quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Um governador preso, mas na capa da Veja...

Se usar uma lupa, bem no cantinho superior esquerdo, olhem bem, eu juro que está lá:


Viram! Ainda defendendo a moral e os bons costumes. Um governador na cadeia, merece capa mesmo.
Claro, tudo nas suas devidas proporções. Após a importantíssima matéria sobre estética, sobrou espaço pra mostrar o único governador do DEMo, indo "onde nehum Dantas, jamais esteve."
Seria por causa de alguns milhares de reais que são destinados ao PIG, por diversos governos Demo-Tucanos? O que aconteceria se fosse um governador do PT? Teria tão pouco destaque?
Abaixo, texto de Altamiro Borges, lançando uma teoria que deve causar arrepios até aos futuros filiados da UDN, digo ARENA, ops, é PFL, não, desculpem, é "DEMOCRATAS":
O DEM, o ex-PFL nascido das entranhas da ditadura militar, está num mato sem cachorro. Não sabe como se livrar do “panetone” do governador José Roberto Arruda. Um setor mais “radical” propõe uma limpeza geral nos demos de Brasília. “Estão matando o partido”, esbraveja o senador goiano Demóstenes Torres. Outro setor, mais atolado na lama, prega cautela para evitar maiores estragos. Ambos temem os efeitos corrosivos do escândalo do “mensalão do DEM” nas eleições de outubro próximo, que podem minguar ainda mais o partido. Não há santos entre os demos!
No meio desta confusão, o chorão do Arruda, que já foi paparicado como a maior liderança deste conluio oligárquico e chegou a ser cogitado para vice na chapa do tucano José Serra, permanece numa cela na Polícia Federal. Não é justo! Para resolver esta crise existencial, bem que a Justiça poderia propor a “delação premiada” para o governador corrupto. Ele teria reduzida a sua pena se confessasse os crimes dos demos e, de quebra, as sinistras conexões com os tucanos. Jornalistas bem familiarizados com a oposição de direita garantem que o detento guarda muitos segredos.
“Os segredos financeiros do DEM”
O insuspeito jornalista Josias de Souza observa que a cúpula do partido teme que Arruda, “agora hospedado no PF’s Inn, resolva abrir a boca e o baú em que armazena os segredos financeiros do DEM. Único governador eleito pela legenda em 2006, Arruda tornou-se um grande provedor do DEM. No pleito municipal de 2008, a máquina ‘demo’ de Brasília borrifou verbas nas arcas de comitês de campanha instalados em várias partes do país. Arruda ajudou a forrar, por exemplo, o caixa de campanha de Gilberto Kassab, o prefeito ‘demo’ reeleito em São Paulo”.
Ainda segundo o colunista da FSP (Folha Serra Presidente), “a direção do partido alega que todo dinheiro vindo das empresas fornecedoras do GDF ingressou nos livros do DEM pela porta da frente, mediante recibo. A turma de Arruda insinua que a coisa não foi bem assim. Uma parte do dinheiro teria transitado por baixo da mesa. As hesitações da direção do DEM tonificam as suspeitas. Paira no ar a impressão de que, se resolver destravar os dois ‘Bs’ que lhe restam (boca e baú), Arruda pode produzir um novo escândalo, tão devastador quanto o primeiro”.
O “moderno” esquema fisiológico
As suspeitas realmente são fortes. Na semana passada, a Polícia Federal apreendeu na residência oficial de Arruda recibos que estabelecem a ligação monetária entre o governador e a cúpula dos demos. Emitidos em maio de 2009, eles trazem a assinatura do tesoureiro da direção nacional do partido, o ex-deputado Saulo Queiroz, e registram “doações” de firmas fornecedoras do governo do Distrito Federal que somam R$ 425 mil. Desse total, R$ 275 mil vieram da Construtora Artec – de propriedade de César Lacerda, filiado do PSDB. Os outros R$ 150 mil foram “doados” pela Antares Engenharia. Ambas as empresas “ganharam” contratos milionários na gestão de Arruda.
As investigações da PF e da Procuradoria também confirmam que os demos montaram poderoso esquema de fisiologismo no DF – o que deve frustrar vários colunistas da mídia que elogiavam a “modernidade administrativa” de Arruda. Atas apreendidas na casa de Domingos Lamoglia, ex-assessor do demo, mostram que ele fatiou 4.463 cargos entre amigos e aliados. O texto intitulado “sugestão do grupo especial encarregado de controlar as nomeações” confessa que o objetivo do rateio seria “diminuir a pressão sobre o senhor governador”. Um time seleto – “os 23 amigos do grupo JRA”, as iniciais do governador – teria prioridade nas nomeações dos apaniguados.
Solitário e tratado como pária
A situação do único governador demo do país é terrível. Ele não tem mais para onde correr. Há boatos de que o Supremo Tribunal Federal pode até prorrogar sua prisão. Arruda já foi coagido a pedir desfiliação do partido e não poderá concorrer a reeleição. Ele está sendo tratado como um pária por seus antigos amigos e aliados. Até colunistas da mídia, que o bajulavam, resolveram lhe apunhalar. Diante desta brutal solidão, a “delação premiada” poderia ajudar a desmascarar outros vestais da “ética” que ainda circulam pelo parlamento e pela imprensa brasileira.
Além disso, as confissões de Arruda ajudariam a enterrar velhos oligarcas da política brasileira, que apoiaram o golpe e a ditadura; assumiram-se como neoliberais com sigla PFL; e mudaram o nome do partido, para Democratas, para enganar os ingênuos. A cada eleição, os demos perdem terreno. Excelente artigo de Bernardo Joffily, no Vermelho, evidencia esta queda vertiginosa – de 118 deputados federais eleitos em 1986 para 65 em 2006 (hoje são 56). A “delação premiada” seria a pá de cal nesta organização direitista, que tantos prejuízos causa ao povo brasileiro.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"Imçentivo a curtura tchê!"

Segue texto extraído do blog RS URGENTE, mostrando o modo tucano de fazer "curtura":


Coragem para fazer: o fechamento da sala de cinema Norberto Lubisco


“Cavalgamos no mato fechado, sem sinal de celular e completamente isolados do mundo. O percurso foi difícil e perigoso”.Mônica Leal, Secretaria Estadual da Cultura do Rio Grande do Sul, no Twitter.

Visitar o site da Secretaria da Cultura do governo Yeda Crusius (PSDB) sempre é uma experiência transcendente. Lá ficamos sabendo das corajosas iniciativas deste governo para “manter viva a tradição gaúcha”, expressão que, aparentemente, resume a compreensão da secretária Mônica Leal acerca da pasta que comanda. Ficamos sabendo, por exemplo, que, pelo terceiro ano consecutivo, a secretária acompanha os mais de 3 mil cavalarianos que participam da 26ª Cavalgada do Mar. “Mulheres a Cavalo pelo Rio Grande” é o lema da cavalgada este ano, uma “homenagem às Anitas”, segundo informa o site da Sedac. Segundo a secretária, trata-se de “um projeto transformador, agregador e educativo, símbolo da nossa cultura”. “A Cavalgada do Mar merece todo o meu interesse e atenção, como secretária da Cultura e como filha aguerrida e orgulhosa do Rio Grande do Sul”, diz Mônica Leal.

A página da secretaria é modesta e não informa todos os feitos corajosos desta filha aguerrida e orgulhosa do Rio Grande do Sul. Como fechar salas de cinema, por exemplo. Não há nenhum registro sobre o fechamento da sala Norberto Lubisco, na Casa de Cultura Mário Quintana. Especula-se que a decisão de fechar a sala de 53 lugares deva-se a uma avaliação feita pela Secretaria da Cultura acerca da ausência de um “projeto transformador, agregador e educativo” no funcionamento da mesma. No site da Casa de Cultura Mário Quintana, há uma breve referência a Lubisco: “Fotógrafo gaúcho que marcou por mais de três décadas a produção cinematográfica. Teve seus trabalhos inúmeras vezes premiados com Kikito de melhor direção de fotografia no Festival de Cinema de Gramado.”

Uma trajetória que, infelizmente, parece ter sido insuficiente para manter a sala aberta e o emprego de três funcionários demitidos. Mas, enfim, a secretária da Cultura e a governadora do Estado tem mais o que fazer para defender os “símbolos da nossa cultura”. Coragem é o que não falta a este governo. Fechar uma sala de cinema alternativa ao circuito comercial é como tirar doce de criança. Só meia dúzia de gatos pingados iam lá mesmo, devem ter avaliado as corajosas e aguerridas gestoras. Que vão para os cinemas nos shoppings. Lá tem pipoca, refri, estacionamento, lojas para comprar algo. Quando retornar da Cavalgada do Mar, a secretária certamente explicará como isso é mais agregador, educativo e transformador.

*** Ricardo Lubisco (Uma dose de cinema), filho de Norberto Lubisco, escreve:

Agradeço o interesse e a perplexidade de todos, que assim como eu, filho do cara, não fomos avisados sobre esse “estupro” da cultura de Porto Alegre e do Rio Grande. Esse descaso do governo até assusta. Estamos tentando divulgar o máximo possível. Fazer barulho e fazer com que reabram o quanto antes a sala, que como disse o presidente do IECINE ontem no programa do Marcelo Noah na Ipanema, está “em perfeitas condições de funcionar”.

Nota do blogueiro: Assisti ao documentário "Fahrenheit 11/09 nessa sala. É triste ver que a cultura gaúcha, sob tutela tucana está sujeita aos ditames de um movimento fajuto (MTG), que empurra goela abaixo de todo o estado um tradicionalismo patrão, fictício, de uma mitologia tão frágil, que não sobrevive a cinco minutos de discussão:

O "gauchismo", que venera ladrões de cavalos, degoladores e centenas de anso de massacres inúteis, tendo seu ponto máximo, na comemoração de uma guerra perdida.
O resto é resto.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Trabalho degradadante ou até mesmo escravo, a culpa é da fiscalização.

Arvorezinha solitária resistindo ao "progresso" do agronegócio predador, entre Campo Mourão e Cascavel - PR.

Os textos abaixo são emblemáticos, evidenciam o "modus-operandi" das elites agrárias do Brasil. Abaixo, o irmão de um ferrenho defensor do agronegócio, o Deputado Ronaldo Caiado, do Demo de Goiás, autuado pelo Ministério do Trabalho, por manter trabalhadores em condições degradantes, em uma de suas propriedades rurais, afirma que o problema é a fiscalização.

Basicamente: "Se não houvesse fiscalização, não haveria crime." Ou a sua divulgação, que parece ser o único problema.

No segundo texto, extraído do Blog do Sakamoto, uma sequência de títulos de reportagens da grande imprensa, numa escalada de eventos que leva uma empresa, que constava na lista suja do trabalho escravo do Ministério do trabalho, a celebrar parceria com um grande conglomerado internacional.

Basicamente: "Se estou na lista suja, saio por liminar, celebro grande contrato, ganho milhões e volto a escravizar"

Lembro-me do Cazuza: "A burguesia fede!"


MARCELO AULER - Agencia Estado

RIO DE JANEIRO - O Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho, na companhia de uma procuradora do Trabalho, autuou a Fazenda Santa Mônica, no município de Natividade, ao sul do Estado de Tocantins, de propriedade de Emival Ramos Caiado, irmão do deputado federal e líder do DEM, Ronaldo Caiado. Na fazenda foram encontrados 26 trabalhadores, que, embora registrados, estavam submetidos ao chamado trabalho degradante: permaneciam no meio do mato consertando a cerca, sem disporem de água potável, sem equipamento de proteção individual e dormindo em um acampamento precário.

Por exigência dos auditores fiscais do trabalho, os contratos de todos os empregados foram rescindidos com o pagamento de indenização a cada empregado, calculada com base no tempo de serviço deles, que não superou os três meses. Foram pagos em torno de R$ 100 mil em dinheiro vivo. Coube a outro Caiado, o advogado Breno, irmão de Emival, levar o dinheiro ao hotel Serra Verde, no município de Campos Belos (GO), onde os fiscais do trabalho estavam sediados.

O Grupo Móvel fiscalizou outras seis fazendas na região descobrindo, na Fazenda Olho D''Água, em Montes Claros de Goiás, dois menores de idade trabalhando em carvoaria, conforme consta do registro feito pelos auditores fiscais cuja cópia foi entregue ao presidente do Conselho Tutelar da cidade, Gregório Batista dos Passos Neto.

Emival Caiado alega que "a legislação nacional não está de acordo com os costumes locais. Nas cidades grandes se tem um padrão de comportamento, uma relação em termos de acomodação que é diferenciada", diz. "No nosso caso encontraram todos os empregados registrados, mas tinham umas pessoas consertando uma cerca de arame muito longe da sede e estas pessoas, como é de hábito delas, estavam acampadas no mato. Eles falaram que aquilo não era uma acomodação condigna e decente. Era um acampamento, mas é o usual na região", argumentou.

Na crítica à fiscalização, Breno e Emival apegaram-se na história dos menores que os fiscais disseram estar trabalhando ilegalmente em carvoaria. Na explicação dos dois, os menores são filhos de um trabalhador que prepara o carvão e estariam "em férias na fazenda e tinham ido levar água para o pai" quando a fiscalização chegou. No relatório dos auditores consta que as crianças estavam há mais tempo na fazenda, apresentavam marcas de fuligem, ferimentos e queimaduras típicas do trabalho neste setor.

Texto acima extraído do Blog da Dilma.
Os veículos de comunicação noticiaram nesta segunda [01/2]:
Cosan e Shell anunciam aliança de US$ 12 bilhões (Uol)
Joint venture de Cosan e Shell terá faturamento de R$ 40 bilhões (Valor Econômico)
União entre Shell e Cosan altera lógica do mercado global de etanol (iG)
Ninguém segura este país, né? Mas vamos fazer um pequeno exercício de memória. Leia esses três títulos depois de ler os outros abaixo, publicados algumas semanas atrás, e veja a diferença:
Cosan e mais 11 empregadores entram para a “lista suja” do trabalho escravo (Repórter Brasil)
Cosan é incluída em lista de trabalho escravo (Exame)
Com isso:
Ação da Cosan despenca com inclusão em lista de trabalho escravo (O Globo)
Wal-Mart suspende contrato com Cosan por trabalho escravo (Reuters)
Aí, é claro:
Cosan adotará medidas para sair de lista de trabalho escravo (Estado de S. Paulo)
Inclusão de Cosan em lista de trabalho escravo é um erro, diz Stephanes (Folha de S. Paulo)
Liminar tira Cosan da ‘lista suja’ de trabalho escravo (Estado de S.Paulo)
Limpando o caminho para:
Cosan e Shell anunciam aliança de US$ 12 bilhões (Uol)
União entre Shell e Cosan altera lógica do mercado global de etanol (iG)
Tudo faz sentido. É a gente que só percebe tarde demais.
Texto acima extraído do Blog do Sakamoto.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

CNT Sensus: Dilma 9.5, Serra 9,3%


A pesquisa do instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes mostra que a diferença entre os candidatos Dilma Roussef e José Serra diminuiu consideravelmente.
Na modalidade pesquisa expontânea, Dilma ultrapassa Serra, embora dentro da margem de erro.
Abaixo os números da pesquisa:

Do síto R7


A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, aparece colada no governador de São Paulo, José Serra, na disputa pela Presidência, com o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) no páreo, segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1º). Serra passou de 31,8% em novembro para 33,2% em janeiro, enquanto Dilma saltou seis pontos, de 21,7% para 27,8% no mesmo período. A margem de erro da pesquisa é de dois a três pontos para mais ou para menos.
Também na pesquisa espontânea os dois aparecem empatados: Dilma com 9,5% das intenções de voto ante 9,3% de Serra.
Já no cenário sem Ciro Gomes, Serra segue liderando e oscilou de 40,5% para 40,7%. Dilma subiu cinco pontos, de 23,5% para 28,5%. E Marina Silva passou de 8,1% para 9,5% das intenções de voto.
No cenário da disputa com Ciro Gomes, o deputado federal aparece em terceiro, mas teve uma queda de 17,5% para 11,9%. Marina Silva, em quarto, oscilou de 5,9% para 6,8%.
Ainda na pesquisa espontânea, Lula é o primeiro com 18,7% das intenções e o quarto é Aécio Neves com 2,1%.

Segundo turno

Serra venceria Dilma no segundo turno, segundo a pesquisa. O governador de São Paulo ficaria com 44% e a ministra da Casa Civil com 37,1%. No levantamento anterior, Serra tinha 46,8% e Dilma 28,2%.
De acordo com Ricardo Guedes, do Instituto Sensus, o crescimento de Dilma mostra que ela passa a extrapolar a transferência de votos de Lula.
- Em fevereiro de 2008, no segundo turno entre Serra e Dilma, Serra ficaria com 57,9% dos votos e Dilma com 9,2%.
Na disputa entre Serra e Ciro, Serra teria 47,6% dos votos no segundo turno e Ciro 26,7%. Na pesquisa anterior, Serra teria 44,1% e Ciro 27,2%.
No terceiro cenário para o segundo turno, na disputa entre Dilma e Ciro, Dilma teria 43,3% dos votos e Ciro 31% dos votos. Na pesquisa anterior, Dilma teria 31,5% dos votos e Ciro 35,1%.
A pesquisa foi feita com 2.000 pessoas entre 25 e 29 de janeiro, em cinco regiões e 24 Estados.

O registro é de 15.702/2010 de 26 de janeiro de 2010.

Nota da CPT sobre a prisão de militantes Sem-Terra.

ESPETACULARIZAÇÃO DA JUSTIÇA

Tem sido noticiada fartamente por todos os grandes meios de comunicação, nos dias 26, 27 e 28 de janeiro de 2010, a prisão de nove trabalhadores nos municípios de Iaras e Borebi, interior de São Paulo, acusadas de participação na ocupação e nas ações em terras da Cutrale, cujo objetivo era de chamar a atenção da sociedade brasileira sobre as terras públicas ocupadas pela maior exportadora de suco de laranja do mundo, no final de 2009. Os sem-terra foram presos e algemados. A imagem de Miguel Serpa, uma das lideranças do MST na região, algemado, e de outros foi estampada nos jornais e veiculado nos noticiários dos canais de televisão brasileiros.

Este caso nos faz lembrar de como, em 2008, quando a PF na operação Satiagraha prendeu 17 pessoas, entre elas o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas, e o ex-prefeito Celso Pitta, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, acusou de "espetacularização" a prisão feita pela PF e criticou o uso das algemas. Ainda avaliou que, de modo geral, existe exposição “excessiva e degradante” das pessoas investigadas pela Justiça. Diversos senadores e deputados saíram em apoio ao Presidente do Supremo por ter tomado esta posição. Alguns dias depois, no dia 06 de agosto, o STF decidiu, por unanimidade, proibir o uso abusivo de algemas, pois na palavra do presidente do Supremo, fere o "princípio da dignidade da pessoa humana”.

Diante disto a Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra, se pergunta: Onde estão o presidente do STF, Gilmar Mendes, e os demais ministros do Supremo e os políticos tão ciosos da preservação da dignidade humana? Por acaso se ouviu da parte deles a condenação do abuso da ação policial na prisão dos trabalhadores? Não terá sido uma exposição “excessiva e degradante” à que foram submetidos e que fere o princípio da dignidade da pessoa humana?

Mas, não adianta esperar por tais manifestações, pois faz parte da cultura jurídica interpretativa dos fatos e das leis, em nosso país, a diferença de tratamento entre a elite deste país e os trabalhadores.

O que é mais grave, a destruição de alguns pés de laranja, ou o assalto aos cofres públicos com o desvio de milhões e milhões para interesses particulares ou partidários? Na interpretação das mais altas autoridades do Judiciário, quem desvia recursos públicos, quem se locupleta com os bens da Nação, merece um tratamento cuidadoso, pois sua dignidade não pode ser arranhada. Já o pobre, quando ativamente luta pelos seus direitos, quando denuncia o esbulho do patrimônio público, como a grilagem de terras praticada pela Cutrale, este tem que ser exemplarmente punido, para desestimular ações semelhantes.

Situações como esta não são novidade. Já o profeta Isaias denunciava os que “convertiam o mal em bem e o bem em mal” e proclamava “Ai dos que absolvem o injusto a troco de suborno e negam fazer justiça ao justo” (Isaias 5, 20 e 22). A CPT só espera que um dia realmente todos sejam iguais perante a lei, como afirma a Constituição Federal.

A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT)

Nota do blogueiro: O blog já manifestou-se sobre o tema, aqui, aqui, aqui e aqui, ainda durante aqueles "republicanos eventos" que comprovaram que banqueiro não pode ser preso no Brasil. Tem sempre um Supremo ser, para conceder um Hábeas, ou dois (alguém duvida que, se "necessário fosse, seriam três, quatro, cinco...)

Algemas, prisões, cacetetes, cães, viaturas, armas e balas, são coisa para pobre, e para os "vagabundos" que ousam dizer não aos banqueiros, e seus parceiros latifundiários.

sábado, 30 de janeiro de 2010

O rap do "Isto é uma vergonha".


O Rap do Boris CCCCasoy.

Pesquisa do Vox Populi, encomendada pela rede dos Saad não é divulgada.

Ainda estou analisando o porquê, mas estou com dificuldades em encontrar o motivo:
- Porque uma rede de tv (a Band do Boris CCCCasoy) encomenda uma pesquisa, e não divulga os resultados?
- Porque nenhum outro grupo divulga?
Os números abaixo podem ajudar aos meus três leitores a desvendar esse mistério:

José Serra (PSDB) – 39% > 34% (caiu 5 pontos)
Dilma Rousseff (PT) – 18% > 27% (subiu 9 pontos)
Ciro Gomes (PSB) – 17% > 11% (caiu 6 pontos)
Marina Silva (PV) – 8% > 6% (caiu 2 pontos)
Indecisos, brancos e nulos – 18%

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

PHA desmembra factóide "serrista" do Jornal Nacional.

Do site Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim:
SP, 1989. Qual é a novidade ? Polícia de Serra atribuiu ao PT ocupação das terras
da União no interior de São Paulo



Deu no jornal nacional:
O jornal nacional divulgou um vídeo captado pela polícia do Zé Alagão sobre a ocupação das terras da União que a Cutrale grilou no interior de São Paulo.
Segundo a Globo dos filhos do Roberto Marinho – eles não tem nome próprio – e do Ali Kamel, o PT destruiu a produção brasileira de laranja.
O vídeo mostra o líder do MST, Miguel Serpa, a organizar uma ocupação do MST nas terras da União, em outubro de 2009.
A certa altura, Miguel Serpa diz que é preciso provocar prejuízos na propriedade da União grilada pela Cutrale.
O objetivo, segundo um dos advogados do MST com quem conversei, era, de fato, provocar prejuízos à empresa, tal como a greve numa indústria tem como objetivo “provocar prejuízo”, para obrigar o empregador a negociar.
O jornal nacional diz que os membros do MST destruíram 12 mil pés de laranja.
Mas, os advogados do MST até agora não tiveram acesso à investigação.
Quem diz que são 12 mil pés é a Cutrale, que ocupa terra da União.
Tudo o que a Polícia – clique aqui para ler “Cuidado, mãos ao alto ! Policiais do Zé Alagão são investigados” – de Serra permitiu ver foram os fundamentos para o pedido de prisão temporária.
A polícia do Zé Alagão prendeu Miguel Serpa e mais seis.
Os advogados do MST, desde o ano passado, insistiram para que a Polícia de Zé Alagão ouvisse os líderes do MST, inclusive Serpa, para discutir a ocupação – ocupação que acabou, aliás.
A Polícia do Zé Alagão não ouviu ninguém.
Sem ouvir o depoimento de nenhum dos “suspeitos”, na madrugada de segunda para terça, em Iaras e em Burebi, no interior de São Paulo (elas ficam perto de Bauru), onde moram membros do MST, a polícia do Zé Alagão invadiu as casas dos “suspeitos” e dos não “suspeitos”.
Apreenderam bens de quem foi e de quem não foi preso.
Levaram defensivos agrícolas, fertilizantes , enxadas e bandeiras do MST – e os policiais diziam que aquilo tinha sido roubado da Cutrale, na invasão.
E exigiam a nota fiscal dos bens apreendidos.
A polícia do Serra prendeu a mulher de Miguel Serpa, que é vereadora em Iaras, pelo PT.
Prendeu também o Sr Xavier, que foi prefeito de Iaras, quando NÃO era do PT.
Hoje, filiado ao PT, Xavier não é militante do MST nem participou da ocupação das terras da União ocupadas pela Cutrale.
O que pode significar essa operação da polícia do Zé Alagão.
Vamos botar a memória para funcionar.
Eleição de 1989.
Lula contra Collor.
Vamos ver o que disse, há algum tempo, o jornal O Globo:
Marta vincula fala de Serra ao sequestro de Abílio Diniz Publicada em 17/10/2008O Globo
SÃO PAULO – A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, disse ter ficado pasma com as acusações do governador José Serra (PSDB) sobre o suposto uso político do confronto entre as polícias Civil e Militar. Segundo Marta, Serra é quem tenta fazer uso eleitoreiro do confronto. A ex-ministra lembrou os casos do sequestro de Abílio Diniz, em 1989, e da morte de dois trabalhadores em Leme, em 1986, como exemplos de golpes baixos contra o PT às vésperas de eleições.
Perguntada se o governador agiu de forma autoritária ao mandar a Polícia Militar reprimir a passeata de policiais civis grevistas, Marta respondeu:- Eu iria até mais amplamente. Quando o Suplicy foi candidato ao governo do estado, lançaram que o PT tinha matado um agricultor e a eleição se perdeu ali. Quando teve o sequestro do Abílio Diniz puseram camisetas do PT nos sequestradores e ali o Lula perdeu a eleição. Agora estamos às vésperas de uma eleição também – afirmou.
Em 1986, quando o senador Eduardo Suplicy era candidato ao governo de São Paulo, a Polícia Civil, então sob o comando de Franco Montoro (PMDB, que depois fundou o PSDB), acusou o PT de levar armas para bóias-frias grevistas em Leme. No dia 11 de julho daquele ano, um confronto entre PM e trabalhadores deixou dois mortos. Em um mês, o petista caiu de 17% para 6% nas pesquisas de intenção de votos.
Em 1989, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi candidato à presidência pela primeira vez, a Polícia Federal vestiu camisetas do PT nos sequestradores do empresário Abílio Diniz. Lula perdeu a eleição para Fernando Collor de Mello. Em tempo: como disse Ciro Gomes, numa sabatina na Folha, Serra não tem escrúpulos. Se for preciso, ele passa com um trator por cima da mãe.
Em tempo II: O Alexandre Maluf Garcia deve ter tido uma crise de hipertensão no Bom (?) Dia Brasil ao colocar o João Pedro Stédile num pelotão de fuzilamento. A Globo deveria colocar um médico cardiologista no estúdio de Brasília para socorrer Maluf Garcia no caso de uma síncope.

Nota do blogueiro: O MST ficou idiota do dia para a noite? Permitir que uma filmagem, de um discurso preparatório para uma ocupação de terras griladas por uma empresa, caísse nas mãos da polícia serrista?
Acho difícil. Aí tem treta.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A São paulo que o PIG não mostra.

O vídeo abaixo (depois que descobri como usá-los, não paro mais), parece com as cenas que provavelmente são vistas nas novelas da Globo, nas cenas em que mostram a européia cidade de São Paulo.
Imagino que tais cenas, tais diálogos, tais declarações nunca serão mostradas em horário nobre, no Jornalão Nacional, por exemplo. Pode causar má impressão sobre os candidatos da chefia.
Escondam a Dona Maria.
Escondam a sua dor.
Escondam a incompentência de seus títeres.
Ponham a culpa no clima.
Ponham a culpa no "pobrerio", nos nordestinos, (como diria o Professor Hariovaldo) na "gentalha".
Peçam para o povo rezar.
Para que pare de chover.
Ou por uma nova mídia.

O vídeo acima foi extraído do sítio Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim.

Fatos e factóides.

Voltando de férias em meio às discussões sobre o Programa nacional de Direitos Humanos, e ao "redevú" causado por esse aos barões da mídia, que responderam com artilharia pesada, como pode-se ver no vídeo abaixo:

No exemplo, o extremista acima, invoca uma "quartelada", para defender a moral e os bons costumes da mídia brasileira e alguns de seus parceiros, no caso, o agronegócio, citado pelo tresloucado discursante, como a galinha dos ovos de ouro.
Pra variar, afirma que a culpa pelo golpe de 64 foi culpa de João Goulart, e em seu infeliz discurso fascistóide, afirma que o "pecado do Governo Lula é muito maior".
Onde estão os militares? Pergunta o boçal discursante.
"Direto ao Assunto".
Que convém ao patrão. "Não é Sílvio!"

PS: Agradeço pelas mensagens recebidas de meus três fiéis leitores, durante o período em que me afastei do blog. Um grande abraço a todos.