixa. Vocês devem se lembrar como esse estado de espírito afetou o setor do petróleo no Brasil. Altas personalidades naqueles anos chegaram a dizer que a Petrobras era um dinossauro – mais precisamente, o último dinossauro a ser desmantelado no país. E, se não fosse a forte reação da sociedade, teriam até trocado o nome da empresa. Em vez de Petrobras, com a marca do Brasil no nome, a companhia passaria a ser a Petrobrax – sabe-se lá o que esse xis queria dizer nos planos de alguns exterminadores do futuro.
Foram tempos de pensamento subalterno. O país tinha deixado de acreditar em si mesmo. Na economia, campeava o desalento. O Brasil não conseguia crescer, sofria com altas taxas de juros, de desemprego, e juros estratosféricos, apresentava dívida externa elevadíssima e praticamente não tinha reservas internacionais. Volta e meia quebrava, sendo obrigado a pedir ao FMI ajuda, que chegava sempre acompanhada de um monte de imposições.
Além disso, não produzíamos o petróleo necessário para nosso consumo. Ferida, desestimulada e desorientada, a Petrobras vivia um momento muito difícil."
Leia, na íntegra, esse histórico discurso, aqui.
Uribe pode...
Texto extraído do blog Diário Gauche:
Como a Globo vê o "Ditador" Álvaro Uribe.
Uribe compra terceiro mandato na Colômbia e Globo não diz nada
Uma graça o noticiário do Bom Dia Brasil, de hoje. Telegraficamente foi informado sobre a votação no Congresso colombiano, onde o direitista Uribe conquista a possibilidade de disputar pela terceira vez a presidência do país. Mais não foi dito. Nada de "comentaristas" reclamando das aspirações continuístas do "ditador" Uribe, nada de "especialistas" prevendo o caos institucional para a Colômbia e para o resto da América do Sul, nada dos democratas de plantão de alertarem para o grave precedente colombiano, nada...
Acho que esqueceram de falar. Sei lá.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Uma única fonte. Para o pensamento único basta.
O terrorismo midiático apresenta uma reportagem, baseada em uma única "fonte", absolutamente "insuspeita", a do presidente do Sindicato Rural de São Gabriel e vice-presidente da Farsul, Tarso Teixeira, queapresenta resultados de um grupo que intitula "serviço de inteligência" dos produtores rurais.
Acompanhe o absurdo da "reporcagem" e suas fontes, no Blog do Berned.
Enquanto a mídia "amiga" só fala em cracolândias, disneylândias, maracutaiolândias, e tucanolândias...

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva prometeu hoje a injetar bilhões de petrodólares para a guerra contra a pobreza, na esteira de uma das maiores descobertas de petróleo do mundo nessa década.
Falando em seu programa semanal de rádio, o presidente Lula disse: "segunda-feira, 31 agosto, representa um novo dia da independência para Brasil.
"Estamos falando de uma descoberta de petróleo a mais de 6.000 m [no fundo do mar], enormes reservas que colocam o Brasil entre os maiores produtores de petróleo do mundo."
Ele alegou que a nova legislação que está planejando permitirá lucros e será usada para "cuidar" da educação e da pobreza de uma vez por todas.
O Brasil vem celebrando um inesperado "boom" de petróleo desde novembro de 2007, quando a estatal Petrobrás descobriu o potencial do Campo Petrolífero de Tupi, na costa sudeste do Brasil.
Tupi, estima-se conter em torno de 8 bilhões de barris de petróleo, foi a maior descoberta das Américas em mais de 30 anos. Na sequência da descoberta presidente Lula declarou: "Deus é brasileiro".
Seu rival regional, o presidente venezuelano Hugo Chávez, brincou afirmando que o presidente brasileiro deve ser renomeado "Sheikh Lula".
O campo de Tupi faz parte da chamada "Camada pré-sal", uma faixa de 800 km com uma vasta série de reservatórios de petróleo em águas profundas, que pode conter cerca de 150 bilhões de barris de petróleo.
A descoberta da região levou o Brasil a suspender o leilão de todos os blocos de petróleo no mar até a aprovação de nova legislação, destinada a dar ao governo uma fatia maior dos lucros. Lula espera criar um "fundo social", destinado a canalizar os fundos do petróleo para reduzir a pobreza no País, e deve entregar um maior controle da estratégica reserva de petróleo para o governo.
As mudanças, que têm sido fortemente criticadas por políticos da oposição, ainda necessitam da aprovação do Congresso do Brasil.
Companhias petrolíferas estrangeiras reagiram nervosamente à especulação sobre a legislação, a questão que será entregue um papel menor na exploração do futuro da região. Enquanto a recessão financeira global tem visto muitas companhias de petróleo cortar, a Petrobras anunciou recentemente um plano de cinco anos para investir 174 bilhões de dólares (108 bilhões de euros).
*Tradução desse blogueiro
Nota do Blogueiro: Enquanto nossos noticiários estão apinhados de factóides, Sarneys, Linas Vieiras, Intervenção partidária em órgãos públicos entre outras "tucanagens", cabe à mídia estrangeira fazer um relato, do que está acontecendo no Brasil, com o novo marco regulatório da exploração do petróleo. "A descoberta da região levou o Brasil a suspender o leilão de todos os blocos de petróleo no mar até a aprovação de nova legislação, destinada a dar ao governo uma fatia maior dos lucros. " O texto inglês difere muito da narrativa que vem sendo utilizada no Brasil, pelas famílias midiáticas. O que se vê, ouve e lê por aqui é que os especuladores "precisam ter cautela com as ações da Petrobrás", que não precisa alterar o modelo, os leilões devem ser mantidos, que nova estatal é outro cabide de empregos...