quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Vox Populi diivulga pesquisa para a sucessão presidencial. Dados divergem, e muito, da pesquisa do Datafolha.

Pesquisa Datafolha, amplamente divulgada pelo P.I.G, mostra José Serra na liderança com 37% das intenções de voto. Dilma vem logo em seguida, com 16%, empatada tecnicamente com Ciro, que atingiu 15%. A diferença entre Serra e Dilma, é de 19 pontos percentuais. Muito menos que a pesquisa anterior, também do Datafolha, na qual Serra liderava com 41%, contra apenas 11% de Dilma.
A queda, mesmo mantendo a liderança revelaria uma tendência de uma grande queda de José Serra e ascenção de Dilma Roussef. Mas o movimento das "intenções de voto" ainda é maior, favorável à Ministra, se levarmos em consideração a pesquisa do instituto Vox Populi, divulgada hoje, apenas um dia após a do Datafolha, que mostra os seguintes números:

Estranhamente, nessa pesquisa, a diferença entre José Serra e Dilma Roussef, é de apenas 9 pontos percentuais. Em outro cenário (foto abaixo) a diferença aumenta, mas não chega nem perto da que foi exposta pelo instituto, Datafolha, chegando a 12%. Uma brutal queda com relação às pesquisas de março.

O que deixa a situação realmente interessante, é a enorme diferença entre os números das pesquisas dos dois institutos. As explicações são as mais diversas, mas a mais coerente das que encontrei foi a de um leitor do blog "Vi o Mundo", do jornalista Luiz Carlos Azenha, a qual copio e colo abaixo:

Marcos Doniseti em 19/agosto/2009 as 18:47

PHA, quer saber como o Datafolha se transformou em DataFraude? Foi assim:
A mais recente pesquisa do instituto Datafolha foi manipulada de maneira a beneficiar, de maneira descarada, ao candidato tucano, José Serra, e prejudicar a provável candidata do PT, Dilma Rousseff.
Como se deu tal manipulação?
Simples: o Datafolha alterou, drasticamente, o percentual de eleitores de cada região do país que deveria ter pesquisado.
A mais recente pesquisa do IBGE mostrou que a divisão da população brasileira, por regiões, é a seguinte (aproximadamente):
Sudeste – 41%Nordeste – 28%Sul – 15%Norte/Centro-Oeste – 16%
Total – 100%
No entanto, a pesquisa Datafolha entrevistou os eleitores, por região do país, com base em uma proporção totalmente diferente, que foi a seguinte:
Sudeste – 63,7%Nordeste – 18%Sul – 9,3%Norte/Centro-Oeste – 9%.
Total – 100%
Com isso, a região Sudeste ficou super-representada no resultado final da pesquisa Datafolha, enquanto que as demais regiões ficaram sub-representadas na mesma pesquisa.
E como a própria pesquisa Datafolha demonstrou, o candidato José Serra obteve o seu melhor resultado na pesquisa justamente na região… Sudeste. No Sudeste, Serra atinge 44% das intenções de voto, contra 13% de Dilma. Assim, no Sudeste, Serra abre uma vantagem de 31 p.p. sobre Dilma.
Enquanto isso, no Nordeste, Serra alcança apenas 31%, ou seja, 13 p.p. a menos do que no Sudeste. E Dilma, no mesmo Nordeste, obtém 18% na pesquisa Datafolha. Logo, na região nordestina, a vantagem de Serra sobre Dilma cai para 13 p.p.
Já no Norte/Centro-Oeste, Serra alcança os 32% e Dilma obtém 19%, mostrando uma diferença de apenas 12 p.p. em favor do candidato tucano.
E no Sul do país, Serra atinge os 37% e Dilma fica com 19%, uma diferença de 18 p.p. em favor do candidato do PSDB.
Assim, fica claro que a pesquisa Datafolha teve o seu resultado final fortemente alterado, em benefício do candidato José Serra, pela forma com que o instituto modificou a proporção de eleitores de cada região do país.
Enquanto o Sudeste teve 63,7% de eleitores entrevistados (sendo que o correto seria algo em torno de 41%) as demais regiões do país tiveram apenas 36,3% de eleitores entrevistados pelo Datafolha, sendo que o correto seria algo em torno de 59%.
E em qual região Serra obtém os seus melhores índices de intenção de voto? no Sudeste, que teve um aumento brutal na proporção de eleitores pesquisados pelo Datafolha, passando de 41% do total para quase 64% do total de entrevistados.
Assim, o percentual que Serra obteve na pesquisa Datafolha, de 37%, seria bem diferente, em alguns pontos percentuais menor, caso a proporção de eleitores, por região do país, tivesse sido respeitada pelo Datafolha.
E como Dilma obteve resultados melhores nas demais regiões do país, quando comparado com o Sudeste, o percentual que ela alcançou na pesquisa Datafolha, foi reduzido em vários ponto percentuais, em função desta manipulação que o instituto fez nesta pesquisa.
Portanto, seria perfeitamente correto dizer que o instituto Datafolha promoveu uma fraude descarada nesta pesquisa para a eleição presidencial de 2010 e de maneira a beneficiar, escandalosamente, o candidato tucano José Serra.
E foi desta maneira que o Datafolha virou o DataFraude.
Em tempo: Bateu o desespero no P.I.G, na coligação DEMO-TUCANA e na elite ávida pelaa intensificação das putarias-público-privadas, vistas e revistas no governo anterior.

Um comentário:

Guilherme Scalzilli disse...

O Vox Populi embaralhou tudo

Pesquisa divulgada ontem na TV Bandeirantes contradisse frontalmente o Datafolha. Agora as acusações de fraude ganharam alguma solidez. A diferença nos números supera as margens de erro e é muito grande para ter sido provocada apenas por especificidades na preparação dos levantamentos.
O cenário do Vox Populi renova as chances de Dilma Rousseff, relativiza a influência de Ciro Gomes e indica a inevitabilidade de um segundo turno, qualquer que seja o quadro de candidatos – de modo chocante, são conclusões quase opostas às sugeridas pelo Datafolha. E, novamente, as lacunas falam por si: não houve gráfico mostrando as curvas de José Serra (descendente) e Dilma (ascendente), nem projeção de segundo turno ou (por que será?) uma amostragem da rejeição espontânea do eleitor.
As próximas pesquisas serão importantes para medir até onde o grupo Folha está disposto a mergulhar para influenciar as eleições vindouras. Houve a planilha de gastos do casal FHC, depois a ficha falsificada contra Dilma e atualmente essa lamentável, patética orquestração para atingi-la através de uma ex-funcionária ressentida e flagrantemente mentirosa. Caso insistam no equívoco e se dediquem a inventar realidades virtuais, instituto e grupo jornalístico vaporizarão a pouca credibilidade restante. E me pergunto: valerá a pena?